Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você

Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você
Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você faz uma viagem por mundos desconhecidos, mundos a serem descobertos.Este blog tem como objetivo a troca de informação literaria, a troca de conhecimento sobre livros. O blog tem em sua maxima, indicar e receber em suas paginas indicações de livros. Formando assim um forum literario de debate e incentivo a leitura. De sua sugestão, sua indicação...vamos fazer da leitura um prazer em nosso cotidiano.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Bóson de Higgs


"Leite vos dei por alimento, e não comida sólida, porque não a podíeis suportar; nem ainda agora podeis"
(I Coríntios, 3:2)
Toda a comunidade científica comemora a descoberta do Bóson de Higgs (a tal "partícula Deus"). E com razão: quanto mais entendimento científico, mais a humanidade avança em direção ao progresso material e, quem sabe, até mesmo ao espiritual, desvelando os mitos e linguagens de outrora, que mais confundiam que explicavam. Assim como a psicanálise trouxe luz aos mitos, espero que a física possa trazer luz à esse mistério que é o mundo espiritual. Antes eu achava que não haveria interação ALGUMA com a física terreste, que fosse de outra natureza, outra dimensão, sei lá, mas não é que o blog "Textos pra Reflexão" conseguiu perceber no post "O frescobol cósmico" um paralelo interessantíssimo entre o Campo de Higgs e o Fluido Universal, explicado no Livro dos Espíritos em 1857? Não quer dizer necessariamente que sejam a mesma coisa, mas está claro no texto de que tratam da MESMA relação matéria x campo:
Pode haver este campo de energia que permeia todo o universo. Ele foi inicialmente proposto porque ninguém entendia como as partículas subatômicas ganhavam suas respectivas massas. O campo proposto deve interagir com tais partículas e lhes conferir massa. As partículas massivas devem interagir mais diretamente com tal campo, enquanto partículas sem massa alguma provavelmente sequer interagiriam com ele.
Para compreender melhor esta ideia podemos usar uma analogia com o oceano e os nadadores. A água faz o papel do campo proposto: Um peixe barracuda, por ser esguio e pontiagudo, pouco interage com o campo e pode se deslocar facilmente por ele. A barracuda seria similar a uma partícula com pouca ou nenhuma massa; Em contraste, um sujeito obeso, amante das rosquinhas, se moverá muito lentamente pela água. Em nossa analogia, ele seria uma partícula massiva, pois interagiria bastante com a água.
Se tal campo fluido não existisse, nenhuma partícula teria massa, e veríamos apenas luz e energia por aí. Chamamos a este campo hipotético de Campo de Higgs, em homenagem a Peter Higgs, criador da teoria. O Bóson de Higgs [4] nada mais seria do que a partícula que forma tal campo, da mesma forma que as moléculas de H2O formam a água do oceano.
(adaptado do vídeo de divulgação científica de Don Lincoln, do Fermilab)

Ao elemento material é preciso juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre aluz e a matéria propriamente dita, muito densa para que a luz possa exercer alguma ação sobre ela. Embora, sob certo ponto de vista, se possa classificar o fluido universal como um elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se fosse realmente matéria, não haveria razão para que a luz também não fosse. Está colocado entre a luz e a matéria; é fluido, como a matéria é matéria, e suscetível, pelas suas inúmeras combinações com esta e sob a ação da luz, de produzir a infinita variedade das coisas das quais os homens não conhecem senão uma ínfima parte.
Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que a luz se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e jamais adquiriria as propriedades que a gravidade lhe dá.
(trecho final da resposta à pergunta #27 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec)

Vejam também o que o cientista Marcelo Gleiser teve a dizer sobre a similaridade conceitual do Campo de Higgs com o Éter (ou quintessência, ou fluido universal) de Aristóteles, no post "Aristóteles e Higgs: uma parábola etérea".

Barbosa: o julgador e o homem

O ministro Joaquim Barbosa, do STF, tornou-se uma celebridade. O mensalão o projetou nacionalmente, e seu rigor investigativo e a severidade que adotou em relação aos réus do escândalo encontraram ressonância em grande parte da opinião pública, que viu nele - enfim! - a personificação do Anjo da Justiça, tão ansiosamente aguardado.

Seus embates com o colega Ricardo Lewandowsky, vigorosos e  tensos, fortaleceram ainda mais sua imagem e desnudaram o poder de aparelhamento do PT. As ligações de Lewandowsky com o presidente Lula são notórias.

Barbosa sequer se deu ao trabalho de enfrentar Dias Toffoli. A mediocridade jurídica e pequenez ética desse ministro - que deveria ter se considerado impedido, por sua ligação também notória com o principal réu, José Dirceu - desaconselhavam o confronto.

Houve, sim, no vigor e tensão das duelos com Lewandowsky - que se comporta como advogado dos réus - momentos em que Barbosa deixou o campo jurídico para enveredar pelo pessoal. E subiu o tom, muito acima do que o diapasão da Suprema Corte permite. Mas quem não se irritaria na presença de alguém que sistematicamente tenta desmontar sua tese e desmerecer seu esforço?

Noves fora, e a esse desconto inclui-se o desconforto permanente de Barbosa provocado por problemas de coluna, o que influi sobre seu ânimo - influiria sobre o de qualquer pessoa -, o ministro excedeu-se na sessão de retomada de trabalhos, esta semana. Desdenhou de seu colega Marco Aurélio, que apresentou uma questão de ordem, e comprometeu severamente sua imagem.

O detalhista e severo julgador Joaquim Barbosa apequenou-se diante do arrogante Joaquim Barbosa.

O deslize não desmerece seu trabalho, por mais que tentem desqualificá-los seus opositores - dos réus a seus companheiros de partido e à fabulosa máquina de difamação que controlam.

O julgamento do mensalão caminha para o fim. Ele trouxe à tona os subterrâneos de um governo que renegou tudo o que propunha em matéria de ética e os protagonistas de um processo engenhoso de corrupção, sem paralelos na história. Vinte cinco deles foram condenados, outro resultado também sem paralelo.

Os julgadores são humanos, e portanto erram. Ou por método, como Lewandowski e Toffoli, ou por temperamento, como Barbosa.

Esses erros, no entanto, engrandecem o julgamento - porque, apesar dos pesares, o processo foi levado a cabo. A Justiça e a democracia são os principais beneficiados

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Felicidade


A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Mario Quintana