Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você

Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você
Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você faz uma viagem por mundos desconhecidos, mundos a serem descobertos.Este blog tem como objetivo a troca de informação literaria, a troca de conhecimento sobre livros. O blog tem em sua maxima, indicar e receber em suas paginas indicações de livros. Formando assim um forum literario de debate e incentivo a leitura. De sua sugestão, sua indicação...vamos fazer da leitura um prazer em nosso cotidiano.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Hora De Recomeçar


Não importa aonde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e o mais importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado...
Chorou muito?
Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
É porque você fechou as portas até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da sua melhora...
Pois é...
Agora é hora de reiniciar...
De pensar na luz...
De encontrar prazer nas coisas mais simples de novo...
Que tal um novo emprego?
Um corte de cabelo arrojado...
Diferente?
Um novo curso...
Ou aquele velho desejo de aprender a pintar...
Desenhar...
Dominar o computador...
Ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio...
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus, o esperando.
Está se sentindo sozinho?
Besteira...
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"...
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...
Nem nós mesmos nos suportamos...
Ficamos horríveis...
O mal humor vai comendo nosso fígado...
Até a boca fica amarga!
Recomeçar...
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto...
Sonhe alto...
Queira o melhor do melhor...
Queira coisas boas para a vida...
Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos...
Se pensamos pequeno...
Coisas pequenas teremos...
Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é o hoje o dia da faxina mental...
Joga fora tudo que te prende ao passado...
Ao mundinho de coisas tristes...
Fotos...
Peças de roupa, papel de bala...
Ingressos de cinema, bilhete de viagens...
E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados...
Jogue tudo fora...
Mas, principalmente, esvazie seu coração...
Fique pronto para a vida...
Para um novo amor...
Lembre-se: somos apaixonáveis...
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
Afinal de contas...
Nós somos o "Amor".
"Sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura".

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 12 de junho de 2012

Opinião: Enquanto Isto, Na Síria...


O olhar ocidental sobre a tirania tem uma história de evolução. Quer dizer, por mais que esta pareça uma afirmação etnocêntrica, é óbvio que existe um senso-comum que condena regimes autoritários, antidemocráticos e que se baseiam na ausência de respeito aos direitos humanos. É por isso que aos olhos das potências ocidentais (e na visão das pessoas que vivem sob regimes democráticos ocidentais) a prática do presidente sírio é absurda. E é mesmo.



No entanto, já há quem comece a relativizar a situação. Não é o meu caso, definitivamente. Mas não custa fazer um exame da realidade atual da Síria. Moeda desvalorizada, economia parada, congelamento de parte importante da fonte de renda nacional por conta da interrupção do fluxo de turistas, aumento do desemprego e o rebaixamento das reservas cambias ao nível mínimo. Guerra é prejuízo. Guerra civil é ainda pior. E a guerra civil existe por conta deste momento de instabilidade que já dura um ano e que não tem data para terminar.



Como escrevi outras vezes, o Estado sírio corre riscos sérios. Não apenas pela possibilidade real de divisões étnicas e religiosas – mantidas sufocadas pelo regime Assad –, mas porque o terrorismo fundamentalista se alimenta de circunstâncias assim. O sucessor de Osama bin Laden na al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, convocou guerrilheiros islâmicos de todo o mundo para derrubar Bashar al-Assad.



Se a ameaça de invasão de terroristas é iminente – e já está acontecendo – , a possibilidade de derrubada de Assad (mesmo que por tropas ocidentais, algo que me parece muito improvável) tampouco garantiria estabilidade. A lição da Líbia é recente; e os acontecimentos que sucederam a morte de Kadafi podem ocorrer novamente. Na Líbia, os chamados “rebeldes” nada mais eram do que um amontoado de gente: ex-membros do governo e radicais islâmicos das mais variadas vertentes. O Ocidente os ajudou muito por conta do erro estratégico das décadas de silêncio e cumplicidade com as ditaduras árabes. No entanto, a morte de Kadafi não trouxe estabilidade para a Líbia, muito pelo contrário.



Este enredo tem tudo para se repetir na Síria. Mas com cores muito mais fortes. Estrategicamente, a falência do Estado sírio é bem mais grave do que a falência líbia. Deixar que a Síria se desmembre numa guerra étnica sem data para terminar será tão grave quanto os piores anos de conflitos no Iraque pós-Saddam. A movimentação de guerrilheiros no interior de Turquia, Líbano, Jordânia e Iraque a caminho da Síria é um sinal de alerta: a manutenção do status-quo de impasse absoluto não é uma alternativa viável para encarar o problema sírio.

Feliz Dia Dos Namorados!!


Namorado: Ter ou nao ter, é uma questão (Carlos Drummond de Andrade)

Quem nao tem namorado é alguém que tirou férias nao remuneradas de si
mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado
de verdade é muito raro. Necessita de adivinhaçao, de pele, de saliva,
lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixao é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil.
Namorado nao precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer
proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase
desmaia pedindo proteçao. A proteçao dele nao precisa ser parruda,
decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreensao ou mesmo de
afliçao.
Quem nao tem namorado nao é quem nao tem um amor: é quem nao sabe o
gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um
envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode nao ter namorado.
Nao tem namorado quem nao sabe o gosto da chuva, cinema sessao das duas,
medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Nao tem
namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar
sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Nao tem namorado quem faz
pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a
felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Nao tem namorado quem nao sabe o valor de maos dadas; de carinho
escondido na hora que passa o filme; de flor catada no muro e entregue
de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico
Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a
meia rasgada; de ânsia de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô,
bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Nao tem namorado quem nao gosta de dormir agarrado, fazer sesta
abraçado, fazer compra junto. Nao tem namorado quem nao gosta de falar
do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro
dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Nao
tem namorado quem nao redescobre a criança própria e a do amado e sai
com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton
Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical na Metro.
Nao tem namorado quem nao tem música secreta com ele, quem nao dedica
livros, quem nao recorta artigos, quem nao chateia com o fato de o seu
bem ser paquerado. Nao tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem
curtir; quem curte sem aprofundar. Nao tem namorado quem nunca sentiu o
gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou
meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Nao tem namorado quem
ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de
obrigaçoes; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Nao tem
namorado quem confunde solidao com ficar sozinho. Nao tem namorado quem
nao fala sozinho, nao ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você nao tem namorado porque nao descobriu que o amor é alegre e você
vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve,
aquela de chita e passeie de maos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricçoes
de esperança. De alma escovada e coraçao estouvado, saia do quintal de
si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua
janela.
Ponha intençoes de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de
fada. Ande como se o chao estivesse repleto de sons de flauta e do céu
descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você nao tem namorado é porque ainda nao enlouqueceu aquele pouquinho
necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enlou-cresça. 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Metade das belezas do mundo estão em Isfahan, reza lenda


Reza a lenda que o poeta francês Mathurin de Reignier ficou tão encantado quando visitou Isfahan, no século 16, que ele disse ter enxergado na cidade metade das belezas do universo.


Foi assim que Isfahan começou a ser chamada "metade do mundo", apelido usado até os dias de hoje para designar a capital turística e artística iraniana.
Há quem sustente que a cidade possui a mesma importância para a humanidade que Roma ou Atenas. A Unesco a tombou como patrimônio mundial.
O que torna Isfahan tão especial é ao mesmo tempo a grandeza arquitetônica e a riqueza da arte islâmica estampada em incontáveis lugares.
Além disso, quase todas as ruas são arborizadas e floridas, o que confere um aconchego inexistente na maioria das aglomerações iranianas.
Encanto em cada face
O ponto alto de Isfahan é a praça Real, também conhecida como praça Imã, um retângulo de meio quilômetro de extensão que tem um encanto em cada face.
Deixe para conhecer a praça no fim de tarde, quando casais e famílias estendem lençóis na grama para relaxar ou fazer um piquenique.
Comece o tour pelo lado sul do retângulo, onde fica a mesquita Imã (século 17). Com sua monumental elegância e delicados mosaicos, é tida como uma obra-prima da engenharia islâmica.
O domo dourado de outra mesquita, conhecida como Xeque Lotfollah, se destaca na frente leste. Menor e mais refinada que a Imã, tem arabescos e motivos florais que mudam de cor em função da luz do dia. É considerada a mais bela mesquita do Irã.
Marina Mesquita/Folhapress
Vista da praça Real, ou praça Imã, em Isfahan; praça tem meio quilômetro
Vista da praça Real, ou praça Imã, em Isfahan; praça tem meio quilômetro
Em frente à Xeque Lotfollah fica o palácio Ali Qapu, onde é possível subir num terraço e, de lá, ter a melhor vista da praça.
Ao norte fica a entrada do bazar de Isfahan, que tem o melhor do artesanato local. Os preços são mais altos que nas outras cidades, mas as peças são também as mais refinadas e variadas.
Outro ponto alto da cidade são as pontes com arcos que cortam o rio Zayandeh, algumas das quais eram também usadas como barragens. Moradores costumam se reunir ao anoitecer sob os arcos para recitais de poesia.
Isfahan abriga comunidades zoroástrica, judaica e cristã. No bairro armênio, há uma bonita igreja e um museu da presença cristã em Isfahan.
A cidade tem ainda refinados jardins e pátios floridos. 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Conto Sufi

Como se sabe, uma pequena porção de iogurte, quando misturada no leite, pode fermentar este último e torná-lo também iogurte. Acontece que em dada ocasião, Nasrudin estava a beira de um lago misturando iogurte no lago, quando um amigo passava:
-Nasrudin, o que está fazendo?
-Estou misturando iogurte no lago, assim teremos um lago de iogurte.
-Mas isso não funciona, Nasrudin.
-Sei que não funciona, mas já pensou se isso dá certo?





Certo dia, um juiz perguntou ao mestre Nasrudin:
- Mestre, no caso de você ter de escolher entre a justiça e o dinheiro, o que você escolheria?
- O dinheiro, é claro - respondeu Nasrudin, sem pestanejar.
- O quê! - disse o juiz. Pois eu escolheria a justiça sem pensar duas vezes, porque
a justiça não é fácil de ser encontrada, enquanto o dinheiro, este não é tão raro assim. Podemos encontrá-lo por aí sem grandes dificuldades. Estou sinceramente espantado com a sua opção, Nasrudin. Não o julgava capaz de uma ambição, sendo um mestre!
- Meritíssimo, cada um deseja aquilo que mais lhe falta! - respondeu tranqüilamente o mestre Nasrudin.

O Guerreiro Medita

“O guerreiro da luz medita.
Senta-se em um lugar tranqüilo da sua tenda, e entrega-se à luz divina. Ao fazer isto, procura não pensar em nada; desliga-se da busca de prazeres, dos desafios e das revelações- e deixa que seus dons e poderes se manifestem.
Mesmo que não os perceba na mesma hora, estes dons e poderes estão tomando conta de sua vida, e vão influir no seu cotidiano.
Enquanto medita, o guerreiro não é ele, mas uma centelha da alma do mundo. São estes momentos que lhe permitem entender sua responsabilidade, e agir de acordo com ela.
Um guerreiro da luz sabe que- no silêncio do seu coração, existe uma ordem que o orienta.”

terça-feira, 8 de maio de 2012

Gibran Kahlil




Amai-vos...
Amai-vos um ao outro,
mas não façais do amor um grilhão.

Que haja, antes, um mar ondulante
entre as praias de vossa alma.

Enchei a taça um do outro,
mas não bebais da mesma taça.

Dai do vosso pão um ao outro,
mas não comais do mesmo pedaço.

Cantai e dançai juntos,
e sede alegres,
mas deixai
cada um de vós estar sozinho.

Assim como as cordas da lira
são separadas e,
no entanto,
vibram na mesma harmonia.

Dai vosso coração,
mas não o confieis à guarda um do outro.

Pois somente a mão da Vida
pode conter vosso coração.

E vivei juntos,
mas não vos aconchegueis demasiadamente.

Pois as colunas do templo
erguem-se separadamente.

E o carvalho e o cipreste
não crescem à sombra um do outro. 
Gibran Kahlil Gibran -

Guerreiro de luz



Os guerreiros da luz mantém o brilho nos olhos.

Estão no mundo, fazem parte da vida de outras pessoas. Começaram sua jornada sem alforge e sem sandálias. Muitas vezes são covardes. Nem sempre agem certo.
Os guerreiros da luz sofrem por coisas inúteis, tem atitudes mesquinhas, e às vezes se julgam incapazes de crescer.
Frequentemente acreditam-se indignos de qualquer benção ou milagre.
Os guerreiros da luz nem sempre têm certeza do que estão fazendo aqui. Muitas vezes passam noites em claro, achando que suas vidas não têm sentido.
Por isso são guerreiros da luz. Porque erram. Porque se peguntam. Porque procuram uma razão – e com certeza vão encontrá-la.”
“Um guerreiro da Luz nota que certos momentos se repetem. Com freqüência se vê diante dos mesmos problemas e situações que já havia enfrentado.
Então fica deprimido. Começa a pensar que é incapaz de progredir na vida, já que os momentos difíceis estão de volta.
“Já passei por isso”, ele reclama com seu coração.
“Realmente, você já passou”, responde o coração. “Mas nunca ultrapassou”.
O guerreiro então compreende que as experiências repetidas têm uma única finalidade: ensinar-lhe o que ainda não aprendeu.
Ele passa a procurar uma solução diferente para cada luta repetida – até que encontra a maneira de vencê-la.”
“O guerreiro da luz raramente sabe o resultado de uma batalha quando esta acaba. O movimento da luta gerou muita energia a sua volta, e existe um momento onde tanto a vitória como a derrota ainda são possíveis. O tempo irá dizer quem venceu ou perdeu; mas ele sabe que, a partir daquele momento, não pode fazer mais nada: o destino daquela luta esta nas mãos de Deus. Nestes momentos o guerreiro da luz não fica preocupado com os resultados. Examina seu coração e pergunta: “COMBATI O BOM COMBATE?” Se a resposta é positiva, ele descansa. Se a resposta é negativa, ele pega a sua espada e começa a treinar de novo.”
“O guerreiro da luz conhece uma velha expressão popular : ‘Se arrependimento matasse … ‘
E sabe que arrependimento mata; vai lentamente corroendo a alma de quem fez algo errado, e leva à autodestruição.
O guerreiro não quer morrer desta maneira . Quando age com perversidade ou maldade – porque é um homem cheio de defeitos – ele não tem vergonha de pedir perdão. Se ainda é possível, usa seus esforços para reparar o mal que fez.
Um guerreiro da luz não se arrepende, porque arrependimento mata. Ele humilha-se, e conserta o mal que causo.”

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Um Bom Livro


O Zahir, um livro de Paulo Coelho. 

Zahir - é proveniente de uma palavra Islâmica, que significa:

Que algo ou álguem que uma vez visto, sentido, ou tocado jamais é esquecido, situação que nos pode levar a santidade ou loucura.

Santidade de amor, ou loucura de amor, loucura saudável em todos os aspectos...

Todos nos temos um Zahir...

Qual é o seu??....  

O Sufismo


Da Ética dos Derviches
Recordo que em minha infância, me inclinava à religiosidade e estava ansioso por gratificar-me com atos de piedade e abstinência. Uma vez passei a noite toda em oração, sem dormir nem por um só momento e sustentando o Alcorão sobre minhas pernas, enquanto todos ao meu redor dormiam. Disse ao meu pai: "Ninguém levanta a cabeça do sono para rezar, dormem tão profundamente que se poderia dizer que estão mortos." Ele respondeu: "Meu filho, para você, seria melhor dormir do que encontrar a falta dos outros."
O homem pretensioso vê somente a si mesmo, pois tem uma cortina de vaidade diante de seus olhos. Se tão somente tivesse os olhos de Alláh, não verias ninguém mais desvalido que tu mesmo!
(Saadi de Shiraz, al-Gulistan)

Drummond em Prosa


Reverência ao Destino
Carlos Drummond de Andrade





     Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá. Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
     Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
     Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação. Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.
     Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado. Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Difícil é mentir para o nosso coração.
     Fácil é ver o que queremos enxergar. Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?" Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
     Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
     Fácil é querer ser amado. Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar é se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.
     Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
     Fácil é ditar regras. Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
     Fácil é perguntar o que deseja saber. Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.
     Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade. Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
     Fácil é dar um beijo. Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.
     Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
     Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica. Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.
     Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A Lógica De!



"No esforço para compreender a realidade, somos como um homem tentando entender o mecanismo de um relógio fechado. Ele vê o mostrador e os ponteiros, ouve o seu tique-taque mas não tem meios para abrir a caixa. Se esse homem for habilidoso, poderá imaginar um mecanismo responsável pelos fatos que observa, mas nunca poderá ficar completamente seguro de que sua hipótese seja a única possível."

Albert Einstein

Mario o Andrade - São Paulo

"Quando eu morrer quero ficar Quando eu morrer quero ficar, Não contem aos meus inimigos, Sepultado em minha cidade, Saudade. Meus pés enterrem na rua Aurora, No Paissandu deixem meu sexo, Na Lopes Chaves a cabeça Esqueçam. No Pátio do Colégio afundem O meu coração paulistano: Um coração vivo e um defunto Bem juntos. Escondam no Correio o ouvido Direito, o esquerdo nos Telégrafos, Quero saber da vida alheia, Sereia. O nariz guardem nos rosais, A língua no alto do Ipiranga Para cantar a liberdade. Saudade... Os olhos lá no Jaraguá Assistirão ao que há de vir, O joelho na Universidade, Saudade... As mãos atirem por aí, Que desvivam como viveram, As tripas atirem pro Diabo, Que o espírito será de Deus. Adeus." Mário de Andrade

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Cemitério de Praga. sua história



O Antigo Cemitério Judeu apresenta um conjunto de 12 mil túmulos onde foram enterrados mais de 100 mil indivíduos entre os séculos XV e XVIII. Mais tarde, túmulos ainda mais antigos, do século XIV foram também trazidos para cá. Devido ao exíguo espaço disponível, as sepulturas eram compostas em camadas, em alguns casos com nove sepultamentos uns sobre os outros.

A comunidade judaica de Praga era muito numerosa e poderosa, e suas cerimônias funerárias deram origem a uma sociedade funerária que atuou por três séculos, gozando de grande prestígio. Parte desta história e dos artefatos por eles utilizados encontra-se no museu da Sinagoga Pinkas.

Dentre os túmulos, o mais procurado é o do notório Rabino Low. Sepultado em 1609, segundo a lenda, o rabino haveria criado a partir do barro a mítica criatura Golem. Segundo a mesma lenda, o Golem haveria sido “enterrado” no sótão da Old New Sinagogue.

A profusão de túmulos, e todo o simbolismo judeu nele contido tornam a visita especial.

Umberto Brilhante - Cemitério de Praga


Decididamente, Umberto Eco decidiu irritar os judeus com O Cemitério de Praga. A lista de diatribes contra este povo, descrita ao longo de mais de 500 páginas, deixa os nervos em franja a qualquer leitor. Eco garante que é um romance e não um livro de História.

O cemitério de Praga...Curiosamente, a única figura de fato inventada nesse romance, que tem como cenário principal a cidade de Praga no século XIX, é o protagonista Simone Simonini, embora, como afirme o autor, basta falar de algo para esse algo passar a existir... Além disso, a história envolve missas negras, o caso Dreyfus, o bombardeio a Napoleão III, a Comuna de Paris, entre outros fatos reais. A partir deste cenário, o autor descreve um tratado sobre o mecanismo do ódio, uma espécie de síntese da história do preconceito.

O odioso Simonini, que o próprio autor define como um dos mais repulsivos personagens literários já criados por ele, é um mestre do disfarce e da conspiração. Um falsário a serviço de vários governos. Do nordeste italiano até a Sicília de Garibaldi, das favelas de Paris às tabernas alemãs, Simonini representa todas as revoluções, as más escolhas, os erros do século XIX, que Eco reconstrói com grande rigor histórico, entre tomadas de poder e revoluções.

Desvendando Hitler

O cemitério judeu de Praga, marco central da narrativa, também lembra um dos mais impressionantes episódios de falsificação da história: os protocolos dos sábios de Sião, um texto forjado pela polícia secreta do Czar Nicolau II para justificar a perseguição aos judeus. Os escritos, que se acredita terem sido baseados em um texto francês — Diálogos no inferno entre Maquiável e Montesquieu — descreviam um suposto plano para a dominação mundial pelos israelitas. E serviriam de inspiração a Hitler para os campos de concentração.

O livro causou desconforto em setores mais conservadores da sociedade italiana, principalmente entre religiosos, por misturar personagens históricos a um anti-herói fictício, cínico e maquiavélico, capaz de tudo para conseguir se vingar de padres, jesuítas, comunistas, mas, principalmente, dos judeus. Repleto de teorias da conspiração, falsificações, assuntos maçônicos e detalhes da unificação italiana, a obra teve cerca de quatrocentos mil exemplares vendidos na Itália no mês de seu lançamento.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Judeu Universal de Henry Ford


A transcrição a seguir tem um valor todo especial, tanto pela época a que se refere, fim da I Guerra
Mundial na Alemanha, como por tratar-se do norte-americano Henry Ford, industrial, criador e
fundador das indústrias automobilísticas Ford, autor do livro “O Judeu Internacional”, escrito em
1920, editado pela Livraria do Globo, além de ter sido editado em vários idiomas pelo mundo.
Importante também por ter sido escrito 13 anos antes da subida ao poder do nazismo. Além de “O
Judeu Internacional”, Ford escreveu também “Minha vida e minha obra” e outros. “Após a
publicação do livro, os judeus ficaram profundamente indignados, porque o adversário era sério. E
encetaram contra ele uma violenta campanha que durou vários anos e só terminou em 1927.
Angustiado por graves embaraços financeiros, processado pelos judeus perante os tribunais
norte-americanos, vítima de um acidente automobilístico que se diz muito misterioso, Ford escreveu
às organizações judaicas uma carta em que desmentia tudo o quanto publicara em relação aos
judeus. Estes, depois de o deixarem algum tempo na incerteza, aceitaram a retratação” (pg. 5 do
livro). Vejamos as páginas 25 a 30:
1. “A humanidade, em constante progresso, trata abertamente de combater enfermidades sobre as
quais antes achava necessário estender o manto da vergonha e do silêncio. A higiene política ainda
não progrediu até este ponto. A causa fundamental da enfermidade do corpo nacional alemão tem
suas raízes na excessiva influência judaica. Se tal era já há muitos anos a convicção de algumas
inteligências preclaras, é tempo de que também as massas, menos inteligentes, comecem a vê-lo. O
que é certo é que toda a vida política alemã gira ao redor desta idéia, e já não é possível ocultar este
fato por mais tempo. Segundo a opinião de todas as classes sociais, tanto a derrota depois do
armstício, como a revolução e as suas conseqüências, sob as quais sucumbe o povo, são obra da
astúcia e de um plano premeditado dos judeus (Note-se que Ford não diferencia sionistas e
judeus, preferindo chamá-los todos judeus). Isso é asseverado com toda a precisão,
aduzindo-se a inumeráveis provas verdadeiras; e supõe-se que a seu tempo a História se
encarregará de completar a documentação”.

2. “Na Alemanha, o judeu é considerado apenas um hóspede que, abusando da tolerância, caiu num
excesso com sua inclinação para o domínio”. (Compare com a declaração do judeu Joseph
Mendel ao repórter Alexandre Konder)

3. “Efetivamente, não há no mundo maior contraste do que o existente entre a raça puramente
germânica e a hebréia. Por isso não há nem pode haver aliança entre as mesmas. O alemão vê no
judeu apenas um hóspede. O judeu, em troca, indignado por não lhe concederem todas as
prerrogativas do indígena, nutre injusto ódio contra o povo que o hospeda. Em outros países pode o
judeu mesclar-se mais livremente com o povo indígena e aumentar seu predomínio com menos
entraves, mas não assim na Alemanha. Por isso o judeu odeia o povo alemão, e precisamente por
esta mesma razão os povos em que a influência judaica predominava em maior grau, demonstraram
durante a deplorável Guerra Mundial o ódio mais exacerbado contra a Alemanha. Judeus eram os
que predominavam quase exclusivamente NO ENORME APARELHO INFORMATIVO
MUNDIAL, com que se fabricou a “opinião pública” no que toca à Alemanha. Os únicos
gananciosos da Grande Guerra foram de fato os judeus”.

4. “Dizê-lo, naturalmente, não basta, é preciso comprová-lo. Examinemos pois os fatos. Que
aconteceu assim que a Alemanha passou do antigo ao novo regime? No gabinete dos seis, que
usurpou o posto do Governo Imperial, predominava em absoluto a influência dos judeus Haase e
Landsberg. Haase dirigia os negócios exteriores, auxiliado pelo judeu Kautsky, um boêmio que em
1918 nem sequer possía a cidadania alemã. O judeu Shiffer ocupou o ministério da Fazenda, com o
hebreu Bernstein como subsecretário. No Ministério do Interior mandava o judeu Preuss, auxiliado
por seu amigo e compatriota Freund. O judeu Fritz Max Cohen, ex-correspondente em
Copenhagen do diário pan-judeu “Frankfurter Zeitung”, ascendeu a chefe onipotente do Serviço
Oficial de Informações”.

5. “Esta constelação teve no governo prussiano uma segunda parte. Os judeus Hirsch e Rosenfeld
presidiram o gabinete, encarregando-se este do ministério da Justiça, enquanto aquele ocupava a
pasta do Interior. O hebreu Simon foi nomeado Secretário de Estado no ministério da Fazenda. Foi
nomeado diretor do ensino o judeu russo Futran, em colaboração com o judeu Arndt. Ao posto de
diretor do Departamente das Colônias ascendeu o hebreu Meyer-Gerhard ao passo que o judeu
Kastenberg empregava sua atividade como diretor do departamento de Ciências e Artes. O cargo
de secretário de Alimentação foi posto nas mãos do judeu Wurm, que cooperava no Ministério do
Fomento com os judeus Dr. Hirsch e Dr. Stadthagen. O hebreu Cohen foi o presidente do
Conselho de Operários e Soldados, nova instituição em que desempenhavam altos cargos os judeus
Stern, Herz, Loewenberg, Frankel, Israelowitz, Laubenheim, Selingsohn, Katzenstein, Lauffenberg,
Heiman, Schlesinger, Merz e Weyl”.

6. “O judeu Ernst foi nomeado chefe de polícia de Berlim, no mesmo posto em que em
Frankfurt-am-Mein apareceu o hebreu Sinzheimer, e, em Essen, o judeu Lewy. Em Munique, o
judeu Eisner nomeou-se a si mesmo Presidente do Estado da Baviera, nomeando seu ministro da
Fazenda o judeu Jaffe. Indústria, Comércio e Tráfico na Baviera ficaram sob as ordens do judeu
Brentano. Os judeus Talheimer e Heiman ocuparam cargos elevados nos ministérios de
Württenberg, enquanto o judeu Fulda governava em Essen”.

7. “Judeus eram dois plenipotenciários alemães, ao mesmo tempo em que um terceiro não passava
de conhecido instrumento incondicional do judaísmo, na conferência de paz (Versailles). Além disso,
populavam na delegação alemã judeus peritos, tais como Max Warburg, Dr. von Strauss, Merton,
Oscar Oppenheimer, Dr. Jaffe, Deutsch, Brentano, Pernstein, Struck, Rathenau, Wassermann e
Mendelssohn-Bartholdy”.

8. “A proporção de judeus nas delegações de outros governos nesta conferência pode ser
facilmente verificada, pela leitura das crônicas de jornalistas não-judeus. Parece que este fato só
chamou a atenção destes, enquanto os correspondentes judeus preferiram calar-se, certamente por
prudência.”

9. “Nunca a influência judaica se manifestara na Alemanha tão acentuadamente quanto na guerra.
Surgiu com a certeza audaz de um canhonaço, como se tudo já houvesse sido preparado de
antemão. Os judeus alemães não foram patriotas alemães durante a guerra. Se bem que este fato, na
opinião das nações inimigas da Alemanha, não seja precisamente uma falta, permite, contudo,
apreciar no seu justo valor os protestos clamorosos dos israelitas de lealdade absoluta para com os
países em que vivem casualmente. Escudados em razões que veremos mais adiante, afirmam certos
pensadores alemães que é de todo ponto impossível que um judeu seja jamais patriota”.

10. Segundo geral opinião, nenhum dos hebreus acima citados jamais teriam alcançado aqueles
postos, sem a revolução. E, por outro lado, a revolução não teria estalado sem que eles mesmos a
houvessem preparado. Certamente, também, na Alemanha não faltaram deficiências, mas o próprio
povo teria podido retificá-las, e com certeza o faria. Neste caso, precisamente, as causas dessas
deficiências que arruinavam a moral pública e impossibilitavam toda a reforma, achavam-se sobre
influência judaica”.

11. “Já durante o segundo ano de guerra, judeus alemães declaravam que a derrota era
indispensável para a libertação do proletariado. O socialista Stroebel disse: “Declaro francamente
que a plena vitória da Alemanha não seria favorável aos interesses da social-democracia”.
Afirmava-se por toda a parte que a elevação do proletariado seria quase impossível na Alemanha
vencedora. Estes breves exemplos, escolhidos entre muitíssimos que poderíamos aduzir, não tem
por objeto tornar a examinar toda a questão da guerra; destinam-se unicamente a demonstrar que
muitos judeus dos chamados alemães esqueceram seus deveres para com o país cuja cidadania
ostentavam, unindo-se a todos os demais judeus inimigos, com o objetivo de preparar a catástrofe
da Alemanha. Esse objetivo, como mais adiante se verá, não foi nem de leve livrar a Alemanha do
militarismo, mas afundar todo o povo alemão em um estado caótico que lhes permitisse se
apoderarem do poder, como realmente fizeram”.

12. “A imprensa alemã, timidamente a princípio, depois “em toda a luz” fazia suas essas tendências
dos porta-vozes judeus. O Berliner Tageblatt e a Münchener Neueste Nachrichten foram durante a
guerra órgãos oficiosos ou semi-oficiosos do governo alemão. O primeiro destes jornais defende os
interesses judaicos na Alemanha, e o segundo se mostra completamente sujeito à influência do
judaísmo organizado. Genuinamente judaica também é a Frankfurter Zeitung, da qual dependem
inúmeras folhas, de maior ou menor importância. Todos estes jornais não são mais do que edições
alemães da Imprensa Mundial judia anti-alemã, todos com a mesma tendência, absolutamente. Esta
íntima cooperação da imprensa de todas as nações, que se chama IMPRENSA UNIVERSAL,
devia ser examinada muito escrupulosamente deste ponto de vista, para demonstrar à humanidade
inteira estes segredos - como e para que fim oculto se prepara diariamente a formação da opinião
pública”. (!!!)

13. “No momento em que estalou a guerra passaram todos os víveres e petrechos de guerra às
mãos judaicas, e desde esse momento começou a aparecer tal falta de probidade que minou a
confiança dos combatentes. Do mesmo modo que os demais povos patrióticos, soube também o
alemão que toda a guerra significa sacrifícios e sofrimentos, e mostrou-se desde o primeiro dia
disposto a suportá-los. Agora, porém, compreenderam os alemães que foram explorados por uma
horda de judeus, que havia preparado tudo para tirar enormes proveitos da miséria geral do povo
teutônico. Onde quer que se pudesse especular com as necessidades do povo, ou que se
apresentasse ocasião de obter lucros intermediários, seja em bancos, sociedades de guerra,
empréstimos públicos, ou em Ministérios que formulavam os gigantescos pedidos de apetrechos
bélicos, lá apareciam os judeus. Artigos de consumo geral, que havia em abundância,
desapareceram de repente, para tornar a aparecer mais tarde, oferecidos com fabuloso aumento de
preço. As sociedades de guerra foram domínios judaicos. Quem tinha dinheiro pode comprar tudo,
até os cartões de distribuição, com os quais o governo se esforçou em trabalho sobre-humano para
repartir os víveres eqüativamente entre toda a população. Os judeus triplicavam os preços dos
artigos que adquiriam à sombra da distribuição oficial, canalizando assim para seus bolsos
abundante inundação de ouro. Por causa destes sortimentos ocultos, de que dispunham os judeus,
falharam os cálculos e censos do governo. Inquietou-se a moral pública diante desse fenômeno.
Instauraram-se demandas, iniciaram-se processos, mas quando chega a hora de dar a sentença,
tanto os juízes quanto os acusados sendo judeus, terminava tudo tudo por uma desistência quase
geral. Quando, porém, o acusado era alemão, impunham-lhe multas, que deveriam ter sido também
pagas pelos outros”.

14. “Estudando o país deste ponto de vista, esquadrinhando a Alemanha por todos os cantos,
escutando a voz e a opinião populares, ouviremos sempre e de todos os lados, que este abuso de
poder durante a guerra ficou gravado na alma alemã como se fora impresso com ferro candente”.

15. “É preciso, pois, tanto na América quanto na Rússia, diferenciar claramente entre os métodos
dos judeus ricos e dos pobres; ocupam-se uns de subjugar os governos, e os outros de ganhar as
massas populares, porém ambos tendem a um mesmo e idêntico fim”. (Refere-se à dominação
mundial)

16. “A interpretação geral dos alemães e russos pode ser resumida francamente nestes termos: É o
judaísmo a potência mais bem organizada do mundo, com métodos mais rígidos ainda que os do
Império Britânico. Forma um Estado, cujos súditos lhe obedecem incondicionalmente, onde quer
que vivam, sejam pobres ou ricos, e este Estado, existente dentro dos demais Estados, chama-se na
Alemanha “Pan-Judéia” (All-Juda). Os meios de dominação deste Estado pan-judaico são
capitalismo e imprensa, isto é, dinheiro e difusão ou propaganda.

17. “Entre todos os Estados do mundo o único que exerce realmente um poder universal é a
Pan-Judéia - todos os demais podem e querem exercer somente um domínio nacional”.

18. “O principal propulsor do pan-judaísmo é o seu domínio da Imprensa. As produções técnicas,
científicas e literárias do judaísmo moderno, são exclusivamente de índole jornalística, e tem por
base a admirável faculdade do judeu de assimilar as idéias alheias. Capital e Jornalismo reúnem-se
no produto IMPRENSA, que constitui o verdadeiro instrumento dominador do judeu”.

Como os leitores terão notado, não existe mais o gigantesco Império Britânico, que desabou após a
II Guerra Mundial, nem a Pan-Judéia na Alemanha, pois existe Israel, e o Conselho Mundial
Judaico, com sede em Nova York. Esta citação também tem um valor especial, por tratar-se da
opinião de uma pessoa conhecida mundialmente, ser cidadão de um país que combateu a Alemanha
e também demonstra quem já manobrava a cabeça dos leitores até 1920, época do livro.

Montefiore - 1840

Sir Moses Haim Montefiore, conhecido como Barão de Montefiore, filantropo judeu britânico e que
dedicou grande parte de sua vida e de sua fortuna à melhora da vida dos judeus, especialmente na
Grã-Bretanha, escreveu em 1840: “Perdeis o tempo a tagarelar. Enquanto não se achar em nossas
mãos a imprensa do mundo inteiro, tudo o que fizerdes será infrutífero. É preciso que dominemos a
imprensa universal, ou ao menos influamos nela, se quisermos iludir e escravizar os povos”. (pg. 78
do livro de Henry Ford)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Direito ao Palavrão..UAUUU!!

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Pra caralho, o Sol é quente Pra caralho, o universo é antigo Pra caralho, eu gosto de cerveja Pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não" o substituem. "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma! . O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepne", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o- pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o- pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cú!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cú!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cú!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda- se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!.
Grosseiro, mas profundo... Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. "Nem fodendo..."

O direitoao palavrão.Luis Fernando Veríssimo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O Mês Sagrado do Ramadan


"O mês de Ramadan foi o mês em que foi revelado o Alcorão - orientação para a humanidade e evidência de orientação e de discernimento. Por conseguinte, quem de vós presenciar o novilúnio desse mês deverá jejuar; porém, quem se achar enfermo ou em viagem jejuará, depois, o mesmo número de dias. Deus vos deseja a comodidade e não a difculdade, mas cumpri o número (de dias), e glorificai a Deus por ter-vos orientado, a fim de que Lhe agradeçais" (2:183-185).



Esses versículos mostram que o jejum durante o mês de Ramdan tanto serve para fomentar o temor a Deus como a recordação d'Ele, nos corações dos crentes, servindo ainda para que agradeçamos a Deus pela diretriz que Ele nos concedeu, com o Alcorão. Conquanto o jejum, por si, possa parecer difícil, ele não é imposto como uma forma de punição, mas sim como um ato de devoção e auto-disciplina, coisa que leva o crente para mais perto do Todo-Poderoso Deus.

Durante a sua vida, o Profeta Mohamad (S) enfatizava a natureza especial e sagrada do mês de Ramadan, e a importância do jejum. Abu Huraira relatou que o Mensageiro de Deus (S) dizia: "Quando Ramadan começa, os portões do Inferno ficam trancados, e os demônios nele acorrentados" (Bukhari e Muslim).
Sahl Ibn Saad relatou que o Mensageiro de Deus (S) dizia: "No Paraíso há oito portas; entre elas há uma chamado Al Raiyan, a qual apenas os que jejuam adentrarão" (Bukhari e Muslim).

Uma bênção adicional que Ramadan encerra é a Noite do Decreto, a noite em que o Alcorão foi revelado ao Profeta Mohamad (S). Acredita-se que essa noite seja um dos dez últimos dias ímpares de Ramadan. Ela é brevemente mencionada na Surata Al Cadr (O Decreto). Ela poderá ser traduzida como se segue: "" Sabei que o revelamos (o Alcorão), na Noite do Decreto. E o que te fará entender o que é a Noite do Decreto? A Noite do Decreto é melhor do que mil meses. Nela descem os anjos e o Espírito (Anjo Gabriel), com a anuência do seu Senhor, para executar todas as Suas ordens. (Ela) é paz, até ao romper da aurora!" (Alcorão Sagrado, Surata 97).

Pode-se dizer que a Noite do Decreto significa o fim da era da jahiliya (ignorância), e o começo da mensagem final de Deus para a Sua criação. É um marco na separação entre as trevas e a luz, entre a ignorância e o saber, entre a falsidade e a verdade. O Profeta Mohamad (S) confirmava a importância da Noite do Decreto, como é demonstrado no seguinte hadice: Abu Huraira relatou que o Mensageiro de Deus (S) disse: "Aquele que jejuar durante o Ramadan, com fé, buscando a recompensa de Deus, terá seus pecados passados perdoados; aquele que orar durante as noites de Ramadan, com fé, buscando a recompensa de Deus, terá os seu pecados passados perdoados; e aquele que passar a Noite do Decreto em oração, com fé, buscando a recompensa de Deus, terá os seus pecados passados perdoados" (Bukhari e Muslim).



Devemos também lembrar que Ramadan é um tempo especial para que os muçulmanos se unam como uma comunidade. Devemos prometer a nós mesmos utilizar-mos esse tempo para visitar os amigos e parentes, resolver rusgas passadas, e reconhecer as nossas metas comuns.
Ramadan é um tempo para a oração, unificação, paciência, caridade, e o auto-sacrifício. Como muçulmanos e verdadeiros crentes que somos, devemos praticar essas virtudes durante o Ramadan, e por todo o ano.



Se falharmos nos nossos esforços, não poderemos esperar que as nossas diligências em disseminar a mensagem do Islam tenham sucesso. Como muçulmanos que somos, o mês de Ramadan nos oferece uma oportunidade especial para revivermos, renovarmos e revigorarmos a nossa fé. Oremos a Deus que nos guie no sentido de assim fazermos, e Ele nos haverá de prover, nesta vida e na Outra.



quinta-feira, 12 de maio de 2011

Manifesto de Gandhi sobre os judeus na Palestina


"Recebi muitas cartas solicitando a minha opinião sobre a questão judaico-palestina e sobre a perseguição aos judeus na Alemanha. Não é sem hesitação que ouso expor o meu ponto-de-vista.(1)

Na Alemanha as minhas simpatias estão todas com os judeus. Eu os conheci intimamente na África do Sul. Alguns deles se tornaram grandes amigos. Através destes amigos aprendi muito sobre as perseguições que sofreram. Eles têm sido os "intocáveis" do cristianismo; há um paralelo entre eles, e os "intocáveis" dos hindus. Sanções religiosas foram invocadas nos dois casos para justificar o tratamento dispensado a eles. Afora as amizades, há a mais universal razão para a minha simpatia pelos judeus. No entanto, a minha simpatia não me cega para a necessidade de Justiça.

O pedido por um lar nacional para os judeus não me convence.

Por que eles não fazem, como qualquer outro dos povos do planeta, que vivem no país onde nasceram e fizeram dele o seu lar?(2)

A Palestina pertence aos palestinos, da mesma forma que a Inglaterra pertence aos ingleses, ou a França aos franceses.

É errado e desumano impor os judeus aos árabes. O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Os mandatos não têm valor. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico.

O caminho mais nobre seria insistir num tratamento justo para os judeus em qualquer parte do mundo em que eles nascessem ou vivessem. Os judeus nascidos na França são franceses, da mesma forma que os cristãos nascidos na França são franceses.

Se os judeus não têm um lar senão a Palestina, eles apreciariam a idéia de serem forçados a deixar as outras partes do mundo onde estão assentados? Ou eles querem um lar duplo onde possam ficar à vontade?(3)

Este pedido por um lar nacional oferece várias justificativas para a expulsão dos judeus da Alemanha. Mas a perseguição dos alemães aos judeus parece não ter paralelo na História. Os antigos tiranos nunca foram tão loucos quanto Hitler parece ser.

E ele está fazendo isso com zelo religioso. Ele está propondo uma nova religião de exclusivo e militante nacionalismo em nome do qual, qualquer atrocidade se transforma em um ato de humanidade a ser recompensado aqui e no futuro. Os crimes de um homem desorientado e intrépido, estão sendo observados sob o olhar da sua raça, com uma ferocidade inacreditável.(4)

Se houver sempre uma guerra justificável em nome da humanidade, a guerra contra a Alemanha para prevenir a perseguição desumana contra uma raça inteira seria totalmente justificável. Mas eu não acredito em guerra nenhuma. A discussão sobre a conveniência ou inconveniência de uma guerra está, portanto, fora do meu horizonte. Mas se não pode haver guerra contra a Alemanha, mesmo por crimes que estão sendo cometidos contra os judeus, certamente não pode haver aliança com a Alemanha. Como pode haver aliança entre duas nações que clamam por justiça e democracia e uma se declara inimiga da outra? Ou a Inglaterra está se inclinando para uma ditadura armada, e o que isso significa?

A Alemanha está mostrando ao mundo como a violência pode ser eficientemente trabalhada quando não é dissimulada por nenhuma hipocrisia ou fraqueza mascarada de humanitarismo; está mostrando como é hediondo, terrível e assustador quando isso aparece às claras, sem disfarces. Os judeus podem resistir a esta organizada e desavergonhada perseguição? Existe uma maneira de preservar a sua auto-estima e não se sentirem indefesos, abandonados e infelizes? Eu acredito que sim. Ninguém que tenha fé em Deus precisa se sentir indefeso, ou infeliz. O Jeová dos judeus é um Deus mais pessoal que o Deus dos cristãos, muçulmanos ou hindus, embora realmente, em sua essência, Ele seja comum a todos. Mas como os judeus atribuem personalidade a Deus e acreditam que Ele regula cada ação deles, estes não se sentiriam desamparados.

Se eu fosse judeu e tivesse nascido na Alemanha e merecido a minha subsistência lá, eu reivindicaria a Alemanha como o meu lar, do mesmo modo que um "genuíno" alemão o faria, e desafiaria qualquer um a me jogar na masmorra; eu me recusaria a ser expulso ou a sofrer discriminação. E fazendo isso, não deveria esperar por outros judeus me seguindo em uma resistência civil, mas teria confiança que no final estariam compelidos a seguir o meu exemplo.

E agora uma palavra aos judeus na Palestina:

Não tenho dúvidas de que os judeus estão indo pelo caminho errado. A Palestina, na concepção bíblica, não é um tratado geográfico. Ela está em seus corações. Mas se eles devem olhar a Palestina pela geografia como sua pátria mãe, está errado aceitá-la sob a sombra do belicismo britânico. Um ato religioso não pode acontecer com a ajuda da baioneta ou da bomba. Eles poderiam estabelecer-se na Palestina somente pela boa vontade dos palestinos. Eles deveriam procurar convencer o coração palestino. O mesmo Deus que rege o coração árabe, rege o coração judeu. Só assim eles teriam a opinião mundial favorável às suas aspirações religiosas. Há centenas de caminhos para uma solução com os árabes, se descartarem a ajuda da baioneta britânica.

Como está acontecendo, os judeus são responsáveis e cúmplices com outros países, em arruinar um povo que não fez nada de errado com eles.

Eu não estou defendendo as reações dos palestinos. Eu desejaria que tivessem escolhido o caminho da não-violência a resistir ao que eles, corretamente, consideraram como invasão de seu país por estrangeiros. Porém, de acordo com os cânones aceitos de certo e errado, nada pode ser dito contra a resistência árabe face aos esmagadores acontecimentos.(5)

Deixemos os judeus, que clamam serem os Escolhidos por Deus, provar o seu título escolhendo o caminho da não-violência para reclamar a sua posição na Terra. Todos os países são o lar deles, incluindo a Palestina, não por agressão mas por culto ao amor.

Um amigo judeu me mandou um livro chamado A contribuição judaica para a civilização(6), de Cecil Roth. O livro nos dá uma idéia do que os judeus fizeram para enriquecer a literatura, a arte, a música, o drama, a ciência, a medicina, a agricultura etc., no mundo. Determinada a vontade, os judeus podem se recusar a serem tratados como os párias do Ocidente, de serem desprezados ou tratados com condescendência.

Eles podiam chamar a atenção e o respeito do mundo por serem a criação escolhida de Deus, em vez de se afundarem naquela brutalidade sem limites.(7) Eles podiam somar às suas várias contribuições, a contribuição da ação da não-violência."

Gandhi

Sucesso Absoluto nas Livrarias: 1 Volume de como enteder as mulheres...


Pode acreditar, o tamanho mete medo, mais é muito real...Boa!!!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Até que fim...Vc esta livre de Osama!


Que bom que nos livramos de Osama Bin Laden, que justiça seja feita...afinal Osama era inimigo do povo muçulmano. Bin Laden não só representava um perigo para comunidade internacional, como um perigo ainda maior para o mundo islâmico, afinal nunca na história alguém conseguiu de forma tão eficaz denegrir a imagem do islam no mundo como ele o fez.

Sua figura estava diretamente ligada a nos, muçulmanos, de uma maneira errada e injusta sim, mas estava ligada, isto não temos como negar.

Por isto, e devido a isto, os Estados Unidos, independente de sua história de dominação, e colonização, fez um grande préstimo ao mundo islâmico, tirando este tirano maluco do cenário mundial de uma vez por todas.

Saliento a todos, que nos, muçulmanos, fomos tão vitimas de sua loucura, como todos que experimentaram sua fanática luta em pró de um mundo “Teocrático”, que de Teocrático não tinha nada, pois sua luta era totalmente mundana e louca...pois se ele usava os recursos da fé como bandeira, era algo totalmente infundado, baseado não no Alcorão, que alias, condena a violência gratuita, mais seus conceitos era produto de uma mente doentia, e indigna de pertecer aos homens de boa vontade...antes que me esqueça, Vou repetir a famosa frase que emana do coração de cada muçulmano:"e que a paz de Deus esteja com os homens de boa vontade"


Ahmad

terça-feira, 29 de março de 2011

Palavras Muito Sabia!


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!

Chaplin

segunda-feira, 21 de março de 2011

Islam, Um Investimento Seguro!!


O mundo islâmico, com seu 1,5 bilhão de habitantes, vai ser a bola da vez do mercado daqui a 20 anos. É nisso que as multinacionais apostam. E agora, depois de décadas ignorando o mundo islâmico, elas começam a se adaptar para faturar com ele.


TRÊS CASOS

• Uma pesquisa na Malásia mostrou que o excesso de oleosidade no cabelo era um problema recorrente entre as muçulmanas - por causa do véu. Então a Unilever lançou um xampu feminino específico para isso no país.

• A Nokia se tornou uma das empresas mais bem vistas no mundo islâmico depois de lançar no Oriente Médio um celular em que simplifica a tarefa de ajustar o alarme para as 5 orações diárias dos muçulmanos.

• O islã tem regras sobre o que que os fiéis podem comer ou usar. Então multinacionais correm atrás do "halal" - um selo que garante que não há nada anti-islâmico em seus produtos. Colgate e Nestlé já conseguiram.


E UM DESCASO

• As empresas têm de tomar cuidado para não se complicar no mercado islâmico. Em 1996 a Nike lançou um tênis com um desenho na sola que parecia ser a palavra Allah escrita em arábico. Muçulmanos encasquetaram e 800 mil tênis saíram do mercado.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Para se Viver um Grande Amor!!!


Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.


Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 130.

Vinicius de Moraes

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Islam Pop, de Cat Stevens a Yusuf Islam


Yusuf Islam, anteriormente conhecido pelo nome artístico de Cat Stevens (Londres, 21 de Julho de 1948) é um ex-cantor e compositor britânico. Seu nome completo é Stephen Demetre Georgiou. Seu pai é de origem grego-cipriota e sua mãe, de origem sueca. Vendeu 40 milhões de álbuns, principalmente entre as décadas 1960 e 1970. Em 1971, escreveu a trilha sonora do filme Harold and Maude (no Brasil: “Ensina-me a Viver”). Entre suas canções mais populares estão “Morning Has Broken”, “Peace Train”, “Moonshadow”, “Wild World”, “Matthew and Son” e “Oh Very Young”.
Stevens converteu-se ao Islão e abandonou a música em 1978, após a sua segunda experiência próxima à morte. Em 1975, pouco depois do lançamento do disco Numbers, quase se afogou enquanto estava na praia.
Desde então passou a se dedicar a atividades beneficentes e educacionais em prol da religião. Toma muito cuidado quanto ao uso de suas músicas. Muitas delas dissertam a respeito de temas de sua vida anterior à conversão, e Stevens não quer mais ser associado a eles. Não surpreende que nunca tenha permitido que qualquer de suas canções fosse usada em comerciais de televisão. Apesar de estar há quase 30 anos afastado da indústria musical, os trabalhos anteriores como Cat Stevens continuam vendendo uma média de 1,5 milhão de discos por ano.
Criou seu próprio selo fonográfico, a Ya Records, pelo qual já produziu dez discos de música religiosa e espiritual. Fundou três escolas muçulmanas em Londres e uma organização sem fins lucrativos, Small Kindness, reconhecida pela ONU e através da qual presta ajuda aos órfãos de conflitos como Bósnia, Kosovo e Iraque.
Em 2004, o departamento de Segurança Interna dos EUA impediu a entrada dele no país, após incluí-lo na lista de vigilância por atividades provavelmente relacionadas ao terrorismo.
Em Março de 2005 ele lançou “Indian Ocean”, sobre o tsunami de 2004 no Oceano Índico, que em 26 de Dezembro de 2004 atingiu vários países, com o objetivo de ajudar os órfãos de Banda Aceh, na Indonésia, uma das áreas mais afetadas pelo tsunami.
Em 2006, anunciou a sua volta à música pop, com o disco An Other Cup, a ser lançado em 28 de novembro, coincindindo com o 40º aniversário de lançamento do seu primeiro álbum.

domingo, 7 de novembro de 2010

Recomendo: Malcolm X , Um Filme, Uma História, Uma Luta...


Malcolm Little passou para a história como um dos grandes líderes dos negros norte-americanos com o nome de Malcolm X. Sua infância e adolescência foram marcadas pela violência característica dos guetos pobres norte-americanos. Quando tinha apenas seis anos e brincava pelas ruas de Omaha, o seu pai, Earl Little, foi assassinado.

Após sofrer brutal espancamento, Earl teve o seu corpo atirado em uma linha de trem. A mãe de Malcolm, por sua vez, estava em tratamento num hospital psiquiátrico, de modo que ele e seus sete irmãos foram parar em orfanatos. Pouco tempo mais tarde, com uma irmã mais velha, foi morar em Boston. Depois, mudou-se para o Harlem, bairro de maioria negra em Nova York.

Na adolescência, Malcolm trabalhou como engraxate. Escapou do serviço militar fingindo-se de "louco". Na mesma época, começou a praticar pequenos furtos no Harlem e envolveu-se com o tráfico de maconha. Com mais três amigos, todos muito pobres, passou a assaltar residências, até que acabou sendo preso, em 1946.

Na prisão ocorreu a grande transformação na vida de Malcolm X. Passou a estudar o islamismo, convertendo-se aos ensinamentos de Elijah Muhammed, líder da "Nação do Islã", organização que congregava os negros muçulmanos dos Estados Unidos. Ao sair da cadeia, em 1952, Malcolm X transformou-se em um dos mais carismáticos líderes negros de seu país.

Enquanto Martin Luther King apostava na resistência pacífica como arma para enfrentar o racismo e a segregação, Malcolm X defendia a separação das raças, a independência econômica e a criação de um Estado autônomo para os negros. Ao lado de Elijah Muhammed, viajou pelos principais Estados norte-americanos para pregar as suas idéias e defender a libertação dos negros.

O projeto não foi à frente, mas deu ainda mais fama ao ativista. Em 1964, já casado, fundou a organização "Muslim Mosque Inc." e, mais tarde, a "Afro-American Unity". Um ano antes, após uma viagem para Meca, cidade sagrada dos muçulmanos, mudou o seu nome para Al Hajj Malik Al-Habazz. A partir daí, passou a defender uma posição conciliatória em relação aos brancos, fato que o deixou isolado, sobretudo quanto ao islamismo afro-americano.

No dia 21 de fevereiro de 1965, quando discursava no Harlem, Malcolm X foi assassinado com 13 tiros, ao lado de sua mulher Betty, que estava grávida, e de suas quatro filhas. A polícia não encontrou provas, mas suspeitou da participação da "Nação do Islã" no crime.

As idéias de Malcolm X foram muito divulgadas principalmente nos anos 70, por movimentos negros como o "Black Power" e "Panteras Negras". A vida do ativista norte-americano também se transformou em documentários e filmes, sendo "Malcolm X", dirigido por Spike Lee, em 1992, o mais famoso.