Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você

Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você
Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você faz uma viagem por mundos desconhecidos, mundos a serem descobertos.Este blog tem como objetivo a troca de informação literaria, a troca de conhecimento sobre livros. O blog tem em sua maxima, indicar e receber em suas paginas indicações de livros. Formando assim um forum literario de debate e incentivo a leitura. De sua sugestão, sua indicação...vamos fazer da leitura um prazer em nosso cotidiano.

domingo, 22 de agosto de 2010

O Que Você Perguntaria a Deus???


Um cenário limpo. Fundo azul. Deus fala para a câmera.

"Meus filhos, boa noite. Eu sou Deus Vosso Senhor. Se me permitem a imodéstia, acho que não preciso me apresentar. Meu currículo é conhecido de todos. Criador do céu e da terra, etc. A minha vida é um livro aberto, e se chama Bíblia. Minha assessoria me advertiu que estaria havendo uma certa falta de comunicação entre nós e que existiriam algumas dúvidas sobre o meu trabalho, os meus métodos - enfim, sobre qual é a de Deus, afinal. Por isto, optamos por este formato de uma conversa descontraída, sem trovões, sem relâmpagos, sem efeitos especiais ou anjos com clarins, apenas um papo informal entre Criador e criaturas.

Antes de mais nada, quero esclarecer que, ao contrário do que alguns jornais andaram publicando, escolhi a Globo para falar com vocês do Brasil por uma razão muito simples, que não tem nada a ver com ibope, cachê, favoritismo ou qualquer prevenção com o Ratinho. É que o dr. Roberto foi o único que me contatou diretamente.

E aqui estou eu para responder às suas perguntas. Sei que muitas vezes o que eu faço parece incompreensível. Quantas vezes você não se perguntou por que eu fiz isto ou aquilo, não é verdade? Quantas vezes, quando estragou o ar condicionado no cinema ou o filme saiu de foco, você não olhou para o alto e disse "Ó, Deus!", cobrando uma providência divina? Quantas vezes você se perguntou por que existem os desastres naturais, e a caspa, e aquele nervinho da carne que fica preso entre os dentes, e o Sérgio Naya, e os alarmes de carro que disparam e não aparece ninguém para desligar, e a colher que cai dentro do molho e depois lambuza a mão, e a doença, e a morte, e o IPMF? Por que alguns tiram a sena acumulada e eu não ganho nem rifa? Qual é a de Deus, afinal? Pensam que eu não sei? Eu sei de tudo. Sei o que você pensa a cada minuto. Pelas minhas costas ninguém fala!

Posso responder a todas as suas perguntas. O caso do "El Niño", por exemplo. Como todos sabem, o tempo é o maior problema da minha administração. Requer uma organização imensa, difícil de controlar, e os encarregados nem sempre estão à altura das suas tarefas. Mantenho o São Pedro na chefia do setor porque foi um dos nossos primeiros companheiros, mas há muito ele perdeu seu interesse no trabalho e o resultado é que o clima do mundo está essa confusão. Estamos tentando melhorar, no entanto, e pensando, inclusive, em terceirizar o serviço, e em pouco tempo tudo voltará ao normal. Aproveito a oportunidade para dizer que são infundadas as notícias de que um meteorito se chocará com a Terra em breve e a destruirá. Não temos nenhum plano de acabar com a Terra num futuro próximo, inclusive porque ela tem um grande valor sentimental para nossa família.

Selecionei algumas cartas para responder no ar. A Ivani, de Londrina, Paraná, me pede para arranjar um encontro dela com o Fábio Junior. Ivani, acho que você não pegou bem o espírito do programa. E o Leôncio, de Santo Antônio, no Rio Grande do Sul - velho Antônio - escreve: "Gostaria que o Senhor explicasse para que existem as unhas do pé." Aí está, uma pergunta objetiva e séria. Para que servem as unhas do pé. Deixa ver. As unhas do pé, por que eu criei as unhas do pé... Faz tanto tempo... Mas vejo que o nosso tempo está se esgotando. Mandem as suas cartinhas! Tentarei explicar todos os meus atos numa linguagem acessível, sem tecnicalês, que qualquer leigo pode entender. Se preferir telefonar, o prefixo do céu é 02, porque 01 são os Estados Unidos. Só não atenderei se estiver em reunião. Ou então usem meu e- mail, Poderosíssimo@com.ceu.

Até a próxima, e fiquem comigo."

Luis Fernando Verissimo

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Paulo Coelho, Seu Novo Livro, Ele Comenta...


Entre Ekaterinburg e Novosibirsk

O meu novo livro, “O Aleph” (publicação no Brasil em 2010 e no resto do mundo em 2011) descreve meu percurso espiritual durante a minha travessia da Ásia, em 2006. Para escrevê-lo, tive que consultar uma série de anotações que havia feito na época.



Cheguei no vagão que irá me transportar pela Transiberiana cheio de livros, pensando que teria muito tempo durante estes 9.228 km de viagem de trem. Descubro logo em seguida que é impossível escrever ou ler qualquer coisa por causa do movimento e da ausência de bons amortecedores. Tudo que me resta é pensar, anotar alguns pensamentos no momento em que paramos em uma estação.

*******

Uma das pessoas no trem me mostra uma oração que, segundo ela, foi encontrada entre os pertences pessoais de um judeu, morto num campo de concentração:

"Senhor: quando vieres na Tua glória, não te lembres apenas dos homens de boa vontade; lembra-Te também dos homens de má vontade.

"E, no dia do Julgamento, não Te lembres apenas das crueldades, sevícias, e violências que eles praticaram: lembra-Te também dos frutos que produzimos por causa do que eles nos fizeram. Lembra-Te da paciência, da coragem, da confraternização, da humildade, da grandeza de alma e da fidelidade, que nossos carrascos terminaram por despertar em nossas almas.

"Permite então, Senhor, que os frutos por nós produzidos possam servir para salvar as almas dos homens de má vontade."

****

Preciso viver todas as graças que Deus me deu hoje. A graça não pode ser economizada. Não existe um banco onde depositamos as graças recebidas, para utilizá-las de acordo com nossa vontade. Se eu não usufruir destas bênçãos, vou perdê-las irremediavelmente.

Deus sabe que somos artistas da vida. Um dia nos dá formão para esculturas, outro dia pincéis e tela, outro dia nos dá uma pena para escrever. Mas jamais conseguiremos usar formão em telas, ou penas em esculturas. A cada dia, o seu milagre. Preciso aceitar as bênçãos de hoje, para criar o que tenho; se fizer isso com desapego e sem culpa, amanhã receberei mais.

****

A vida é como uma grande corrida de bicicleta - cuja meta é cumprir a lenda Pessoal.

Na largada, estamos juntos - compartilhando camaradagem e entusiasmo. Mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial cede lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas sobre a própria capacidade.

Reparamos que alguns amigos desistiram do desafio - ainda estão correndo, mas apenas por que não podem parar no meio de uma estrada; eles são numerosos, pedalam ao lado do carro de apoio, conversam entre si, e cumprem uma obrigação.

Terminamos por nos distanciar deles; e então somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta. E, ao cabo de algum tempo, começamos a nos perguntar se vale a pena tanto esforço.

Sim, vale a pena. É só não desistir.

Além do mais, porque se pararmos de pedalar, terminamos caindo.

****

Em um dos seus raros escritos, o sábio sufi Hafik comenta a idéia da Viagem:

"Aceite com sabedoria o fato de que o Caminho está cheio de contradições. O Caminho muitas vezes nega-se a si mesmo, para estimular o viajante a descobrir o que existe além da próxima curva.

Se dois companheiros de jornada estão seguindo o mesmo método, isto significa que um deles está na pista falsa. Porque não há fórmulas para se atingir a verdade do Caminho, e cada um precisa correr os riscos de seus próprios passos.

"Só os ignorantes procuram imitar o comportamento dos outros. Os homens inteligentes não perdem seu tempo com isto, e desenvolvem suas habilidades pessoais; sabem que não existem duas folhas iguais numa floresta de cem mil árvores. Não existem duas viagens iguais no mesmo Caminho"

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Palavras do Mago!!


De amigos e conhecidos

John e as visões do inferno

"Talvez Jesus tenha enviado alguns de seus apóstolos ao Inferno para salvar almas", diz John. "Mesmo no pior dos tormentos, nem tudo está perdido".

A idéia me surpreende. Estamos conversando num dos raros bares de Los Angeles. John é bombeiro, e está em seu dia de folga.

"Por que você diz isto?", pergunto.

"Porque tenho experimentado o mesmo tormento aqui na terra. Entro no meio de edifícios em chamas, vejo pessoas desesperadas tentando sair, e muitas vezes cheguei a arriscar minha vida para salvá-las. Sou apenas uma partícula neste Universo imenso, forçado a agir como herói no meio do fogo e do desespero”.

“Se eu - que não sou nada - consigo agir assim, imagine o que Jesus não deve fazer! Com certeza, alguns de Seus apóstolos estão infiltrados no Inferno, salvando almas”.



No mosteiro de Huelgas

Diz a freira Balbas Miguel, do Mosteiro de Huelgas:

"San Juan de La Cruz nos ensina que o silêncio tem sua própria música; é o silêncio que nos permite ver a nós mesmos e as coisas que nos cercam.

“Eu gostaria de acrescentar: existem palavras que só podem ser ditas em silêncio, por mais absurdo que isso possa parecer. Os grandes gênios, para compor suas sinfonias, preci­savam de silêncio - e conseguiam transformá-lo em sons divinos. O filósofo e o cientista precisam do silêncio.

“No mosteiro, prati camos de noite o que chamamos de O Grande Silêncio. Através da ausência de conversas, conseguimos entender o que está além”.



A linguagem dos sonhos

A Austrália é, basicamente, um vasto deserto central, com cidades na costa. Embora o homem branco tenha encontrado dificuldade em desbravar o interior do país, as tribos primitivas, os aborígines, sempre conseguiram cruzar o país inteiro.

"Somos um povo que acredita em sonhos", conta Sam Watson, um aborígine. “Os anciãos de certas tribos se reúnem todas as manhãs, e discutem entre si o que sonharam na noite anterior. Só então decidem o melhor caminho a percorrer naquele dia”.

"Nunca ficamos sem água ou comida. Conseguimos, através dos sonhos de nossos feiticeiros, as mesmas coisas que o homem branco consegue com seus satélites e seus complicados aparelhos de medição geológica".



A árvore que canta

Uma leitora de meus livros me encontra numa tarde de autógrafos em Bilbao, no País Basco.

"Você sempre fala de símbolos", me diz ela. “Quero lhe mostrar um símbolo que você nunca viu".

No dia seguinte, ela vai me buscar de carro no hotel. "Não sei como isto começou", diz, “mas a lenda conta que um velho alqui mista judeu afirmou que as árvores cantavam. O prefeito da cidade disse que, se não conseguisse provar o que dizia, iria matá-lo. Desde então, todos os anos, uma árvore de Soria canta, tornando a salvar simbolicamente a vida daqueles que acham que tudo é possível”.

Chegamos a Soria, e vamos a uma praça. Aos poucos, as pessoas começam a chegar. E, de repente, uma banda de música - completa, com todos os instrumentos - sobe no gigantesco e bi-centenário olmo que existe no centro da praça. Cada músico ocupa um galho.

Sob o comando de uma batuta invisível, a árvore em Soria canta.

domingo, 25 de julho de 2010

Opinião : Palestina em Foco فلسطينية بشرف


Khaled Meshal, líder do grupo Hamas que vive no exílio, na Síria, escreveu um artigo para o jornal inglês The Guardian (reproduzido no O Estado de São Paulo, 07/01/09) que merece de nós uma reflexão. Após denunciar a situação do povo palestino na Faixa de Gaza, – que descreveu como “encarcerado na maior prisão do mundo, isolado por terra, ar e mar, morrendo de fome, sem ter acesso nem mesmo a remédios para tratar nossos doentes”, – ele diz que “é absurdo a lógica daqueles que exigem o fim da nossa resistência. Eles absolvem de responsabilidade o agressor e ocupante – armando com as mais mortíferas armas de destruição -, enquanto culpam a vítima, o prisioneiro, aquele que vive sob ocupação”.

É claro que ele está respondendo às acusações de que Hamas, por ter disparado foguetes e morteiros contra população civil de sul do Israel, é o culpado pelo recente ataque e invasão das forças armadas de Israel na Faixa de Gaza e também das mortes de mulheres, velhos e crianças palestinas.

A sua principal argumentação está resumida no parágrafo que segue: “Nossos modestos foguetes de fabricação caseira são nosso grito de protesto endereçado ao mundo todo. Israel e os seus patrocinadores europeus e americanos querem que sejamos massacrados em silêncio. Mas nós nos recusamos a perecer silenciosamente”.

A dramática e opressiva situação em que vive a população palestina no Oriente Médio – que foi causada, logo após a Segunda Guerra Mundial, pela tentativa de solucionar a dramática situação em que vivia o povo judeu – não pode ser esquecida, silenciada ou deixada de lado. Nesse sentido, Meshal tem razão quando diz: “nós nos recusamos a perecer silenciosamente”. O último recurso da vítima é clamar contra a opressão. Aliás, a tradição judaico-cristão nasce da convicção ou revelação de que Deus escutou o clamor do povo que estava sendo oprimido na terra do Faraó.

Recusar a perecer silenciosamente é uma prova de que a dominação ainda não conseguiu tirar da vítima o seu senso de dignidade. Viktor Frankl, um judeu sobrevivente dos campos de concentração nazista, dizia que adentrar ao câmara de gás de cabeça erguida era uma forma de a vítima afirmar a sua dignidade humana, mesmo que fosse pela última vez. Porém, em um mundo complexo como o nosso, é preciso escolher bem o meio pelo qual um povo ou grupo oprimido envia ao mundo o seu grito de protesto. Pois, além da manifestação da dignidade, esse grito é também um meio de luta e, portanto, precisa contribuir na obtenção da libertação.

Eu sei que é fácil para um não-palestino, escrevendo longe das condições infra-humanas da Faixa de Gaza, falar da necessidade de pensar com cuidado as melhores formas de expressar este grito de protesto. Mas, é preciso que nós também adentremos nesta discussão porque, no fundo, estamos ligados por um mesmo espírito de luta pela liberdade e vida digna.

A pergunta que surge é: os foguetes e morteiros que atingem cidades israelenses são a melhor forma de expressar o grito de protesto e o clamor do povo palestino? A história nos mostra que Israel revida com mais violência, que gera mais sofrimento, raiva e ódio no povo palestino que, por sua vez, tenta revidar com mais violência, gerando um ciclo de violência. E quando um ciclo de violência se estabelece, os mais fortes e violentos acabam por vencer e as pessoas mais pobres e fracas são as que mais sofrem as dores e as mortes. Além disso, os defensores da política do atual governo de Israel e seus aliados usam exatamente estes foguetes como justificativa para legitimar suas ações armadas e para culpabilizar Hamas e, de um certo modo, todo povo palestino.

Quando o ciclo de violência se estabelece, as origens e as causas históricas do conflito acabam sendo esquecidas e parece que a única solução é a destruição completa do seu inimigo; como têm defendido os extremistas do lado israelense e palestino. Só que essa saída não é hoje historicamente viável, e por isso não há saída dentro da lógica do ciclo da violência-vingança-violência. Isto sem falar no problema ético da solução pelo extermínio do inimigo.

Edward Said, um grande intelectual palestino engajado na causa palestina, dizia que um dos problemas da luta do povo palestino é que não tinha logrado mostrar ao mundo duas coisas, que ele tinha aprendido com Nelson Mandela. O primeiro é mostrar ao mundo que a causa palestina, a luta pela independência ou autonomia do seu povo que lhe permitisse uma vida digna e livre, é moralmente superior do que a causa dos seus adversários. O segundo, que ela é uma causa que faz bem não somente ao seu povo, mas a toda humanidade.

Podemos discordar de métodos concretos utilizados para expressar o seu grito de protesto, mas não podemos negar aos povos dominados o direito de recusar a perecer silenciosamente.

فلسطينية بشرف

Um Palestino no Céu!! فلسطينية بشرف


Quando o líder de guerrilha palestino chegou ao céu, São Pedro disse-lhe que, devido aos diversos atos de violência que praticara na terra, ele não podia ali entrar. O líder demandou:

-Não quero entrar! Estou te dando 5 minutos para desocupar o céu!

domingo, 18 de julho de 2010

Aos Verdadeiros Amigos!


Estou muito feliz com os verdadeiros amigos me ajudando e dando força, carinho e confiança nessa época difícil. Todos sabem o quanto sou recluso, mas ainda assim me procuram pra me tirar do marasmo. O conhecimento de como as coisas se processam "do outro lado" ajuda bastante a encarar as dificuldades com resignação para, quem sabe, virar o jogo no futuro. Ninguém é inocente, ninguém é vítima. Somos todos algozes em eterno aprendizado. Eu aprendi muito nesses meses, e ainda tenho muito que aprender. A primeira lição que ficou marcada a ferro e fogo foi o desapego das coisas materiais e sentimentais. Nada é permanente. Temos que aprender a conviver com mudanças. Nem sequer nossa vida nos pertence.
Agora... Achava que o amor desafiaria essa lógica budista. Se fosse verdadeiro, o amor sobreviveria a tudo. Mas transmuta-se, como tudo nesse mundo. É preciso que o espírito compreenda o amor em toda a sua extensão, para que apreenda a sua essência, seja como o amor de uma mãe, amor de filho, de marido, ou de verdadeiros amigos...
A essência das coisas não muda, pois é Divina, como bem antevia Platão. Portanto, faça o que fizer, pense na essência. Lute para que o que você estiver fazendo sobreviva ao tempo, pois só a essência dos atos permanece. O amor é energia sutil, mas poderosa. Precisa ser trabalhada, lapidada, como uma pedra preciosa, ou pode vir a converter-se facilmente em ódio. O amor constrói, o ódio destrói. Por isso a dualidade do Deus Brahma, o criador, e sua representação em Shiva, o destruidor/transformador. São polaridades da mesma energia mental. Assim como no Zoroatrismo, hoje estamos em eterna luta com nossas metades, a "boa" e a "má", até um dia percebermos que não existe bem ou mal, e sim ação. É regra geral no universo que o que se faz tem retorno. É a colheita da qual nos falaram Jesus e Buda.
Por falar nos dois, estou andando pra baixo e pra cima com o livro Jesus e Buda - Diálogos, de Carrin Dunne. As páginas finais são uma coletânea de ensinamentos de ambos, que se interpenetram em sua sabedoria, que precedia o tempo deles, e até mesmo o nosso, onde não estamos intimamente preparados para a revelação total. Eu leio e releio esses ensinamentos, que são como bálsamo refrescante para minha alma.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Eita mundo quântico danado!!


Estava eu numa palestra sobre Hermetismo quando alguém, empolgado com as teorias do palestrante, emendou: "Isso aí é um pensamento quântico, não é?"
Estremeci dos pés à cabeça. Parece que o "vírus dos quanta" se espalhou irremediavelmente entre os esotéricos. Me sinto um pouco culpado, pois meu artigo sobre o filme Quem somos nós? é um dos mas lidos do blog, todo mês. Não, eu não mudei de idéia a respeito do filme, que continuo achando muito bom (com ressalvas, claro) pra expandir um pouco a visão para além do mundo rígido e materialista, que a física quântica nos ensina que, em certo nível, é IRREAL. Mas, pela primeira vez, procurei me colocar de fora, na pele de um apreciador do misticismo fast-food sem conhecimentos científicos, e percebi que o filme passa uma idéia bastante errônea de que os físicos quânticos estão endossando o esoterismo, quando NÃO ESTÃO!

Se perceberem bem no final do filme quem são os entrevistados, temos físicos sérios ao lado de pesquisadores amadores (como eu, sem especialização em nada), como um quiroprátrico e (acreditem se quiser) um "espírito guerreiro de 35 mil anos chamado Ramtha, canalizado no filme por J.Z. Knight". Os que fazem essa ponte (física quântica = espiritualidade) são eles, e o sentimento geral é que TODOS fizeram isso durante o filme. Infelizmente o filme foi editado de uma maneira que um dos cientistas, o professor da Columbia University, David Albert, é - segundo ele mesmo - "profundamente não-simpático a tentativas de ligar mecânica quântica à consciência", tendo explicado isso em frente às câmeras, em 4 horas de entrevista. "Se eu soubesse que seria tão radicalmente deturpado no filme, certamente não teria concordado em participar". Os realizadores do filme se defenderam em uma carta aberta, onde deixam claro o caráter de auto-ajuda do filme, especialmente na frase: "Quando nós criamos Quem somos nós?, nós procuramos apresentar aos espectadores uma visão de mundo particular - um modo de ver a vida - que é diferente do que a maioria das pessoas têm adotado. Para fazer isso, nós entrevistamos um grupo de avançados cientistas. Mas nós nunca pretendemos que nosso fime fosse uma exaustiva visão geral da física quântica". Pena isso não ter ficado muito claro no filme, que assumiu status de "documentário".

Um dos problemas de interpretação da física quântica é o efeito do pesquisador no resultado. É chamado de "observador": Na mecânica quântica, um sistema encontra-se indefinido até que um observador consciente realize uma medida, por ocasião da qual o sistema (aparentemente) "escolhe" um estado particular em que se apresentará. O problema é que o sistema pesquisado é tão pequeno, tão susceptível a interferências, que NÃO HÁ MANEIRA (até agora) de você chegar a uma estimativa precisa sem perturbar o sistema, mais ou menos como tentar localizar, lá no fundo do mar, a trajetória de um peixinho sem entrar na água. "Observador", na mecânica quântica, tem o significado de dispositivo físico que faz a medida ou a interação entre dois sistemas, e não exatamente um observador com auto-consciência. Mas especula-se academicamente que até mesmo esses dispositivos fazem parte de uma cadeia que se liga à consciência do pesquisador, que causa indiretamente o colapso (o que não deixa de ter alguma razão, mais no aspecto metafísico do que físico, mas ainda são teorias, ok? Se formos extender esse pensamento a tudo, até mesmo a sua torradeira é um "observador consciente").

Outro problema que deve ser bem esclarecido é o tal do "salto quântico", que muitos esquisotéricos usam pra tudo! Segundo uma amiga física explicou:
"Quando um elétron dá um salto quântico não significa que ele sumiu... Ele esta lá ainda!
Não é o elétron que possui energia quantizada, mas sim o estado em que se encontra, o estado que chamamos de ligado. Os elétrons, quando estão num estado ligado, como por exemplo um átomo, possuem níveis de energia certos que podem ser ocupados. No caso de um átomo esse estado ligado permite que o elétron ocupe 'órbitas' mais ou menos definidas, que chamamos de orbitais atômicos. Ou seja, eles possuem energia bem definidas, ou quantizadas. Por isso nos desenhos de átomos vemos elétrons girando em seus orbitais (que pode não corresponder à realidade, mas dá uma idéia de como os elétrons se acomodam). O salto quântico é quando esse elétron perde ou ganha energia EXATAMENTE igual a energia necessária para ele passar para outra órbita possivel. Mas deve-se lembrar que elétrons não são partículas. Não é uma bolinha que "pula" para outra órbita. Ele é algo que possui características de partícula e de onda.

No caso dos elétrons não há mudança de massa, de densidade, ou perda de temperatura com o salto quântico. Ele salta de um nível para outro - quando se encontra em estados ligados - ganhando ou perdendo um fóton (luz), mas o que muda na estrutura do elétron?? Nada! Ele não perde massa, não ganha massa, não muda de "cor", não fica mais quente...

Então não é o elétron que é quântico, mas os níveis de energia do estado ligado dele é que o são - quer dizer, estados de energia bem definidos. Por que as órbitas possiveis são quantizadas? Para garantir a conservação da energia, e é a explicação do porque o elétron não 'cai' no núcleo... Já que o núcleo possui carga positiva e exerce atração eletromagnética a carga negativa do elétron.

Um elétron livre, sem campos externos, pode assumir qualquer energia, então ele não faria salto algum..."

Dito isto, como se explicam cientificamente as "curas quânticas", "terapias quânticas" ou "qualquer-outra-coisa quântica" que pipocam por aí em cursos e comunidades esotéricas? Estariam elas lidando com energias quantizáveis? Queria eu que coisas como o Reiki pudessem ser explicadas cientificamente, mas AINDA NÃO O SÃO! E temos de viver com isso, sem precisar inventar uma explicação pseudo-científica pra convencer pessoas relutantes, mesmo que seja por uma boa causa...

Os "fenômenos" aparentemente surreais da mecânica quântica ocorrem em sistemas muito, muito pequenos. Estamos tratando aqui de elétrons. Essa mecânica funciona muito bem pra ESSES sistemas, mas falha por completo ao tentar explicar objetos MACROS, como uma folha, uma cadeira ou uma galáxia. Para isso a física clássica, previsível, ou a relativística, de Einstein, ainda funcionam muito bem. Se quiserem fazer o teste, basta cuspir pra cima num ângulo de 90º. De acordo com a física quântica, há uma probabilidade desse cuspe assumir outra direção que não o seu rosto. Façam o teste e depois me digam qual das leis está valendo na SUA realidade.

Um documentário muito mais comprometido com a ciência e que possui uma linguagem bem moderna é o The Elegant Universe (O Universo Elegante), apresentado pelo físico Brian Greene (autor do livro homônimo). O primeiro episódio, O sonho de Einstein, trata exatamente das diferenças ao tentar explicar o mundo o micro e o macro.

Quem somos nós- Parte 1


Vejam esses nomes e a biografia por trás deles: Amit Goswami, Fred Alan Wolf, Joe Dispenza, William Tiller, Jeffrey Statinover, Candace Pert, John Hagelin e David Albert, entre outros...

Agora imagine esses cobras conversando com você sobre o Universo e suas percepções. Imaginou? Esse é o filme What the bleep do we know, que chegou ao Brasil em 18 de novembro 2oo5, com o nome de Quem somos nós?, após um enorme sucesso boca-a-boca mundo afora. Esse é um daqueles filmes que não é pra ser visto entre um compromisso e outro, ou com gente conversando do lado. Ele exige atenção integral, e assim mesmo você vai querer vê-lo de novo pra poder entender melhor.

Abaixo colocarei alguns trechos diretamente retirados da legenda do filme, pra vocês terem uma idéia do potencial revolucionário que ele traz para a nossa forma de encarar o mundo:

Quanto mais se estuda a física quântica, mais misteriosa e fantástica ela se torna. A física quântica, falando de uma maneira bem simples, é uma física de possibilidades. São questões pertinentes de como o mundo se sente com relação a nós. Se existe uma diferença entre o modo do mundo nos sentir e como ele realmente é. Já parou para pensar do que os pensamentos são feitos?

Todas as épocas e gerações têm suas próprias suposições: O mundo é plano, o mundo é redondo, etc. Existem centenas de suposições que acreditamos ser verdadeiras, mas que podem ou não ser verdadeiras. Claro que historicamente, na maioria dos casos não eram verdadeiras. Se tomarmos a história como guia, podemos presumir que muitas coisas em que acreditamos sobre o mundo podem ser falsas. Estamos presos à certos preceitos sem saber disso.

É um paradoxo

O materialismo moderno tira das pessoas a necessidade de se sentirem responsáveis, assim como a religião! Mas eu acho que se você levar a mecânica quântica a sério, verá que ela coloca a responsabilidade nas nossas mãos e não dá respostas claras e reconfortantes. Ela só diz que o mundo é muito grande e cheio de mistérios.

O mecanismo não é a resposta, mas não vou dizer qual é, pois vocês têm idade suficiente para tomarem suas decisões.

Por que continuamos recriando a mesma realidade?
Por que continuamos tendo os mesmos relacionamentos?
Por que continuamos tendo os mesmos empregos repetidamente?
Nesse mar infinito de possibilidades que existem à nossa volta, por que continuamos recriando as mesmas realidades?
Não é incrível existirem opções e potenciais que desconhecemos?
É possível estarmos tão condicionados à nossa rotina, tão condicionados à forma como criam nossas vidas, que compramos a idéia de que não temos controle algum?

Fomos condicionados a crer que o mundo externo é mais real que o interno. Na ciência moderna é justamente o contrário. Ela diz que o que acontece dentro de nós é que vai criar o que acontece fora. Existe uma realidade física que é absolutamente sólida, mas só começa a existir quando colide com outro pedaço de realidade física. Esse outro pedaço pode ser a gente, claro que somos parte desse momento, mas não precisa necessariamente ser. Pode ser uma pedra que venha voando e interaja com toda essa bagunça, provocando um estado particular de existência.

Filósofos no passado diziam: "Se eu chutar uma pedra e machucar meu dedo, é real. Estou sentindo, é vívido." Quer dizer que é a realidade. Mas não passa de uma experiência, e é a percepção dessa pessoa do que é real.

Experimentos científicos nos mostram que se conectarmos o cérebro de um pessoa a computadores e scanners e pedirmos para olharem para determinados objetos, podemos ver que certas partes do cérebro sendo ativadas. Se pedirmos para fecharem os olhos e imaginarem o mesmo objeto, as mesmas áreas do cérebro se ativarão, como se estivessem vendo os objetos. Então os cientistas se perguntam: quem vê os objetos, o cérebro ou os olhos? O que é a realidade? É o que vemos com nosso cérebro? Ou é o que vemos com nossos olhos?
A verdade é que o cérebro não sabe a diferença entre o que vê no ambiente e o que se lembra, pois os mesmos neurônios são ativados.

Então devemos nos questionar, o que é realidade?

Somos bombardeados por grandes quantidades de informação que, quando entram no seu corpo, são processadas pelos seus órgãos sensoriais, e a cada passo partes da informação vão sendo descartadas. O que finalmente chega na consciência é o que serve mais à pessoa. O cérebro processa 400 bilhões de bits de informação por segundo, mas só tomamos conhecimento de 2.000 bits. E esses 2.000 bits são sobre o que está ao nosso redor, nosso corpo e o tempo.
Vivemos em um mundo onde só enxergamos a ponta do iceberg. Isso significa que a realidade está acontecendo a todo momento no cérebro, mas nós não a absorvemos. Os olhos são como lentes, mas o que realmente está enxergando é a parte de trás do cérebro. É o córtex visual, igual a essa câmera.

Você sabia que o cérebro imprime o que ele vê?

Por exemplo: essa câmera de vídeo está vendo muito mais ao meu redor do que o que está aqui, porque ela não faz objeções ou julgamentos. O filme que está passando no cérebro é do que temos habilidade para ver. É possível que nosso olhos, nossa câmera, enxergue mais do que o nosso cérebro tenha a habilidade de conscientemente projetar? Do jeito que nosso cérebro funciona, só conseguimos ver o que acreditamos ser possível.

Os padrões de associação já existem dentro de nós através de um condicionamento

Uma história incrível, que acredito ser verdadeira, conta que quando os índios americanos nas ilhas caribenhas viram as naus de Colombo se aproximarem, na verdade eles não conseguiam ver nada, pois não eram parecidas com nada que tivessem visto antes. Quando Colombo chegou no Caribe, nenhum nativo conseguia enxergar os navios, mesmo estando eles no horizonte. A razão de não verem os navios era porque não tinham conhecimento. Seus cérebros não tinham experiência de que os navios existiam.

O shamã começa a notar ondulações no Oceano. Mesmo não vendo os navios, imagina o que está causando aquilo. Então ele começa a olhar todos os dias e depois de um certo tempo, ele consegue ver os navios. E quando ele enxerga os navios, conta para todos que existem navios lá. Como todos confiavam e acreditavam nele, também conseguem enxergar.

Nós criamos a realidade, mas criamos máquinas que produzem realidade que afetam a realidade o tempo todo. Sempre perseguimos algo refletido no espelho da memória. Se estamos ou não vivendo em um grande mundo virtual, é uma pergunta sem uma boa resposta, é um grande problema filosófico. E temos que lidar com ele conforme o que a ciência diz do nosso mundo.

Como somos sempre observadores na ciência, ficamos limitados ao que o cérebro humano capta. É a única forma de vermos e percebermos as coisas que fazemos. Então é possível que isso tudo seja uma grande ilusão da qual não conseguimos sair para ver a verdadeira realidade.

Seu cérebro não sabe distinguir o que está acontecendo lá fora do que acontece aqui dentro. Não existe o "lá fora" independente do que está acontecendo aqui.

Fonte saindo da Matrix.

Quem somos nós - Parte 2



Transcrição de parte do filme Quem somos nós?

Inicialmente vamos falar do mundo sub-atômico, e depois do que nos falam ser a realidade. A primeira coisa é que o mundo sub-atômico é uma fantasia criada por físicos loucos que tentam entender o que diabos acontece quando fazem pequenas experiências com grandes energias em pequenos espaços e em curtos espaços de tempo. As coisas ficam bem inexplicáveis. A física sub-atômica foi inventada para tentar desvendar tudo isso.

A nova ciência - chamada física quântica - é sujeita a todo tipo de hipóteses, pensamentos, sentimentos, intuições, para se descobrir o que diabos está acontecendo.

A matéria não é o que pensávamos ser

Os cientistas viam a matéria como algo estático e previsível. As partículas ocupam um espaço insignificante nas moléculas e átomos. São partículas fundamentais. O resto é o vácuo. Parece que essas partículas aparecem e desaparecem o tempo todo. Para onde vão quando não estão aqui?

Essa pergunta é complicada. Vou dar duas respostas:

Nº 1: Vão para universos alternativos, onde as pessoas fazem a mesma pergunta quando elas somem e vêm pra cá: "Para onde elas foram?"

A outra envolve o grande mistério da direção do tempo. De uma certa forma, as nossas leis fundamentais da física não fazem distinção entre passado e futuro. Temos um quebra-cabeça do ponto de vista das leis da física. Por que nós somos capazes de lembrar do passado, e não temos o mesmo acesso epistemológico ao futuro?

Por que devemos pensar que nossas ações no presente afetam o futuro mas não o passado?

O fato de termos um diferente acesso epistemológico para o passado e futuro, o controle que nossas ações têm sobre o futuro mas não sobre o passado, tudo isso é tão fundamental para o modo como sentimos o mundo, que não termos curiosidade sobre isso é quase o mesmo que estarmos mortos!






A maior parte dessa bola está vazia

Na verdade a maior parte do universo está vazia. Gostamos de imaginar o espaço vazio e a matéria sólida, mas, na verdade, não tem nada na matéria, ela não possui substância! Veja um átomo. Pensamos que é uma bola sólida. Mas na verdade é esse pontinho pequeno com matéria densa no centro, cercado por uma nuvem de elétrons que aparecem e desaparecem. Mas acontece que tal descrição também não está correta. Até o núcleo, que pensávamos ser tão denso, aparece e desaparece assim como os elétrons. A coisa mais sólida que pode existir nessa matéria desprovida de substância é um pensamento, um bit de informação concentrada. O que faz as coisas são idéias, conceitos e informação.

Você nunca toca em nada. Os elétrons criam uma carga que afasta os outros elétrons antes do toque.

Ninguém toca em nada

________________
Cabe aqui um parêntese para que o leitor entenda melhor os pilares da física quântica. Por isso, reproduzo parte do livro Percepção e Consciência:

"Os elementos atômicos, a luz e outras formas eletromagnéticas têm um comportamento dual - ora se comportam como se fossem constituídos por partículas, ora agem como se fossem ondas que se expandem em todas as direções. E, ainda mais estranho, a natureza do comportamento observado era estabelecida pela expectativa expressa no experimento a que estavam sujeitos: onde se esperava encontrar partículas, lá estavam elas, da mesma forma como ocorria onde se esperava encontrar a onda. Era como se o esperado se refletisse na experiência. Como se poderia conciliar o fato de que uma coisa podia ser duas ao mesmo tempo, e como manter a objetividade se o tipo de experimento, e conseqüentemente a expectativa do esperado, pareciam determinar um ou outro comportamento experimental? A solução foi dada por Niels Bohr ao elaborar o princípio da complementaridade. Ele estabelece que, embora mutuamente excludentes num dado instante, os dois comportamentos são igualmente necessários para a compreensão e a descrição dos fenômenos atômicos. O paradoxo é necessário. Ele aceita a discrepância lógica entre os dois aspectos extremos, mas igualmente complemetares para uma descrição exaustiva de um fenômeno. No domínio do quantum não se pode ter uma objetividade completa...

Ruiu, assim, mais um pilar newtoniano-cartesiano, o mais básico, talvez: não se pode mais crer num universo determinístico, mecânico, no sentido clássico do termo. A nível subatômico não podemos afirmar que exista matéria em lugares definidos do espaço, mas que existem 'tendências a existir', e os eventos têm 'tendências a ocorrer'. É este o Princípio da Incerteza de Heisenberg."

________________

Uma partícula, que pensamos ser algo sólido, existe no que chamamos de superposição, espalhando uma onda de possíveis localizações, todas ao mesmo tempo. E quando você olha, ela passa a estar em apenas uma das possíveis posições.

O mundo tem várias formas de realidade em potencial, até você escolher a que quer. Pode-se estar em muitos lugares ao mesmo tempo, experimentando várias possibilidades, até elas convergirem para apenas uma.

Como um objeto pode ter dois estados ao mesmo tempo?

Em vez de pensarmos nas coisas como possibilidades, temos o hábito de pensar que as coisas que nos cercam já são objetos que existem sem a minha contribuição, sem a minha escolha. Você precisa banir essa forma de pensar; tem que reconhecer que até o mundo material que nos cerca - as cadeiras, as mesas, as salas, os tapetes - não são nada além de possíveis movimentos da consciência. E eu estou escolhendo momentos nesses movimentos para manifestar minha experiência atual. É algo radical que precisamos compreender, mas é muito difícil, pois achamos que o mundo já existe independente da minha experiência.

Mas não é assim, e a física quântica é bem clara.

O próprio Eisenberg, depois da descoberta da física quântica, disse que os átomos não são objetos, são tendências. Em vez de pensar em objetos, você deve pensar em possibilidades.

Tudo é possibilidade subconscientemente!

Agora você pode ver em inúmeros laboratórios pelos EUA objetos que são suficientemente grandes para serem vistos a olho nu, e que estão em dois lugares simultaneamente. Pode-se até tirar uma foto disto. Suponho que se você mostrasse essa foto, as pessoas diriam "Legal, posso ver essa luz colorida, um pouco ali, um pouco aqui... é a foto de dois pontinhos, o que tem demais? Estou vendo duas coisas."

Não! É uma coisa só, em dois lugares ao mesmo tempo!

Acho que as pessoas não se impressionariam, pois acho que elas não acreditam. Não que digam que sou mentiroso, ou que os cientistas estão confusos. Acho que é tão misterioso que não dá para compreender o quão fantástico é. Todos viram Jornada nas Estrelas e o tele-transporte, então se perguntam "Mas e daí, o que isso quer dizer?" Mas temos que parar e pensar no que isso realmente significa. É o mesmo objeto e ele está em dois lugares ao mesmo tempo!

As pessoas trabalham, se aborrecem, almoçam, vão para casa e vivem a vida como se nada de especial estivesse acontecendo, pois é assim que se acostumaram; mas existe essa incrível mágica bem na sua frente.

A física quântica calcula apenas possibilidades.

Mas se aceitarmos isso, a questão passa a ser: que escolha temos que fazer dentre as possibilidades para iniciarmos o evento da experiência? Então vemos diretamente que a consciência tem que estar envolvida.

O observador não pode ser ignorado

Sabemos o que um observador faz no ponto de vista da física quântica, mas não sabemos quem e o que o observador é na verdade.

Temos tentado encontrar uma resposta.

Entramos na mente, usando todos os recursos que temos para acharmos algo que possa ser o observador. Mas não achamos nada no cérebro. Nada na região do córtex. Nada no subcórtex. Não identificamos um observador lá. Mas mesmo assim temos a sensação de sermos tais observadores, observando o mundo lá fora.

Seria esse o observador?

E por que é tão complicado entender esse mundo louco e estranho de partículas quânticas e o modo como reagem?

Esse seria então o observador?

Para mim o observador é o espírito que está dentro da nossa roupa biológica. É como o "fantasma na máquina". É a consciência que está dirigindo o veículo e observando os arredores. São uma camada interior da nossa roupa biológica, dotada de todos os tipos de sistemas para captarem assinaturas ao seu redor.


Washington D.C.

Chamada de "a capital do mundo em assassinatos", essa cidade recebeu um grande experimento no verão de 1993. Quatro mil voluntários vieram de 100 países para uma meditação coletiva durante longos períodos do dia. Segundo o FBI, isso faria com que os crimes violentos caíssem em 25% naquele verão em Washington. O chefe de polícia foi à televisão dizer que o crime só diminuiria em 25% se "nevasse no verão".

No final a polícia se tornou colaboradora e autora desse estudo, pois o resultado foi uma queda de 25% nos crimes em Washington.

Isto poderia ser previsto com base em 48 estudos anteriores que já haviam sido feitos em menor escala. É algo que nos leva a imaginar que as pessoas estão afetando a realidade que vemos.

Muitas pessoas não afetam a realidade de forma consistente porque não acreditam que possam. Elas escrevem uma intenção e depois a apagam, pois acham que é tolice.

"Não consigo fazer isso"

Escrevem de novo e apagam. Isso tem um efeito muito pequeno, pois elas não acreditam que possam fazer isso.

Se você acreditar com todo seu ser que pode andar sobre a água, isso acontecerá.

É como pensamento positivo, que é um conceito maravilhoso. Mas geralmente temos uma névoa de pensamento positivo, cobrindo uma enorme massa de pensamento negativo.

Pensar positivo apenas disfarça o nosso pensamento negativo.

Quando pensamos em objetos, tornamos a realidade mais completa do que realmente ela é. É aí que você fica preso. Ficamos presos na uniformidade da realidade, pois se ela é completa eu sou insignificante, não posso alterá-la. Mas, se a realidade é minha possibilidade - possibilidade da própria consciência - imediatamente perguntamos como podemos alterá-la, torná-la melhor, mais alegre.

É uma extensão da nossa imagem.

Nos pensamentos antigos, não podíamos mudar nada, pois não tínhamos papel na realidade. Ela já estava lá, feita de objetos que se moviam de acordo com leis. A matemática determinava como reagiriam em determinada situação. Nós não tínhamos papel algum.

Na nova visão a matemática nos mostra as possibilidades das reações que os objetos podem ter, mas não nos dá a experiência real que teremos na consciência.

Eu que escolho tal experiência: Dessa forma eu crio minha própria realidade.

Pode parecer uma afirmação bombástica de alguém sem nenhum conhecimento de física, mas a física quântica está nos dizendo isto. Existem literalmente diferentes mundos onde vivemos. Há o mundo microscópico que vemos, o mundo das nossas células, o mundo dos nossos átomos... Eles possuem sua própria linguagem, sua própria matemática. E não são apenas pequenos. Cada um é totalmente diferente, mas se complementam, pois eu sou meus átomos, mas também sou minhas células. A minha fisiologia microscópica é verdadeira, só que em diferentes níveis. O nível de verdade mais profundo, descoberto pela ciência e filosofia, é a verdade fundamental da unidade.

No nível subnuclear mais profundo da nossa realidade, você e eu somos um só.

domingo, 27 de junho de 2010

Ela, Julia,Um Lugar Chamado Notting Hill - Bom Demais!!!


Ela
pode ser o rosto que eu não consigo esquecer
O caminho para o prazer ou para o desgosto
Pode ser meu tesouro ou o preço que eu tenho que pagar
Ela pode ser a música de verão
Pode ser o frio que o outono traz
Pode ser cem coisas diferentes
Em um dia


Ela
pode ser a bela ou a fera
Pode ser a fome ou a abundância
Pode transformar cada dia em um paraíso ou em um inferno
Ela pode ser o espelho de todos os meus sonhos
Um sorriso refletido em um rio
Ela pode não ser o que ela parece
Dentro da sua concha


Ela, que sempre parece tão feliz no meio da multidão.
Cujos olhos parecem tão secretos e tão orgulhosos
Ninguém pode vê-los quando eles choram
Ela pode ser o amor, que não espera que dure.
Pode vir a mim das sombras do passado.
Que eu irei me lembrar até o dia de minha morte


Ela
pode ser a razão pela qual eu vivo
O porquê e pelo que eu estou vivendo
A pessoa que cuidarei nos tempos e nas horas mais difíceis
Eu irei levar as risadas e as lágrimas dela
E farei delas todas as minhas lembranças
Para onde ela for, eu tenho que estar lá
O sentido da minha vida é ela

domingo, 20 de junho de 2010

Por Arnaldo Jabor


Está na moda - muitas mulheres ficam em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pêlos pubianos nos salões de beleza. Ficam penduradas em paus-de-arara e, depois, saem felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, a vereda indicativa de um desejo inofensivo e não mais as agressivas florestas que podem nos assustar. Parecem uns bigodinhos verticais que (oh, céus!...) me fazem pensar em... Hitler. Silicone, pêlos dourados, bumbuns malhados, tudo para agradar aos consumidores do mercado sexual. Olho as revistas povoadas de mulheres lindas... sinto uma leve depressão, me sinto mais só, diante de tanta oferta impossível. Vejo que no Brasil o feminismo se vulgarizou numa liberdade de "objetos", produziu mulheres livres como coisas, livres como produtos perfeitos para o prazer. A concorrência é grande para um mercado com poucos consumidores, pois há muito mais mulher que homens na praça (e-mails indignados virão...). Talvez esse artigo seja moralista, talvez as uvas da inveja estejam verdes, mas eu olho as revistas de mulher nua e só vejo paisagens; não vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo meninas oferecendo a doçura total, todas competindo no mercado , em contorções eróticas desesperadas porque não têm mais o que mostrar. Nunca as mulheres foram tão nuas no Brasil: já expuseram o corpo todo, mucosas, vagina, ânus.. O que falta? Órgãos internos? Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Muitas têm boquinhas tímidas, algumas sugerem um susto de virgens, outras fazem cara de zangadas, ferozes gatas, mas todas nos olham dentro dos olhos como se dissessem: "Venham...eu estou sempre pronta, sempre alegre, sempre excitada, eu independo de carícias, de romance!..." Sugerem uma mistura de menina com vampira, de doçura com loucura e todas ostentam uma falsa tesão devoradora. Elas querem dinheiro, claro, marido, lugar social, respeito, mas posam como imaginam que os homens as querem. Ostentam um desejo que não têm e posam como se fossem apenas corpos sem vida interior, de modo a não incomodar com chateações os homens que as consomem. A pessoa delas não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele. Mas o que nos prometem essas mulheres virtuais? Um orgasmo infinito? Elas figuram ser odaliscas de um paraíso de mercado, último andar de uma torre que os homens atingiriam depois de suas ferraris, armanis, ouros e sucesso; elas são o coroamento de um narcisismo yuppie, são as 11 mil virgens de um paraíso para executivos. E o problema continua: como abordar mulheres que parecem paisagens? Outro dia vi a modelo Daniela Cicarelli na TV. Vocês já viram essa moça? É a coisa mais linda do mundo, tem uma esfuziante simpatia, risonha, democrática, perfeita, a imensa boca rósea, os "olhos de esmeralda nadando em leite" (quem escreveu isso?), cabelos de ouro seco, seios bíblicos, como uma imensa flor de prazeres. Olho-a de minha solidão e me pergunto: "Onde está a Daniela no meio desses tesouros perfeitos? Onde está ela?". Ela deve ficar perplexa diante da própria beleza, aprisionada em seu destino de sedutora, talvez até com um vago ciúme de seu próprio corpo. Daniela é tão linda que tenho vontade de dizer: "Seja feia..." Queremos percorrer as mulheres virtuais, visitá-las, mas como conversar com elas? Com quem? Onde estão elas? Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que nosso sexo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, nos provocando desejo para me vender satisfação. A dificuldade de realizar esse sonho masculino é que essas moças existem, realmente. Elas existem, para além do limbo gráfico das revistas. O contato com elas revela meninas inseguras, ou doces, espertas ou bobas mas, se elas pudessem expressar seus reais desejos, não estariam nas revistas sexy, pois não há mercado para mulheres amando maridos, cozinhando felizes, aspirando por namoros ternos. Nas revistas, são tão perfeitas que parecem dispensar parceiros, estão tão nuas que parecem namoradas de si mesmas. Mas, na verdade, elas querem amar e ser amadas, embora tenham de ralar nos haréns virtuais inventados pelos machos. Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém quer ser real hoje em dia - foi uma decepção quando a Tiazinha se revelou ótima dona de casa na "Casa dos Artistas", limpando tudo numa faxina compulsiva. Infelizmente, é impossível tê-las, porque, na tecnologia da gostosura, elas se artificializam cada vez mais, como carros de luxo se aperfeiçoando a cada ano. A cada mutação erótica, elas ficam mais inatingíveis no mundo real. Por isso, com a crise econômica, o grande sucesso são as meninas belas e saradas, enchendo os sites eróticos da internet ou nas saunas "relax for men", essa réplica moderna dos haréns arabes. Essas lindas mulheres são pagas para não existir, pagas para serem um sonho impalpável, pagas para serem uma ilusão. Vi um anúncio de boneca inflável que sintetizava o desejo impossível do homem de mercado: ter mulheres que não existam... O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation". Esta é a utopia masculina: satisfação plena sem sofrimento ou realidade. A democracia de massas, mesclada ao subdesenvolvimento cultural, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade ignorante como a nossa deu nisso: superobjetos se pensando livres, mas aprisionados numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. A liberdade de mercado produziu um estranho e falso "mercado da liberdade". É isso aí. E ao fechar este texto, me assalta a dúvida: estou sendo hipócrita e com inveja do erotismo do século XXI? Será que fui apenas barrado do baile?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Saramago, uma verdade!!

"
"Nós temos sempre necessidade de pertencer à alguma coisa; e a liberdade plena seria a de não pertencer a coisa nenhuma. Mas como é que se pode não pertencer à língua que se aprendeu, à língua com que se comunica, e neste caso, a língua com que se escreve?

Se o leitor, o leitor de livros; aquele que gosta de ler, não se limitar à quilo que se faz agora, se ele andar pra traz e começar do principio, e poder ler os primitivos e os grandes cronistas e depois os grandes poetas, a língua passa a ser algo mais que um mero instrumento de comunicação, transformando-se numa mina inesgotável de beleza e valor."


"A única maneira de liquidar o dragão é cortar-lhe a cabeça, aparar-lhe as unhas não serve de nada."

José Saramago

Saramago o Poeta



"Antes eu dizia: 'Escrevo porque não quero morrer'.
Mas agora mudei. Escrevo para compreender. >
O que é um ser humano?"
(José Saramago)




Não me Peçam Razões...

Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.

Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.

Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.

Saramago o Escritor: O evangelho segundo Jesus Cristo

O livro O evangelho segundo Jesus Cristo do escritor português José Saramago é uma experiência literária imperdível. Publicado em 1991, o livro tornou-se um dos mais polêmicos da carreira do escritor. E também um dos mais vendidos. Por causa dele, Saramago foi duramente criticado e até considerado sacrílego, mas isso apenas confirmou que sua obra mexe com o leitor.

Quem imagina encontrar apenas crítica à religião está muito enganado. É uma obra que põe em dúvida não só a sacralização da história bíblica, mas também a sacralização científica. A própria linguagem mais próxima da falada (como se fosse um diálogo) já é uma diferenciação da linguagem sagrada das escrituras. Não se trata, entretanto, de um livro realista e sim de uma tentativa de contar uma história de um ponto de vista humano. Para isso, o foco do livro é um Jesus humanizado.

Todo o primeiro capítulo do livro é uma descrição detalhada de uma gravura medieval que representa a cena da Paixão de Jesus Cristo. De forma abrupta, o leitor é, então, lançado à narração de uma história. A vida de Cristo é contada. O leitor está diante, então, de uma nova versão do mesmo acontecimento com os mesmos personagens. E esses acontecimentos são vistos à luz do presente e preenchido de realidade humana.


"... A barriga de Maria crescia sem pressa, tiveram de passar-se semanas e meses antes que se percebesse às claras o seu estado, e, não sendo ela de dar-se muito com as vizinhas, por tão modesta e discreta ser, a surpresa foi geral nas redondezas..."

A humanização de Jesus Cristo é construída ao longo do texto também pela omissão dos episódios biográficos em que ele foi descrito como ser eleito, capaz de dar vida. Até o desfecho da história marca essa humanidade: a narração termina com a morte de Jesus, ele não a supera como na história tradicional.

Mas tudo é história e o narrador tem consciência que sua narrativa é "uma memória inventiva" e que "tudo é o que dissermos que foi". É a ironia revelada não só no distanciamento em relação ao passado como também no pacto que ele faz com seu leitor ao longo do texto. Então, se você topar o pacto com Saramago, com certeza terá uma ótima e inesquecível leitura.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Este é o Cara!!


Este é o livro que comento no blog, aquele que falo que vou ler, Dr. Hause, um guia para vida, este livro foi publicado por uma editora Portuguesa ( Casa das Letras ) . Sendo que temos que procura-lo em livrarias que importam literatura estrangeira. Fica a dica!!

Outro paracer...na verdade acabei de ler o livro, não gostei, muito fraco, e de um mau gosto terrivel. Pois não acredito que uma pessoa em sua sã conciência queria ser um mau humorado de carterinha...um chato 24 horas por dia... duvido muito que alguém se apaixone por uma pessoa fria e distante. Sou a favor do anti-heroi, não concordo muito com o tema classico do bonzinho para conquistar a todos...mas o que o autor do livro sugere e tão fora da realidade que até mesmo o Dr.Hause teria um sentimento de compaixão por ele.

Algumas Frases Dr. Hause:

“Mentiras são como as crianças: apesar de inconvenientes, o futuro depende delas”

“Se você fala com Deus, você é religioso. Se Deus fala com você, você é psicótico”

“Por que Deus ganha crédito quando alguma coisa boa acontece?”

“Ainda é ilegal fazer autópsia em uma pessoa viva?”

“Eu já atingi a cota mensal de exames inúteis para idiotas teimosos.”

“Um viciado em sexo com a língua inchada. Imagine todos os lugares que posso fazer Dr. Foreman procurar!”

Uma freira fala para House: “A Irmã fulana acredita em coisas que não são reais.”
E House responde: “Pensei que isso fosse uma exigência para sua atividade.”

“Preciso ir, o prédio está cheio de pessoas doentes. Se correr, talvez consiga evitá-las.”

“Eu não preciso assistir a The OC, mas me deixa feliz.”

“Leia menos… veja mais TV.”

“Como disse o filósofo Jagger uma vez: “Você não pode ter sempre aquilo que quer.”

“O seu raciocinio não presta. Para a próxima, use o meu!”

“Quando se quer saber a verdade sobre alguém, essa deve ser a última pessoa a ser consultada.”

“Se você está morrendo, todo mundo passa a te amar.”

“É uma verdade da condição de seres humanos que todos mentem. A única variável é sobre o quê.”

domingo, 30 de maio de 2010

Este Livro, Eu Vou Ler...Com Certeza!!


O que tem a personagem do Dr. House que fascina tantas pessoas? Serão as suas frases lapidares? Será o seu carácter anti-social? As mulheres não conseguem resistir ao encanto de House. Mas os homens também não: agrada-lhes o seu carácter transgressor, o cinismo e a crueldade que exibe ao diagnosticar os seus pacientes e, sobretudo, o efeito de admiração e respeito que inspira aos que o rodeiam.Com os seus ares de eminência e a sua irritante tendência para achar que tem sempre razão, Dr. House impressiona as pessoas com os seus comentários ácidos sobre a natureza humana enquanto coxeia pelos corredores do hospital e engole o seu querido Vicodin.

CONHEÇA AS RECEITAS DE VIDA DO DR. HOUSE, UMA FILOSOFIA TÃO DIVERTIDA COMO TRIUNFADORA

*Ganhe o respeito dos demais tendo a ousadia de ser você mesmo.
*Desconfie sempre dos outros. Se não tem argumentos para o fazer, invente-os.
*O mundo conspira contra si, faça os possíveis para encontrar os culpados.
*Em vez de averiguar a verdade, faça suposições e imagine o pior.
*Para que não o magoem, o melhor é fechar-se num calabouço e engolir a chave.
*Aprecie quem o despreza e despreze quem o aprecia.
*Imponha-se metas impossíveis, pois dessa forma nunca as conseguirá alcançar.
*Não se dê ao trabalho de dar explicações, assuma simplesmente que pode fazer o que bem entender."

Pelo que vi, uma parte do livro é com várias histórias que acabam sempre com uma moral. A outra parte tem as melhores frases dele.

"Por Voce eu Faria Isto Mil Vezes"


Frase extraída do Livro/Filme “O Caçador de Pipas”, esta frase surge de uma forma sincera, humilde e humana da boca de uma criança que declara sua amizade pelo amigo.
Uma frase simples, sem palavras difíceis ou bonitas... mas que traz consigo a essência da humanidade, o verdadeiro sentido de amizade, fidelidade, gratidão... Uma substituição exata à frase “Eu te amo”, pois só QUEM AMA é capaz de dizer uma frase assim.
Com frequência às pessoas dizem: eu amo chocolate, amo tal música/cantor, amo assistir filmes... mas, e os amigos, familiares, será que estamos deixando vê-los o quanto são importantes para nós? Será que há reciprocidade para com as pessoas que se dedicam e se esforçam para nos agradar?
Quisera eu ter um amigo que me dissesse “Por você eu faria isso mil vezes”... Quisera eu que o mundo fosse mais humano a ponto de pessoas dizerem e ouvirem essa frase com assiduidade.... Precisamos JÁ de amizades sinceras e pessoas altruístas!!

Para Voce Que Gosta de Ler


Tenho aqui algumas indicações de livros.* O idiota ( Dostoieviski )

* Crime e castigo ( Dostoieviski )

* Guerra e paz ( Dostoieviski )

* Ensaio sobre a cegueira ( José Saramago )

* Livro de areia ( Jorge Luis Borges )

* Metamorfose ( Franz Kafka )

* Caçador de pipas ( Khaled Hosseini )

* Deus um delírio ( Richard Dawkins )

* Jerusalém cidade de espelhos ( Amos Elon )

* Quando Nietzsche chorou ( Irvin Yalom )

* O tempo e o vento ( Érico verissimo )

* Deu no New York Times ( larry Rohter )

sábado, 29 de maio de 2010

Um livro classico, digno de louvor!! Para quem é amante da história!


Ao homem, mais do que qualquer outro, o problema do tempo o abisma; ele perscruta o amanhã e se vê diante de uma formidável incógnita; volta-se, e o mistério de sua origem continua desafiando-o. Mas se o amanhã é insondável, embora admita previsões (isto, em termos históricos), o pretérito, mesmo toldado pelas nuvens densas dos séculos e dos milênios, é um campo ao mesmo tempo árduo e fascinante; difícil, misterioso e atraente, em que o homem vai penetrando. E a luta se trava, uma luta entre o presente e o passado remoto que se esconde, esquivo, nas ruínas de civilizações que pereceram. Titânica luta essa, onde, procurando vencer os milênios que nos separam desses outros povos, o homem anseia conhecê-los, e aos seus costumes, seu pensamento, suas glórias quando no apogeu, suas depressões em períodos escuros, suas artes, suas particularidades, sua vida, enfim.

Este "romance da Arqueologia" agora já em 5.a edição em português, com novas ilustrações, descreve essa luta e conta-lhe as conquistas. C. W. Ceram realizou neste "Deuses, Túmulos e Sábios" um milagre de condensação de "verdades científicas e históricas", transpondo, com um brilho invulgar, o árido e pesado conteúdo dos tratados arqueológicos para esta empolgante narrativa. Embora "sem ambições científicas", como acentua o autor no prefácio, o livro não foge nunca aos fatos e nem àquelas verdades, mas apresenta-os com um colorido novo, não para sacrificá-los em sua exatidão, mas para realçá-los em sua significação e beleza. Ele mesmo explica a natureza deste "romance": "Tentamos apenas escolher como assunto uma determinada ciência de maneira tal que o trabalho dos pesquisadores e sábios se tornasse visível sobretudo em sua tensão interior, no seu emaranhado dramático e em todo o seu nexo humano. Nisso não foi possível furtar-nos à digressão..."

"Deuses, Túmulos e Sábios" mostra, com vigorosa intensidade, através das pesquisas de arqueólogos como Champollion, Winckelmann, Schliemann e muitos outros, os acontecimentos mais importantes da história humana desde 5.000 anos atrás; e é emocionante o relato, por exemplo, da destruição de Herculano e Pompéia pelo Vesúvio, da reconstituição de cidades bíblicas e lendárias, da expedição de Fernando Cortês à América Central e a conquista do império asteca de Montezuma, da suntuosidade dos templos babilônicos, de reinados de faraós e de costumes antigos. Narra como os estudiosos, os pesquisadores, os sábios, chegaram a esses fatos, numa luta que se desenrolou no silêncio dos gabinetes e na mudez de ruínas milenares. O decifrar dos caracteres cuneiformes nas escavações mesopotâmicas é outra peleja que os arqueólogos travam com o mistério das civilizações que viveram entre o Tigre e o Eufrates; assim também o desvendar do significado dos hieróglifos. C. W. Ceram conta como saíram vencedores Grotefend e "um réu de alta traição": Champollion.

O autor dividiu a obra em quatro partes onde quatro principais civilizações são mostradas ao vivo, nas suas manifestações artísticas e no seu procedimento social, nas suas relações amistosas e nas suas refregas, no seu esplendor e na sua decadência. Então é a Grécia no Livro das Estátuas, o Egito no Livro das Pirâmides, a Mesopotâmia no Livro das Torres e a América Central, com os astecas e os maias, no Livro das Escadas. Há também uma outra parte: "Livros que ainda não podem ser escritos", e ele se refere a três civilizações: a dos hititas, a do Indo e a dos incas, cuja importância, aliás, "nada fica a dever à das quatro aqui tratadas".

"Deuses, Túmulos e Sábios" é um livro impressionante, porque à riqueza inimaginável dos fatos acrescentam-se o sabor de romance e o valor a um tempo instrutivo e pedagógico, condensado de centenas de obras científicas que jamais seriam acessíveis ao grande público.

"Para compreendermos a humildade de nossa condição humana — diz o autor — não precisamos olhar para o céu estrelado. Basta que consideremos as civilizações que existiram milhares de anos antes de nós, que foram grandes antes de nós, e antes de nós desapareceram."

Um livro de crianças para adultos!! Voce vai ler??


Sabe quando você sabe que um livro é bom? Quando depois de lê-lo você começa a associar com tudo que está à sua volta.

Um dos livros que têm esse poder fenomenal é o Pequeno Príncipe, que certamente você já leu, do contrário eu já teria apertado um botãozinho escondido na minha cadeira e te mandado pro meu calabouço, com direito a um som engraçado e risadas forçadas ao fundo.

É um livro mágico, assustadoramente simples e transformador. Alegre e triste, muito triste. Ele te abre os olhos e faz ver que as pessoas não podem reconhecer o desenho número 1, porque foram corrompidas e diminuídas pela sociedade. Porque deixaram de ser pessoas e se tornaram empregos, deixaram de ver o próximo e passaram a ver só roupas. Por isso faço questão de usar camisetas surradas e calças amassadas na maior parte do tempo. Escandalizei algumas pessoas muito queridas no último Ano Novo, ao aparecer com uma velha camisa branca da Hering. Ficaram tão preocupadas com o que eu vestia que quase esqueceram de comemorar. E é lógico, isso só serviu pra eu fazer ainda mais birra e continuar esculhambado. Oras.

Não que eu ande “maloqueiro” o tempo todo. Bom, na verdade eu ando. Mas e daí? Eu não sou o que visto. As roupas não fazem o homem, e se o porteiro do meu prédio quiser continuar achando que eu sou o “rapaz da informática”, fazer o quê?

As associações com o livro vão muito mais longe. Basta olhar à sua volta e ver que o mundo está cheio de bêbados, reis, homens de negócios. Cada um preso a um planetinha minúsculo. Às vezes eu me assusto quando vejo gente da minha idade, que cresceu e estudou comigo, mas que morreu, lá atrás e hoje é um corpo inerte numa baia de escritório. É difícil lidar com isso.

Mas não cabe a mim julgar ninguém. Cada um faz de sua vida o que acha que é certo. Eu vou sair por aí procurando o Pequeno Príncipe. Dizem que ele mora no fundo do mar. Talvez a Polvina o conheça, da próxima vez que eu encontrá-la vou perguntar.

PALAVRAS de Hassam, mais que um irmão!!!

Poderemos vencer a morte?


De certa forma, o homem já está ganhando essa batalha. No início do século 20, a expectativa de vida no Brasil era de pouco mais de 30 anos. Hoje, a média supera os 70. Ou seja: conseguimos duplicar o tempo de vida em cerca de um século.

Isso não significa, é claro, que estamos perto de alcançar o sonho da imortalidade. Para tanto, seria necessário encontrar uma forma de suspender os efeitos do avanço da idade. Mas será que, no futuro, as pesquisas genéticas poderão encontrar uma “cura” para o envelhecimento?

Por enquanto, o maior defensor dessa tese é o controvertido bioquímico Aubrey De Grey, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Ele defende que a expectativa de vida poderá ser estendida para até 1 000 anos nas próximas décadas e que a imortalidade, em breve, será mais uma escolha ética (já que a pressão populacional seria insuportável em um planeta em que ninguém morre) do que de viabilidade técnica. “Se o envelhecimento é um fenômeno físico em nossos corpos, o avanço da medicina poderá atacar a velhice da mesma forma que ataca as doenças”, diz o cientista. Para isso, ele diz que será necessário solucionar os seguintes problemas:

• Combate à degeneração celular: As células que formam os tecidos de órgãos vitais como o cérebro ou o coração deixam de se renovar após um tempo. Para evitar esse processo, seria necessário encontrar formas de estimular o crescimento e a reposição delas – algo que poderia ser feito, em tese, por transfusões periódicas de células-tronco projetadas para substitui-las.

• Eliminação das células não desejáveis: Novas tecnologias poderão combater a proliferação de células de gordura responsáveis por doenças como o diabete e de outros tipos de células danosas – como as que se acumulam na cartilagem das juntas do corpo. A dificuldade é eliminá-las sem danificar as células saudáveis.

• Mutação nos cromossomos e nas mitocôndrias: O câncer é o dano mais conhecido causado por essas mutações nos cromossomos. Para combatê-lo, será preciso eliminar as enzimas responsáveis pela resistência das células cancerígenas. As mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia das células, também são suscetíveis a mutações que precisam ser eliminadas.

• Acúmulo de lixo dentro e fora da célula: O “lixo celular” é formado por resíduos da atividade celular e causa vários problemas, como arteriosclerose. Uma forma de combatê-lo é encontrar enzimas que devorem esses resíduos. Os fluidos onde as células estão imersas também acumulam materiais nocivos. Para combatê-los, é preciso encontrar uma forma de renová-los.

Caso a medicina não consiga resolver esses problemas, outra saída seria contar com ajuda de máquinas, como nanorrobôs implantados em nosso corpo para limpar as células. Ou arrumar, em último caso, uma forma de transferir a nossa consciência para uma máquina. Essa alternativa é levantada pelo cientista e inventor americano Raymond Kurzneil, para quem, em algumas décadas, poderíamos fazer uma espécie de download de nossa consciência em um computador. Resta saber qual seria a vantagem de viver dentro de uma máquina.

O livro que me trouxe para literatura...eu recomendo de verdade!!


O Alquimista de Paulo Coelho é uma poderosa e mágica fábula de vida. Narrada na primeira pessoa, descreve a viagem interior e exterior de um pastor anónimo desde um pequeno povo andaluz até ao Egipto. Um percurso pelo simbolismo próprio do mundo de Coelho, cheio de misticismo, magia e espiritualidade. Um livro que fala de encontros em paragens fantásticas, de desertos cheios de vida, de pirâmides e alquimistas. De misteriosas mulheres que encerram em si o sentido da vida. Neste livro se reflectem os sonhos e a inspiração que muitos buscamos, a luta constante do ser humano por uma vida mais plena. É uma novela valente, que reflecte em parte a própria busca interna do autor, Paulo Coelho, que aposta com o coração, por decisões tomadas de dentro e não a partir do exterior. Esta obra ensina-nos a ter mais em conta os sinais que a vida nos vai dando, a seguir e saber decifrar os símbolos, como um bom alquimista. Demonstra-nos que a alquimia é o que move o mundo, a alquimia da vida. Fala-nos dos sonhos possíveis, não impossíveis, de como afinal aquilo que procuras está sempre mais perto do que pensas. Sem dúvida, uma grande obra mestra, onde a única coisa que importa é a busca da verdade e da beleza.

O site oficial de Paulo Coelho é: http://www.paulocoelho.com.br, lá estão todas as obras do autor. 13 capítulo de "A Bruxa de PortoBello" estão disponíveis on-line, no blog.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Partículas que formam a matéria :tudo é e não é...Voce Não Vai Entender!


O mundo que vemos parece até fácil de entender. Se eu atiro uma pedra num lago, consigo determinar a velocidade com que ela partiu, a trajetória que ela faz, seu ponto de impacto e o fato de que produzirá ondas concêntricas na água. Todos os dados estão à minha disposição e eu sei exatamente como os objetos se comportam, sem qualquer ambigüidade.

Como então adivinhar que, ao adentrarmos o misterioso universo quântico, reino das menores partículas conhecidas, como os elétrons e os fótons (os componentes da luz) tudo será tão radicalmente diferente? Foi um longo caminho, que fritou vários dos melhores cérebros que a humanidade já produziu, entre eles o de Albert Einstein. Antes do físico alemão, a luz era vista apenas como uma onda – tanto que os cientistas estavam atrás do meio de propagação dessa onda, o hipotético éter luminífero, que no final se mostrou totalmente desnecessário. Suas propriedades eram descritas com precisão pelas equações do eletromagnetismo, do escocês James Maxwell. Mas havia uma coisa que ninguém entendia: por que um certo tipo de luz jogado sobre uma placa metálica parecia gerar eletricidade? Interpretando os raios luminosos como ondas, era impossível explicar isso. Portanto, em 1905, Einstein contrariou a todos e sugeriu que a luz poderia ser feita de partículas, seguindo as mesmas regras quânticas básicas estabelecidas por Max Planck em 1900. Como partículas, se tivessem a energia certa, elas poderiam “chutar” (excitar) os elétrons da placa e produzir corrente elétrica, como bolas de sinuca batendo umas nas outras. A explicação de Einstein era tão boa que lhe deu o Nobel.

Mas o que fazer das igualmente boas explicações de Maxwell para o comportamento da luz? Deveríamos descartar os raios luminosos como ondas? Nada disso. A descoberta mais profunda acerca de tudo isso é que a luz é onda e partícula. Ao mesmo tempo. A forma como a percebemos depende fundamentalmente do experimento que realizamos com ela. A observação parece determinar o comportamento do objeto. E as coisas estavam prestes a ficar ainda mais complicadas no mundo quântico. Inspirado pelo trabalho de Einstein, o francês Louis de Broglie propôs, em 1922, que não só a luz mas todas as partículas – fossem elas prótons, elétrons ou nêutrons – podiam ter esse duplo comportamento de onda e partícula.

Depois de heisenberg

Mas o bicho pegou mesmo quando o alemão Werner Heisenberg, entre 1925 e 1927, demoliu o último resto de ordem na mecânica quântica. Ele concluiu que as partículas sempre se comportavam de forma “rebelde”, e que era impossível prever qualquer característica exata de seu comportamento – a observação alterava o resultado, e pouco se podia dizer da partícula em seu estado anterior à medição.

Para terminar, entrava em cena o Princípio da Incerteza, pelo qual era impossível saber com exatidão duas propriedades de uma mesma partícula ao mesmo tempo. Se você medisse a velocidade, perdia a posição, e vice-versa. Ou seja, o Universo parece fazer questão de esconder algumas cartas na manga, não importa o quanto você queira desvendá-lo.

Deus e os dados

Esses contra-sensos do mundo do muito pequeno incomodaram muita gente, habituada às regras clássicas. Revoltado, Albert Einstein escreveu: “Deus não joga dados”. Mas, aparentemente, pelo menos no nível quântico, Ele joga, sim.



Curvas de enlouquecer
Um experimento singelo ajuda a entender a vida dupla das partículas fundamentais
1. No mundo das coisas macroscóspicas, tudo é simples: se você atira por duas fendas, marcas iguais surgem na parede.

2. No caso de uma onda de água, o padrão visto tem cristas e vales, de forma alternada.

3. Elétrons são partículas microscópicas, ou seja, lembrariam balas. Mas, neste caso, as marcas lembram mais ondas.

4. Agora o mais maluco: se uma das fendas se fecha, eles voltam a agir feito balas!

O Amor é Cego - Literalmente


Quem está apaixonado fica em estado de graça: meio aéreo, sem prestar muita atenção no que está se passando a sua volta. Isso todo mundo já sabe. Mas cientistas da Universidade da Flórida acabam de descobrir que a coisa pode ir muito além: o amor torna o cérebro humano literalmente incapaz de prestar atenção em rostos muito bonitos.

Os pesquisadores fizeram um estudo para medir a atenção de 113 homens e mulheres, que foram expostos a fotos de pessoas lindas (e outras não tão bonitas). Metade dos voluntários teve de escrever, antes da experiência, um pequeno texto falando sobre o amor que tinha por seu parceiro. A outra metade fez uma redação genérica, sobre felicidade. Em seguida, as fotos foram exibidas - com os olhos dos voluntários monitorados por um computador. Quem tinha escrito (e pensado) em amor passou a ignorar as imagens de pessoas bonitas - seus olhos simplesmente não se fixavam sobre as fotos. E essa rejeição só acontecia com as fotos de gente linda; com as imagens de pessoas comuns, não havia diferença.

Segundo os cientistas, isso acontece porque, quando as pessoas pensam em amor, seu neocórtex passa a repelir pessoas muito atraentes - que são tentadoras e têm mais chances de levar alguém a praticar adultério. O mais impressionante é que, entre os homens, esse mecanismo antitraição é 4 vezes mais forte do que nas mulheres.

Os cientistas especulam que ele teria se desenvolvido, ao longo da evolução, para ajudar os machos a se manterem monogâmicos. "Há muitos benefícios evolutivos em uma relação monogâmica, e o organismo leva isso em conta", diz o psicólogo Jon Maner.

Por Onde Jesus Cristo Andou??


Um homem sábio anda pelo mundo curando doentes e fazendo milagres enquanto prega uma mensagem de paz e amor ao próximo. Parece familiar? Bom, você não é o único que se lembrou de Jesus. Mas essa também é a história de Yus Asaf, curandeiro misterioso que visitou a Caxemira no século 1. E também a lenda de Issa, andarilho que estudou anos com sábios na Índia e no Tibete em busca da iluminação. Ou de Apolônio e de um certo budista. Todos são personagens que viveram no Oriente Médio na época de Cristo e têm biografias repletas de feitos espetaculares e mensagens de sabedoria. São tantas semelhanças que há quem acredite tratar-se todos da mesma pessoa. O que responderia um dos grandes mistérios do cristianismo, a chamada vida secreta de Jesus.

Sim, há algo oculto na biografia do Messias. Ninguém sabe onde ele esteve e o que fez dos 13 aos 29 anos. O Novo Testamento só menciona seu nascimento e uma aparição aos 12 anos, quando ele discute teologia com sábios do Templo de Jerusalém. “Depois disso, há um salto no tempo, e Cristo reaparece já com 30 anos sendo batizado por João, antes de começar sua pregação”, conta o teólogo Joel Antônio Ferreira, professor da Universidade Católica de Goiás.

A ausência de dados não surpreende os estudiosos da Bíblia. “Os evangelhos não têm uma preocupação histórica, pois foram escritos para anunciar uma mensagem religiosa”, justifica o teólogo Pedro Lima Vasconcelos, da PUC de São Paulo. Essa lacuna, no entanto, deu margem a várias especulações, como a de que Jesus passou 17 anos peregrinando pelo mundo. No roteiro, teria visitado a Índia, o Tibete, a China, a Pérsia (atual Irã) e países vizinhos. Alguns defendem que ele chegou até mesmo ao Japão e à Inglaterra. Em cada lugar, o Messias teria convivido com reis, sábios e homens santos de antigas tradições, sempre em busca dos fundamentos e lições de outras religiões e povos.

O pesquisador russo Nicholas Notovich, autor do livro A Vida Desconhecida de Jesus, foi um dos principais defensores dessa teoria. No século 19, ele apresentou manuscritos antigos que narravam a vida de Issa, homem santo que, “ao completar 14 anos, deixou a casa dos pais, em Jerusalém, e partiu com um grupo de mercadores”. Notovich dizia ter encontrado os documentos num mosteiro tibetano e defendia que aquele homem era Jesus. Na opinião dos estudiosos da Bíblia, esse tipo de associação não faz sentido e deve ser encarada com muita cautela. “As religiões da Índia diferem muito das que surgiram no Oriente Médio. Logo, não tem fundamento relacionar Jesus a essas lendas”, diz Vasconcelos. De fato, não existem provas concretas da vida de Jesus, muito menos de todas essas histórias. Mas também não existem provas em contrário.



No rastro do Messias
Conheça alguns dos homens cuja identidade se confunde com a de Jesus
Yus Asaf, o curandeiro

No século 1, o andarilho Yus Asaf (“líder dos curados”, em persa), percorreu o Oriente Médio, realizando milagres e curas semelhantes aos de Jesus. Segundo essa versão, ele não teria morrido na cruz: aos 33 anos, teria seguido para o norte da Índia, onde viveria até os 120 anos. Seu suposto túmulo, em Srinagar, atrai peregrinos até hoje.

Origem: Caxemira.

Fontes: Tahrik-i-Kashmir (“História da Caxemira”) e a escritura hindu Bhavishya Mahapurana.

Quem acredita: seguidores da seita ahmadi, uma corrente do islã, e alguns adeptos do hinduísmo.

Apolônio, Da Capadócia

Lendas e livros antigos contam que Apolônio foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu de uma virgem e partiu jovem para conhecer o mundo. Controlava as leis da natureza, curava doentes e conseguia até evitar guerras. Apesar das coincidências, seu nome era Apolônio, da Capadócia (atual Turquia). Morreu em Éfeso, aos 100 anos. Só faltou ser na cruz.

Origem: Capadócia (atual Turquia).

Fontes: A Vida de Apolônio, livro do século 3.

Quem acreditava: pagãos do Império Romano.

Um botisatva budista

Uma lenda indiana diz que, para salvar Jesus da perseguição do rei Herodes, seus pais foram para o Egito. No caminho, ele teria convivido com budistas em Alexandria. O contato de Jesus com o budismo também está em A Vida de São Issa. Escrito no século 2, o texto fala de um profeta de Jerusalém que estudou num mosteiro do Nepal. Até hoje, budistas consideram Jesus um botisatva, “homem iluminado”, em sânscrito.

Origem: Egito, Índia e Tibete.

Fontes: A Vida de São Issa.

Quem acredita: alguns budistas.

Issa, o profeta

O Alcorão conta que o filho de Maria nasceu num dia de sol, na sombra de uma tamareira. Nesse livro, Jesus é conhecido como Issa, profeta da linhagem iniciada por Abraão e concluída por Maomé. Nessa versão, o suposto Jesus também não morre na cruz. “Não sendo, na realidade, certo que o mataram nem o crucificaram, mas o confundiram com outro”, diz o versículo 157, da 4ª surata.

Origem: Oriente Médio.

Fonte: Alcorão.

Quem acredita: muçulmanos.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Que livro é este? Guia politicamente incorreto da história do Brasil


Os intelectuais de esquerda que escrevem a história brasileira têm mais um livro para se incomodar: o Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, do jornalista Leandro Narloch.

Lancei recentemente pela editora Leya o livro Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, uma reunião informações esquecidas e episódios irritantes e desagradáveis a quem se considera vítimas de "grandes potências", "exploradores" e "imperialistas". Deixo para os leitores do MSM alguns exemplos.

Zumbi tinha escravos

Nos anos 70, os historiadores marxistas projetaram no Quilombo de Palmares tudo o que imaginavam de sagrado para uma sociedade comunista: igualdade, relações de trabalho pacíficas e comida para todos. Sabe-se hoje que o quilombo do século 17 estava mais para um reino africano daquela época que para uma sociedade de moldes que surgiram mais de um século depois. Zumbi provavelmente descendia de imbangalas, os "senhores da guerra" da África Centro-Ocidental. Guerreiros temidos, eles habitavam vilarejos fortificados, de onde partiam para saques e sequestros dos camponeses de regiões próximas. Durante o ataque a comunidades vizinhas, recrutavam garotos, que depois transformariam em guerreiros, e adultos para trocar por ferramentas e armas. Esse modo de vida é bem parecido ao descrito por quem conheceu o Quilombo dos Palmares. "Quando alguns negros fugiam, mandava-lhes crioulos no encalço e uma vez pegados, eram mortos, de sorte que entre eles reinava o temor", afirma o capitão holandês João Blaer. Isto é apenas uma amostra dos assuntos abordados no livro.

Uma Verdade


PRECISO DE ALGUÉM

Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado; alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odia-lo por isso.
Neste mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nesta coisa misteriosa, desacreditada, quase impossivel de encontrar: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.
Mesmo que isto seja pouco para as suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo:
"Nós ainda vamos rir muito disso tudo"
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher o meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela...

Charlie Chaplin

domingo, 9 de maio de 2010

Einstein o que é relativo


"Se minha Teoria da Relatividade estiver correta, a Alemanha dirá que sou alemão e a França me declarará um cidadão do mundo. Mas, se não estiver, a França dirá que sou alemão e os alemães dirão que sou judeu."

"Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada."

"Quero conhecer os pensamentos de Deus...
O resto é detalhe."

"Eu quero saber como Deus criou este mundo. Não estou interessado neste ou naquele fenômeno, no espectro deste ou daquele elemento. Eu quero conhecer os pensamentos Dele, o resto são detalhes."

"Você entende a relatividade quando vê que 1 hora com a sua namorada parece 1 minuto, e 1 minuto sentado num formigueiro parece 1 hora."

"O casamento á a tentativa mal sucedida de extrair algo duradouro de um acidente."


"Somente duas coisas são infinitas: o Universo e a estupidez humana. E não estou seguro quanto à primeira."


Albert Einstein