Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você

Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você
Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você faz uma viagem por mundos desconhecidos, mundos a serem descobertos.Este blog tem como objetivo a troca de informação literaria, a troca de conhecimento sobre livros. O blog tem em sua maxima, indicar e receber em suas paginas indicações de livros. Formando assim um forum literario de debate e incentivo a leitura. De sua sugestão, sua indicação...vamos fazer da leitura um prazer em nosso cotidiano.

domingo, 21 de março de 2010


Terminei de ler o livro, Sobre o Islã, de Ali Kamel...um livro muito bem escrito, bem didadico no que se diz respeito a explanar as afinidades entre as religiões monoteista. Judaismo, cristianismo, e islamismo. Três religiões que tem em comum, não só seu patriarca maior, Abraão, mas outros pontos que unem estas três visões de fé e mundo. Ali Kamel, parte dos pontos em comum desde a criação do mundo, de Adão e Eva, até a ocupação do Iraque pelas tropas Americanas. Ali, ao buscar os pontos em comum ele quebra o paradigma de se achar o que mais se separa, e passa a procurar os pontos em comum a três fé milenares. Um livro atual para quem busca conhecimento sobre o Islã e sua conexão com o mundo atual. Uma boa leitura.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Mario o eterno


Ah! Essas Precauções...

Para desespero de seus parentes, o velho rei Mitridates, como todo mundo sabe, conseguiu tornar-se imune a todos os venenos... até que um bom tijolaço na cabeça liquidou o assunto.

Mário Quintana

...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

Mário Quintana

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A luta cultural Palestina.



Nasser vejo a ocupação colonial Israelense de uma forma diferente, pois ela afeta o lado cultural de toda uma geração.Uma ocupação colonial não é apenas uma ocupação militar. Ela precisa tentar impedir a sobrevivência da cultura, da memória do povo ocupado. Mais ainda se trata da ocupação de um povo com uma das mais antigas histórias e mais ricas culturas.

Como era impossível que a Capital da Cultura Árabe pudesse ser Bagdá, pela ocupação das tropas norte-americanas, foi decidido que Jerusalém (que nos chamamos de Al-Quds) fosse a Capital da Cultura Árabe desde 2009. As comemorações tem sido vitimas das mais violentas e odiosas repressões das tropas israelenses de ocupação. Organizar lindas atividades em torno da cultura árabe passaram a ser um imenso desafio para o Comitê Palestino de Organização, por dificuldades de recursos, de convidar pessoas – poetas, músicos, cantores, artistas do mundo árabe e de outras regiões do mundo - para vir a uma região cercada e ocupada, que deveriam realizar-se nas ruas e praças de Jerusalém.

O ato de apresentação do logotipo dos eventos, programada para ser dar no Teatro Nacional de Jerusalém, em abril do ano passado, foi proibida por Israel, declarado ilegal e reprimido brutalmente por forças militares para tentar impedir sua realização. Foram três dos membros do grupo organizador.

Apesar de todas as dificuldades, deu-se inicio às comemorações no dia 21 de março do ano passado, com atividades populares nas ruas de Jerusalém, que terminaram com uma noite de fala em Bethlehem. Israel enviou tropas contra crianças que carregavam balões com as cores da bandeira palestina – vermelhas, brancas, verdes e pretas. As tropas de ocupação atacaram os jovens que iam realizar danças tradicionais palestinas, com suas roupas típicas, produzindo cenas de pânico e desespero.

Como reação, todas as escolas, universidades, centros culturais, prefeituras de dentro ou de fora da Palestina, decidiram assumir a celebração organizando atividades sobre a bandeira e o logotipo de Jerusalém Capital da Cultura Árabe. Centenas de eventos aconteceram em muitos países como mostra de solidariedade e de protesto contra a repressão israelense. Fica claro, cada vez mais, que não se trata da ocupação e da ação militar contra “forças terroristas”, como alegam os ocupantes, mas contra a resistência da cultura palestina.

Os palestinos adotaram o lema: “Jerusalém nos une e não deve dividir-nos”, reforçando a necessidade de união de todos os palestinos para derrotar a ocupação e pela conquista do direito de um Estado palestino, reconhecido pelas Nações Unidas, mas impedida pelos EUA e por Israel.

“Uma vez liberada, Jerusalém não será apenas a inquestionável capital da cultura árabe, mas será a cidade da diversidade cultural e religiosa, da tolerância e do respeito pelos outros. Uma cidade aberta para a paz cujos tesouros históricos e religiosos serão desfrutados por todos, do leste e do oeste. O único muro que a cercará será o muro histórico de sua Cidade Velha e suas 12 portas, incluindo a Porta de Ouro, que uma vez aberta, levará todos os povos do bem para o céu.”

As palavras são de Ragiq Husseini, presidente do Conselho Administrativo do Comitê Nacional pela Celebração de Jerusalém como Capital da Cultura Árabe. Estar aqui, chegar a Ramallah revela, com toda força, como este é um território ocupado, cruzado por muros que dividem aos próprios palestinos, povoado de tropas e de carros militares, submetendo a este heróico povo à ocupação, à opressão, à humilhação, na mais grave situação de violação dos direitos humanos – políticos, sociais, econômicos, culturais – no mundo de hoje.

Ricardo Ahmad

A lenda do judeu errante


Sinopse

Há quase dois mil anos, na província romana da Judeia, vivia Aasvero, o sapateiro de Jerusalém e porteiro de Pôncio Pilatos. Trinta anos antes, tivera uma paixão correspondida por Míriam de Magdala (Maria Madalena), mas que acabara violentamente. Agora, ela está de volta e pede-lhe para interceder, perante o procurador da Judeia, Pôncio Pilatos, pela sua nova paixão...um tal de Jesus da Nazaré. No caminho do Calvário, Aasvero recusa água a Jesus, dizendo-lhe: "Caminha! Continua a caminhar!" Jesus responde-lhe: "Eu caminho porque tenho de morrer. Tu, até ao meu regresso, caminharás sem morrer." E assim começa a história do Judeu Errante, condenado a caminhar até ao dia do Juízo Final, atravessando milénios, como comerciante, sapateiro, soldado, marinheiro, desvendando os mistérios da História (como o desembarque de Maria Madalena em França, na Provença, ou de José de Arimateia nas Ilhas Britânicas, abordado em "O Código de Da Vinci" e expiando, pelos seus, antigas invejas e ódios religiosos. O mistério de Jesus que "O Código da Vinci" não revela.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Acabei de ler...este livro é muito bom!!


O Livro Tibetano do Viver e do Morrer aproxima a sabedoria milenar do Tibete à moderna pesquisa sobre a morte e a natureza do universo. Com muita competência, o mestre de meditação budista e conferencista internacional Sogyal Rinpoche torna acessível a majestosa visão da vida e da morte que permeia o clássico Livro Tibetano dos Mortos.

Sogyal Rinpoche apresenta práticas simples, mas poderosas, oriundas da tradição tibetana, que qualquer um pode realizar para transformar sua vida e preparar-se para a morte. Destaca a esperança que há na morte: indo além da negação e do medo, podemos descobrir aquilo que há em nós de imutável, e que nos faz sobreviver ao fim.

Até quando Palestina???



يُرِيدُونَ أَن يطفئوا نُورَ اللّهِ بِأَفْوَاهِهِمْ وَيَأْبَى اللّهُ إِلاَّ أَن يُتِمَّ نُورَهُ وَلَوْ كَرِهَ الْكَافِرُونَ

"Desejam em vão extinguir a Luz de Deus com as suas bocas; porém, Deus nada permitirá, e aperfeiçoará a Sua Luz, ainda que isso desgoste os incrédulos!"

No Oriente Médio, uma amizade feita de dor e cura
Por ETHAN BRONNER


JERUSALÉM - Ele pode ser impulsivo. Ela pode ser mandona. Vizinhos de porta há quase um ano, eles conversam, assistem televisão e exploram o mundo juntos, entrando um na casa do outro sem cerimônia. Ela gosta da berinjela feita pela mãe dele. Ele gosta do arroz com cordeiro do pai dela.
A amizade muitas vezes começa com a proximidade, mas Orel e Marya, ambos de oito anos, foram reunidos de uma maneira muito incomum. Seu quintal é um corredor de hospital. Ele é um judeu israelense que foi gravemente ferido por um foguete do Hamas. Ela é uma muçulmana palestina de Gaza paralisada por um míssil israelense. Alguém esqueceu de lhes dizer que são inimigos.
"Ele é um menino mau", Marya gosta de dizer sobre Orel, com um sorriso carinhoso. Quando Orel chegou ali, há um ano, não conseguia escutar, ver, falar ou andar. Hoje ele faz tudo isso com hesitação. A metade de seu cérebro foi destruída. Os médicos, que eram pessimistas sobre sua sobrevivência, hoje se surpreendem com seu progresso.
A coluna vertebral de Marya se partiu no pescoço, e ela só consegue mover a cabeça. Inteligente, risonha e cheia de vontade, movimenta sua cadeira de rodas apertando um botão com o queixo.
De certa maneira, a amizade entre duas crianças feridas de ambientes opostos não é tão surpreendente. Nenhuma delas compreende a antiga luta sobre a terra e a identidade que divide as pessoas ali. Elas são crianças. Elas brincam.
Mas, para aqueles que passaram algum tempo em sua presença no Hospital Alyn, em Jerusalém, é quase mais poderoso observar seus pais, que compreendem tudo isso. Eles desenvolveram uma amizade que desafia a rixa nacional. "Os ferimentos de nossos filhos, sua dor, a nossa dor, nos uniram", comentou Angela Elizarov, a mãe de Orel, sentada em uma cama no quarto que divide com o filho.
Ao lado está Marya, com seu irmão de seis anos, Momen, e seu pai, Hamdi Aman. "Importa o fato de ele ser de Gaza, e eu, de Beersheba, de ele ser árabe, e eu, judia? Isso não significa nada para mim."
Foi na segunda semana da ofensiva de Israel em Gaza, há um ano, que Orel foi ferido. Após passar dias em um abrigo, sua mãe o levou no carro. Enquanto dirigiam por Beersheba, uma sirene tocou avisando sobre a aproximação de um foguete.
Ela empurrou Orel para o chão e deitou-se sobre ele para protegê-lo. Quando ouviu a explosão à distância, levantou-se aliviada. Um segundo foguete explodiu, e ela viu que a cabeça de seu filho sangrava muito.
Angela, que é enfermeira cirúrgica, chamou um motorista que passava, que os levou para o hospital onde ela trabalha. "Vi o cérebro dele saindo. Tudo ao meu redor estava queimando, e eu não sofri um arranhão", ela disse. "Quando cheguei ao pronto-socorro, disse para o médico: 'Você não pode me enganar. Sei que ele não tem chance de sobrevivência'. O médico olhou para o outro lado. Mas, depois de seis operações, ele está realmente fazendo algum progresso."
Seu marido, Avrel, que trabalha com crianças, passa a maior parte da semana em casa com sua filha de 18 meses, mas vem visitá-los com frequência.
Seu vizinho no hospital, Aman, 32, é um operário da construção em Gaza, que não apenas cuida de seus dois filhos como ajuda a lidar com Orel. Ele é considerado uma inspiração para funcionários, voluntários e outros pais.
Isso é em parte porque a dor de sua história é difícil de avaliar. Três anos atrás, Aman e seu tio haviam comprado um carro e, tendo pago por ele duas horas antes, o levaram à estrada. Com eles estava a mulher de Aman, seus três filhos e a mãe dele.
Pairando no alto, um caça israelense em uma missão de assassinato buscava seu alvo, um líder militante chamado Ahmad Dahduh. Dois mísseis foram disparados contra o carro de Dahduh justamente quando passava pelo de Aman, matando o filho mais velho de Aman, sua mulher e sua mãe. Marya foi atirada para fora do carro.
Ele e seus filhos estão no Hospital Alyn, especializado em jovens com incapacidades físicas graves, quase todo o tempo desde então. Mas Aman não tem status oficial em Israel e também está criando um filho saudável em um quarto de hospital. Ele quer a residência em Israel ou uma passagem para um país ocidental onde seus filhos fiquem em segurança e Marya receba o tratamento de que precisa.
"Eu nunca achei que houvesse uma diferença entre as pessoas -judeus, muçulmanos, cristãos-, somos todos seres humanos", ele diz. "Trabalhei em Israel durante anos, e meu pai também. Sabemos que não importa o que você é, mas quem você é. E foi isso que ensinei aos meus filhos."

(Transcrito da Folha de S.Paulo/The New York Times, de 11.1.2010).

Terço islamico como rezar!


O Profeta Muhammad disse(para o Imam Ali(K) e para sua filha Fatima(R):

"As palavras que o anjo Gabriel me ensinou, que vocês devem dizer "Subhana Allah" (Glorificado seja Deus) dez vezes depois de cada oração, e dez vezes "Alhamdu lil-lah" (Louvado seja Deus) e dez vezes "Allah Akbar" (Deus é o maior). E que quando vocês forem para a cama devem dizer trinta e três vezes cada uma."

Alguns anos mais tarde, Ali costumava dizer: "Desde que o Mensageiro de Deus nos ensinou aquelas palavras, nunca deixei de dizê-las uma única vez."



Relatou abu-Huraira(R) que o Mensageiro de Deus disse:

"Duas palavras são de uma suavidade para a língua, de grande peso na balança, e muito queridas para O Clemente:

Subhana Allah(Quão Perfeito é Allah), Alhamdu Lil-lah(louvor Lhe pertence), Subhana Allah Al-`Azim(quão perfeito é Allah, O Poderosíssimo)." (Bukhari e Muslim)



Relatou Saad(R) que nós estavamos com o Mensageiro de Allah que disse:

"Há algum de vocês incapaz de ganhar todos os dias mil benefícios? Então perguntou um dos que se encontravam sentados: Como algum de nós pode ganhar mil benefícios? Ele disse: Clamando perfeição de Allah(Subhana Allah) cem vezes, então, lhe é escrito mil recompensas ou lhe são apagados mil de seus erros." (Muslim)



Relatou abu-Huraira(R) que o Mensageiro de Allah disse:

"Se eu disser: Subhana Allah, Alhamdu Lil-lah, la Ilaha Il-la Allah, Allah Akbar (Quão perfeito é Allah, louvado seja Allah, não há divindade real a não ser Allah, Allah é o Maior), é mais preferível a mim, do que todas as coisas sobre quais o sol nasce." (Muslim)



As Mais queridas palavras para Deus são quatro:

Subhana Allah, Alhamdu Lil-lah, La Ilaha Il-la Allah, Allah Akbar(Quão perfeito é Allah, não há divindade real a não ser Allah, Louvado seja Allah, Allah é o Maior), não haverá problema com qual delas começar. (Muslim)

Vale a pena conhecer...Amo esta cidade


Ouro Preto nasceu sob o nome de Vila Rica, como resultado da épica aventura da colonização do interior brasileiro, que ocorreu no final do século XVII. Em 1698, saindo de Taubaté, São Paulo, a bandeira chefiada por Antônio Dias descortina o Itacolomi do alto da Serra do Ouro Preto, onde implanta a capela de São João. Ali, tem início o povoamento intenso do Vale do Tripui que, trinta anos depois, já possuía perto de 40 mil pessoas em mineração desordenada e sob a louca corrida pelo ouro de aluvião.

Em 1711, dá-se o conflito emboaba, luta pela conquista de terras entre paulistas, portugueses e baianos. O Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida, luta para implantar em Vila Rica a cobrança do quinto, devido à Coroa e assumir o comando do território, fazendo de Felipe dos Santos sua primeira vítima, em 1720.

Vila Rica cresce e exaure-se o ouro, mas cria uma civilização ímpar, com esplendor nas artes, nas letras e na política.

A Inconfidência Mineira é o apogeu do pensamento político e faz mártires entre padres, militares, poetas e servidores públicos, liderados por Tiradentes.

Com a Independência, recebe o nome de Ouro Preto e torna-se a capital de Minas até 1897. É instituída Patrimônio da Memória Nacional a partir de 1933 e tombada pelo IPHAN em 1938. Em 1980 é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO.

O surgimento e apogeu da arte colonial em Minas Gerais - barroco mineiro - é um fenômeno inteiramente ligado à exploração do ouro, acontecido no século XVIII, que veio criar uma cultura dotada de características peculiares e uma singular visão do mundo.

A medida que se expandia a atividade mineradora, o barroco explodia na riqueza de suas formas, na pompa e no fausto de suas solenidades religiosas e festas públicas, vindo marcar, de maneira definitiva, a sociedade que se constituiu na região.

Ouro Preto - hoje Patrimônio Histórico Mundial - representa inquestionavelmente a síntese da arte colonial mineira, não apenas pela expressão de sua história mas pelas excepcionalidade do acervo cultural que preservou.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Pernilongo...que coisa!!


Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente indiferença,aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci.
Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama, te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo.
Só assim, livrar-me-ei de ti, pernilongo Filho da Puta!!!!

Carlos Drummond de Andrade

Voce o escultor da sua vida!!


Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.

Charles Chaplin

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Você é mais ou é menos...


A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...

TUDO BEM!

O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

Chico Xavier

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Einstein o Cara!!


Em fevereiro de 1923, o físico Albert Einstein, já mundialmente famoso, fez uma visita a Jerusalém. E registrou sua observação das pessoas rezando no Muro das Lamentações: "Desci até o muro do templo, onde os obtusos patrícios ficam rezando alto, com o rosto voltado para o muro, balançando o corpo para frente e para trás. Imagem miserável de uma gente com passado e sem presente".

Esta breve anotação de viagem é característica da relação de Einstein com a religião. Por um lado, ele reclama da obtusidade dos crentes; por outro, considera-os "patrícios". O cientista nascido em Ulm, no extremo sul da Alemanha, em 1879, era judeu e, mais ou menos desde 1918, sionista.

Com 17 anos, no entanto, ele já tinha se excluído da comunidade religiosa judaica e jamais voltaria a seguir qualquer confissão. Não visitava serviços religiosos e não rezava. Mesmo assim, Einstein tinha fé. Em agosto de 1932, escreveu um breve texto intitulado "Minha Profissão de Fé" e logo em seguida gravou-o em disco para a Liga Alemã dos Direitos Humanos.

A linguagem de Deus é a matemática

"Fazer parte das pessoas que podem dedicar sua valiosa força de observação e investigação a coisas objetivas e desvinculadas do tempo é uma graça especial. Como sou feliz e grato por usufruir desta graça que nos torna independentes do destino pessoal e do comportamento dos demais! Mas esta independência não deve nos cegar, no entanto, a ponto de ignorarmos os deveres que continuam nos vinculando à humanidade de antes, de agora e de depois", observa Einstein.

E prossegue: "Nossa situação no mundo parece estranha. Cada um de nós aparece para uma breve visita, involuntariamente e sem ser convidado, sem saber por quê e para quê. Na vida diária, só sentimos que o ser humano existe por causa dos outros, daqueles que amamos e de inúmeros outros companheiros de destino".

A origem da religião para Einstein é o medo. Medo de fome, doença e morte. É preciso apaziguar o Deus ou os deuses, a fim de escapar da desgraça. Em um nível mais elevado, a fé surge de sentimentos sociais. Neste caso, religião é como uma superestrutura moral que regula a vida da comunidade. Para Einstein, a religião moral é a religião dos povos com tradição cultural. Mas ele ainda distingue uma terceira forma de vivência religiosa: a religiosidade cósmica.

A religiosidade cósmica seria apenas para "indivíduos especialmente ricos e comunidades especialmente nobres". O conceito cósmico de Deus não se prende mais a imagens pessoais, de modo que não requer nem Igreja, nem dogmas, nem orações. Neste caso, Deus é um princípio. Sua linguagem é a matemática. Venerá-lo significa fazer ciência

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Muito especial


" Quando o poeta italiano DANTE escreveu a A divina comédia, ele disse :
No dia em que um homem permitir que o verdadeiro amor apareça, as coisas que estão bem estruturadas se transformarão em confusão, e irão balancar tudo aquilo que é certo, que é verdade.......
O mundo será verdadeiro quando o homem souber amar......até lá, viveremos achando que conhecemos o amor, mas sem coragem de enfrenta-lo tal como é.

" O amor é uma força selvagem. Quando tentamos controlá-lo, ele nos destrói.Quando tentamos aprisioná-lo, ele nos escraviza. quando tentamos entende-lo ele nos deixa perdidos e confusos.

" Esta força está na terra para nos dar alegria, para aproximar DEUS e do nosso proximo: e mesmo assim, da maneira que amamos hoje, temos uma hora de angustia para cada minuto de paz."

O guerreiro da luz


Cada golpe de sua espada traz consigo séculos de sabedoria e meditação. Cada golpe precisa ter a força, a habilidade de todos os guerreiros do passado, que ainda hoje continuam abençoando a luta. Cada movimento no combate honra os movimentos que as gerações anteriores procuraram transmitir através da Tradição.

O guerreiro desenvolve a beleza de seus golpes. Embora se comporte como uma criança.

As pessoas ficam chocadas, porque esqueceram que uma criança precisa divertir-se, brincar, ser um pouco irreverente, fazer perguntas inconvenientes e imaturas, dizer tolices.

E perguntam, horrorizadas: "É isso o caminho espiritual? Ele não tem maturidade!”

O guerreiro se orgulha com este comentário. E mantêm-se em contacto com Deus, através de sua inocência e alegria. Age assim, porque no começo de sua luta, afirmou para si mesmo:

“Eu tenho sonhos”.

Depois de alguns anos, percebe que é possível chegar onde quer. Ele sabe que vai ser recompensado.

Neste momento, a grande alegria que animava seu coração, desaparece. Porque enquanto caminhava, conheceu a infelicidade alheia, a solidão, as frustrações que acompanham grande parte da humanidade. O guerreiro da luz então acha que não merece o que está para receber.

Quando aprende a manejar sua espada, descobre que seu equipamento precisa ser completo - e isto inclui uma armadura.

Ele sai em busca da sua armadura, e escuta a proposta de vários vendedores.

"Use a couraça da solidão", diz um.

"Use o escudo do cinismo", responde outro.

"A melhor armadura é não se envolver em nada", afirma um terceiro.

O guerreiro, porém, não dá ouvidos. Com serenidade, vai até seu lugar sagrado e veste o manto indestrutível da fé.

A fé apara todos os golpes. A fé transforma o veneno em água cristalina.

O seu anjo sussurra: “entrega tudo". O guerreiro ajoelha-se, e oferece a Deus as suas conquistas.

A Entrega obriga o guerreiro a parar de fazer perguntas tolas, e o ajuda a vencer a culpa.

E se, ainda assim, achar que sua recompensa é imerecida, um guerreiro da luz sempre tem uma segunda chance na vida.

Como todos os outros homens e mulheres, ele não nasceu sabendo manejar sua espada. Errou muitas vezes antes de descobrir sua Lenda Pessoal.

Nenhum homem ou mulher pode sentar-se em torno da fogueira, e dizer aos outros: "sempre agi certo." Quem afirma isto está mentindo, e ainda não aprendeu a conhecer a si mesmo. O verdadeiro guerreiro da luz já cometeu injustiças no passado.

Mas, no decorrer da jornada, percebe que as pessoas com quem agiu errado sempre tornam a cruzar com ele.

Por isso, o guerreiro da luz tem a impressão de viver duas vidas ao mesmo tempo.Em uma delas, é obrigado a fazer tudo que não quer, lutar por idéias nas quais não acredita. Mas existe uma outra vida, e ele a descobre em seus sonhos, leituras, encontros com gente que pensa como ele.

O guerreiro vai permitindo que suas duas vidas se aproximem.

"Há uma ponte que liga o que eu faço com o que eu gostaria de fazer", pensa. Aos poucos, os seus sonhos vão tomando conta da sua rotina, até que ele percebe que está pronto para o que sempre quis.

Então, basta um pouco de ousadia - e as duas vidas se transformam numa só.

É sua chance de corrigir o mal que causou. Ele a utiliza sempre, sem hesitar.


Paulo Coelho

O Sufismo na história do homem- Parte 4


Na foto ao lado os Sufistas rodopiantes: O sufismo pode ser dividido historicamente nos períodos antigo, clássico, medieval e moderno. Um dos fatos marcantes do período clássico foi à crucificação de Husayn ibn Mansur al-Hallaj, acusado de heresia, em 922, após declarar "Eu sou a verdade".

Foi na época medieval, entretanto, que os sufistas aprenderam a disfarçar em poesias complexas qualquer afirmação que pudesse ser considerada um desafio à crença do "Deus Único". Assim, só mesmo os esclarecidos podiam decifrá-las.

Durante a Idade Média, Abu Hamid al-Ghazzali (1059-1111) afastou-se da vida mundana para empreender uma busca por Deus. Seus escritos ajudaram a combinar os aspectos heréticos do sufismo com o islamismo ortodoxo. Em números, os sufistas atingiram o auge na era moderna, entre 1550 e 1800. Hoje o sufismo é, muitas vezes, praticado em segredo nos países muçulmanos, enquanto na Índia e em muitos países do ocidente ele comanda um fiel grupo de seguidores.

No que se refere as influências do sufismo-Islâmico no mundo, pode-se perceber que o Sufismo-Islamita influenciou fortemente a maçonaria, pois a essência maçônica tem muito da prática mística do Islamismo.

A maçonaria é uma Instituição Escolar Iniciática, Filosófica e Científica, que transmite o conhecimento da essência das ciências e de si mesmo, e trabalha redirecionando este conhecimento, para a melhoria de vida da humanidade e a preservação do ecossistema.

Sufismo - Parte 3

Conhecido por muitos como o misticismo do Islã, o sufismo é uma filosofia de autoconhecimento e contato com o divino através de certas práticas as quais nem sempre seguem um padrão fixo e frequentemente parecem incomprensíveis a um observador que esteja fora do contexto de trabalho. Estas práticas devem ser aplicadas por um professor. Os sufis acreditam que Deus é amoroso e o contato com ele pode ser alcançado pelos homens através de uma união mística, independente da religião praticada. Por este conceito de Deus, foram, muitas vezes, acusados de blasfêmia e perseguidos pelos próprios muçulmanos esotéricos, pois contrariavam a idéia convencional de Deus.

Hallaj (séc. X), um dos grandes representantes do sufismo, foi executado, pois ensinou, em estado de êxtase, que Deus e ele eram um; que havia atingido a identidade suprema. Como o ideal do sufismo era ascético, acreditavam que Jesus era tão importante quanto Maomé, que o Alcorão era tão essencial quanto a Bíblia ou a Torá. Quase um século e meio depois, Ghazali, um dos maiores pensadores do mundo e seguidor sufi, disseminava a idéia de que a verdade mística não pode ser aprendida, mas sim experimentada por meio do êxtase.

Para os sufis a origem histórica da sua religiosidade pode ser encontrada nas práticas meditativas do profeta Maomé. Este tinha por hábito refugiar-se nas cavernas das montanhas de Meca onde se dedicava à meditação e ao jejum. Foi durante um desses retiros que Maomé recebeu a visita do anjo Gabriel, que lhe comunicou a primeira revelação de Deus.

Encontramos seguidores desta corrente em todos os segmentos sociais: camponeses, donas-de-casa, advogados, comerciantes, professores. Sua filosofia básica é: "Estar no mundo, mas não ser dele", livre da ambição, da cobiça, do orgulho intelectual, da cega obediência ao costume ou do respeitoso amor às pessoas de posição mais elevada.

Etimologia - Sufi- Parte 2

Para alguns autores, a palavra é oriunda de suf que significa "lã" em árabe. Aparentemente, seus primeiros praticantes tinham por hábito vestir-se com lã, como forma de demonstrar a sua simplicidade, sendo provavelmente influenciados pelos ascetas cristãos da Síria e da Palestina. A lã possuía também uma conotação espiritual nos tempos pré-islâmicos.

Para outros autores a origem deve ser procurada na palavra árabe safa, que significa "pureza".

Seja como for, estas palavras têm origem no egípcio antigo, onde as palavras SOF, SEF, SAF, SUF E SIF todas tem como significado PUREZA. Portanto, a palavra SUFI é de origem substancialmente egípcia, mas isto não quer dizer que o Sufismo seja egípcio,pois, o sufismo é atemporal, embora tenha conexões profundas com a sabedoria do Egito Antigo; a forma como o conhecemos hoje foi dada pela revelação recebida pelo Profeta Mohammad, e estruturado no século XI de nossa era. Sabemos que existem vários santos sufis muito anteriores a esta data, entretanto foi a partir do século XI que as escolas sufis começaram a se organizar.

Interssado no Sufismo- A mistica -Parte 1


Nas proximas postagens vou abordar a questão do Sufismo e sua pratica. O Sufismo pode trazer grande beneficios para seus praticantes, uma vez que o Sufismo tem como pratica a meditação e sua aproximação a Deus de uma maneira meditativa e direta.

Os interessados em conhecer melhor estas praticas podem entrar em contato comigo através bo blog...será um prazer esclarecer esta pratica milenar.

O sufismo (árabe: تصوف, tasawwuf; persa:صوفی‌گری Sufi gari) é a corrente mística e contemplativa do Islão. Os praticantes do sufismo, conhecidos como sufis ou sufistas, procuram uma relação directa com Deus através de cânticos, música e danças.

O termo sufismo é utilizado para descrever um vasto grupo de correntes e práticas. As ordens sufis (Tariqas) podem estar associadas ao islão sunita, islão xiita ou uma combinação de várias correntes. O pensamento sufi nasceu no Médio Oriente no século VIII, mas encontra-se hoje por todo o mundo. Na Indonésia, actualmente a nação com maior número de muçulmanos, o islão foi introduzido através das ordens sufis.

De acordo com as grandes escolas de jurisprudência islâmica, o sufismo é considerado como um movimento herético, tendo sido, por isso, perseguido inumeras vezes ao longo da história.

Melhor que o livro o Simbolo Pedido - Dan Brown


Numa altura em que tanto se publica ao desbarato livros sobre teorias da conspiração, porque não fazer uma viagem no tempo e desfrutar de um livro que as aborda de uma forma diferente? Para além de ter sido um dos primeiros livros a abordar o assunto, fá-lo de uma forma completamente inovadora e ainda hoje irrepetível. Umberto Eco transporta-nos para Itália, onde três amigos que trabalham numa editora muito habituada a publicar livros disparatados sobre teorias da conspiração acerca dos templários, decidem criar a sua própria teoria, apenas e criteriosamente baseada em factos e em conexões entre estes a que eles chamam “O Plano”. Tudo correria bem se a teoria não fosse demasiado credível e extremamente inovadora, começando a convencer todos os esotéricos que com ela se cruzam como também a certa altura alguns dos seus criadores. Incrivelmente bem escrito, é um livro altamente aconselhável a quem, pelo menos, se sente curioso acerca do tema. Além de que Eco nos põe em contacto com um universo bastante vasto de citações retiradas dos mais variados livros religiosos e esotéricos. Por vezes uma sátira, noutras, uma aventura que nos põe a pensar, no caso de isso ainda não ter acontecido, sobre o poder que existe no consciente (e provavelmente inconsciente) colectivo. “A teoria social da conspiração…é uma consequência da falta de referência a Deus, e da consequente pergunta: “Quem está no seu lugar?” (Numa altura em que tanto se publica ao desbarato livros sobre teorias da conspiração, porque não fazer uma viagem no tempo e desfrutar de um livro que as aborda de uma forma diferente? Para além de ter sido um dos primeiros livros a abordar o assunto, fá-lo de uma forma completamente inovadora e ainda hoje irrepetível. Umberto Eco transporta-nos para Itália, onde três amigos que trabalham numa editora muito habituada a publicar livros disparatados sobre teorias da conspiração acerca dos templários, decidem criar a sua própria teoria, apenas e criteriosamente baseada em factos e em conexões entre estes a que eles chamam “O Plano”. Tudo correria bem se a teoria não fosse demasiado credível e extremamente inovadora, começando a convencer todos os esotéricos que com ela se cruzam como também a certa altura alguns dos seus criadores. Incrivelmente bem escrito, é um livro altamente aconselhável a quem, pelo menos, se sente curioso acerca do tema. Além de que Eco nos põe em contacto com um universo bastante vasto de citações retiradas dos mais variados livros religiosos e esotéricos. Por vezes uma sátira, noutras, uma aventura que nos põe a pensar, no caso de isso ainda não ter acontecido, sobre o poder que existe no consciente (e provavelmente inconsciente) colectivo. “A teoria social da conspiração…é uma consequência da falta de referência a Deus, e da consequente pergunta: “Quem está no seu lugar?”


Kopper

Química é vida


Quando uma folha de árvore é exposta à luz do sol e é iniciado o processo da fotossíntese, o que está ocorrendo é química. Quando o nosso cérebro processa milhões de informações para comandar nossos movimentos, nossas emoções ou nossas ações, o que está ocorrendo é química.

A química está presente em todos os seres vivos. O corpo humano, por exemplo, é uma grande usina química. Reações químicas ocorrem a cada segundo para que o ser humano possa continuar vivo. Quando não há mais química, não há mais vida.

Há muitos séculos, o homem começou a estudar os fenômenos químicos. Os alquimistas podiam estar buscando a transmutação de metais. Outros buscavam o elixir da longa vida. Mas o fato é que, ao misturarem extratos de plantas e substâncias retiradas de animais, nossos primeiros químicos também já estavam procurando encontrar poções que curassem doenças ou pelo menos aliviassem as dores dos pobres mortais. Com seus experimentos, eles davam início a uma ciência que amplia constantemente os horizontes do homem. Com o tempo, foram sendo descobertos novos produtos, novas aplicações, novas substâncias. O homem foi aprendendo a sintetizar elementos presentes na natureza, a desenvolver novas moléculas, a modificar a composição de materiais. A química foi se tornando mais e mais importante até ter uma presença tão grande em nosso dia-a-dia, que nós nem nos damos mais conta do que é ou não é química.

O que sabemos, no entanto, é que, sem a química, a civilização não teria atingido o atual estágio científico e tecnológico que permite ao homem sondar as fronteiras do universo, deslocar-se à velocidade do som, produzir alimentos em pleno deserto, tornar potável a água do mar, desenvolver medicamentos para doenças antes consideradas incuráveis e multiplicar bens e produtos cujo acesso era restrito a poucos privilegiados. Tudo isso porque QUÍMICA É VIDA.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Voce tem uma mente aberta?


Por Ricardo Ahmad

يُرِيدُونَ أَن يطفئوا نُورَ اللّهِ بِأَفْوَاهِهِمْ وَيَأْبَى اللّهُ إِلاَّ أَن يُتِمَّ نُورَهُ وَلَوْ كَرِهَ الْكَافِرُونَ

"Desejam em vão extinguir a Luz de Deus com as suas bocas; porém, Deus nada permitirá, e aperfeiçoará a Sua Luz, ainda que isso desgoste os incrédulos!"


Entre os muitos livros religiosos existentes há um que é pouco compreendido, estou falando do Alcorão, um livro que tem máxima importância no mundo muçulmano. Muitas pessoas têm um ponto de vista altamente critico em relação a este livro, que é lido por mais de um bilhão de pessoas em todo mundo. Muitos dizem que ele fomenta a guerra, a discórdia, a intolerância... Que é um livro patriarcal e totalmente machista. Porém muitas pessoas nunca tiveram a oportunidade de folhar suas paginas para certificar se isto que dizem é realmente verdade ou não. Uma pena! Pois vivemos dentro de uma sociedade que pouco faz para ter uma opinião pro pia, justa. Outro dia conversando com um amigo, ele mencionou o Alcorão como um livro de "ideologia sanguinária, bestial, um compendio perigoso na mão de fundamentalistas perigosos e doentes" Perguntei a ele como ele tinha chegado neste parecer, se ele havia lido o Alcorão em sua integra? a resposta foi um não, que sua opinião era formada pela mídia que explanava o assunto de modo bem objetivo. O Alcorão é tão "fundamentalista" quanto a Bíblia, eu diria menos "perigoso" que a Bíblia, que é um livro respeitado pelos muçulmanos. Nossa opinião não deve ser formada pela mídia que tem interesses obscuros, e muitas vezes "bairristas"... temos que ter a nossa pro pia visão de mundo, obter conhecimentos, colher dados, e formar nossa opinião. Por isto recomendo a leitura do Alcorão em português... que leia este livro com amplitude cultural, para entendermos o ponto de vista de outras culturas... pois há sobrevivência neste mundo globalizado, cada vez menor, depende do nosso respeito com nosso próximo, que muitas vezes tem uma visão de vida totalmente diferente da nossa.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Clarice, uma verdade


"Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar. P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar."

Clarice Lispector

sábado, 2 de janeiro de 2010

Brasil- Elas não são Muçulmanas!!


O islã condena de modo duro a violência contra as mulheres. Infelismente no mundo islamico, assim como em qualquer outra sociedade existem covardes não que não respeitam o direto da mulher!!

Na esfera jurídica, violência significa uma espécie de coação, ou forma de constrangimento, posto em prática para vencer a capacidade de resistência de outrem, ou a levar a executá-lo, mesmo contra a sua vontade. É igualmente, ato de força exercido contra as coisas, na intenção de violentá-las, devassá-las, ou delas se apossar.

Existem vários tipos de armas utilizadas na violência contra a mulher, como: a lesão corporal, que é a agressão física, como socos, pontapés, bofetões, entre outros; o estupro ou violência carnal, sendo todo atentado contra o pudor de pessoa de outro sexo, por meio de força física, ou grave ameaça, com a intenção de satisfazer nela desejos lascivos, ou atos de luxúria; ameaça de morte ou qualquer outro mal, feitas por gestos, palavras ou por escrito; abandono material, quando o homem, não reconhece a paternidade, obrigando assim a mulher, entrar com uma ação de investigação de paternidade, para poder receber pensão alimentícia.

Mas nem todos deixam marcas físicas, como as ofensas verbais e morais, que causam dores,que superam, a dor física. Humilhações, torturas, abandono, etc, são considerados pequenos assassinatos diários, difíceis de superar e praticamente impossíveis de prevenir, fazendo com que as mulheres percam a referencia de cidadania.

A violência contra a mulher, não esta restrita a um certo meio, não escolhendo raça, idade ou condição social. A grande diferença é que entre as pessoas de maior poder financeiro, as mulheres, acabam se calando contra a violência recebida por elas, talvez por medo, vergonha ou até mesmo por dependência financeira.

Atualmente existe a Delegacia de Defesa da Mulher, que recebe todas as queixas de violência contra as mulheres, investigando e punindo os agressores. Como em toda a Polícia Civil, o registro das ocorrências, ou seja, a queixa é feita através de um Boletim de Ocorrência, que é um documento essencialmente informativo, todas as informações sobre o ocorrido visam instruir a autoridade policial, qual a tipicidade penal e como proceder nas investigações.

Toda a mulher violentada física ou moralmente, deve ter a coragem para denunciar o agressor, pois agindo assim ela esta se protegendo contra futuras agressões, e serve como exemplo para outras mulheres, pois enquanto houver a ocultação do crime sofrido, não vamos encontrar soluções para o problema.

A população deve exigir do Governo leis severas e firmes, não adianta se iludir achando que esse é um problema sem solução. Uma vez violentada, talvez ela nunca mais volte a ser a mesma de outrora, sua vida estará margeada de medo e vergonha, sem amor próprio, deixando de ser um membro da comunidade, para viver no seu próprio mundo.

A liberdade e a justiça, são um bem que necessita de condições essenciais para que floresça, ninguém vive sozinho. A felicidade de uma pessoa esta em amar e ser amada. Devemos cultivar a vida, denunciando todos os tipos de agressões (violência) sofridas.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Em Gaza!!



Em Gaza há hospitais e há médicos, mas a população palestina morre porque Israel não permite a entrada de medicamentos.

Em Gaza há automóveis, caminhões e ônibus, mas a população palestina precisa se locomover a pé porque Israel não permite a entrada de combustível.

O combustível que abastece Israel vem da Arábia Saudita...

Em Gaza as casas possuem lâmpadas, rádios, computadores e televisores, mas a população palestina vive às escuras porque Israel cortou a energia elétrica.

Em Gaza as torneiras funcionam, mas a população está morrendo de sede porque Israel cortou a água dos palestinos para encher as piscinas dos invasores colonos sionistas.

Os palestinos de Gaza padecem por falta de alimentos porque Israel continua com o bloqueio. E se antes os palestinos de Gaza podiam se alimentar graças às colheitas de azeitonas, agora nem isso, porque os invasores sionistas já não se contentam mais em roubar os campos. Eles invadem as casas, com apoio dos soldados hebreus para recolher o pouco que restou das azeitonas.

Minha dor é grande Hassam...que este ano sua paz seja uma realidade!! Te amo irmão!!!

A foto ao lado foi enviada do campo de refugiados...muita dor e tristeza!!

Aicha...com carinho!!!


Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.


Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

Vivendo e aprendendo, que o ano de 2010 seja uma eterna virtude!


Conhecia Nietzsche das aulas de filosofia. Mas tudo o que aprendemos na escola são rótulos e classificações de pensamento (como se os filósofos pudessem ser etiquetados). Graças à minha falta de memória, felizmente esqueci por completo que Nietzsche foi classificado de niilista; assim, pude ler Assim falou Zarathustra livre de qualquer preconceito. Redescobri Nietzsche graças a um texto de Osho, que o citava para explicar justamente uma coisa que Oráculo me exortou a fazer de agora em diante: viver aqui na Terra, PARA a Terra. Procurei o livro na net e só encontrei uma versão em inglês. Quase tive um Samadhi ao ler o capítulo "Virtude Dadivosa!" O cara é praticamente um dos "patrocinadores" deste blog! Um gênio ácido com um profundo sentimento espiritualista à frente de seu tempo. Ou, como comentei certa vez, um budista enrustido.

Quis compartilhar com os leitores deste blog e procurei uma versão em português, mas qual a minha decepção quando vejo que a tradução desvirtua o texto (e olha que o original é em alemão e deve ter perdido coisas na tradução pro inglês). Já que eu tive de rever todo o texto, aproveitei pra eliminar a linguagem rebuscada que atrapalhava o fluxo da leitura e impede o livre acesso ao fumus bono, o âmago do pensamento filosófico do autor.

Da Virtude Dadivosa (trechos da parte 2):

"Permaneçam fiéis à Terra, meus irmãos, com todo o poder da sua virtude. Devotem seu amor incondicional e seu conhecimento para que tenham um significado aqui na Terra. Assim vos rogo, e a isso vos conjuro. Não deixem vossa virtude bater asas, fugindo das coisas terrestres para ir se chocar contra paredes eternas. Ah, e tem havido sempre tanta virtude extraviada!
Conduzam, assim como eu, a virtude extraviada de volta pra Terra; Sim, restituam-na ao corpo e à vida, para que dê à Terra o seu sentido, um sentido humano. Deixem seu espírito e sua virtude serem devotados a um sentido terrestre, meus irmãos: deixem o valor de tudo ser determinado novamente por vocês! Para isso devem ser lutadores! Para isso devem ser criadores!

Há mil caminhos que nunca foram trilhados; mil fontes de saúde e mil ilhas de vida ainda escondidas. Inesgotável e desconhecido ainda é o ser humano e o mundo do ser humano.

Agora, meus discípulos, vou-me embora sozinho! Partam sozinhos, também! Assim o quero.
Com toda a sinceridade vos dou este conselho: Afastem-se de mim e precavei-vos contra Zaratustra! Melhor ainda: tenham vergonha dele! Talvez ele os tenha ludibriado.

O homem de conhecimento não só deve amar os seus inimigos, mas também odiar os seus amigos. Mal corresponde ao mestre aquele que nunca passa de discípulo. E por que não quereis tomar minha Coroa?
Venerais-me! Mas que aconteceria se sua veneração um dia acabasse? Tome muito cuidado para que uma estátua não te esmague!

Vocês dizem crer em Zaratustra? Mas que importância tem Zaratustra? Sois crentes em mim; mas que importam todos os crentes?! Vocês ainda não procuraram em vocês mesmos: por isso me encontraram. Assim fazem todos os crentes: por isso que toda a crença é de tão pouca importância.

Agora vos ordeno que me percam e encontrem a vocês mesmos; e só quando todos vocês tiverem me negado, retornarei para vós.
Em verdade, meus irmãos, buscarei então as minhas ovelhas desgarradas com outros olhos; vos amarei então com outro amor. E novamente sereis meus amigos e filhos de uma só esperança; então quero estar a vosso lado, pela terceira vez, para festejar com vocês o grande meio-dia."

O que Nietzsche nos exorta a fazer é caminhar com nossas próprias pernas! Sem líderes, sem dogmas, mas com virtude. Sim, esse não é o caminho do egoísmo, é o caminho não só da ação - onde nós somos os senhores do nosso destino - , mas da ação correta, como o budismo, o cristianismo e o judaísmo nos propõem a fazer.

Nietzsche cria um líder religioso que se destrói no final, e isso é o que o budismo deveria ter sido. Afinal, se a doutrina prega o desapego a todas as coisas, é natural que o aluno não se apegue nem mesmo à doutrina. E Buda falava "Não te deves ligar a nenhuma dessas coisas. Esse é o motivo pelo qual comparo minha doutrina a uma jangada. Mesmo essa doutrina precisa ser deixada para trás - e que dizer das falsas doutrinas?"

Isso também me lembra uma das mais fascinantes passagens atribuídas a Jesus, no Evangelho de Tomé, logon 13:
Jesus disse a seus alunos: "Comparai-me com alguém e dizei-me com quem me assemelho".
Simão Pedro disse-lhe: "Tu és semelhante a um anjo justo". Mateus lhe disse: "Tu te assemelhas a um pensador sábio". Tomas lhe disse: "Mestre, minha boca é inteiramente incapaz de dizer com quem te assemelhas".
Jesus disse: "Não sou teu Mestre. Pois bebeste na fonte borbulhante que fiz brotar, tornaste-te ébrio. E, pegando-o, retirou-se e disse-lhe três coisas. Quando Tomas retornou a seus companheiros, eles lhe perguntaram: "O que te disse Jesus"? Tomas respondeu: "Se eu vos disser uma só das coisas que ele me disse, apanhareis pedras e as atirareis em mim, e um fogo brotará das pedras e vos queimará".

Não vos tornem bêbados, viciados em Buda, Jesus, Nietzsche ou quem quer que seja. Entendam agora a música God de John Lennon, em que ele sai negando todas as influências que compunham sua própria personalidade, quando diz "Não acredito em Elvis, não acredito em Jesus, não acredito em Hitler, não acredito em Beatles, só acredito em mim!". É uma belíssima desconstrução de personalidade, o esvaziamento do barco das paixões e dos ódios, como bem disse Buda. Só não esqueçam da virtude (que é justamente... Deus em nós).

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Para pensar!!!


Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos.
Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada.
Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.
Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que e causa em todos os que ficam.
A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada,está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.
Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.
Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é? Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas , mulheres e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo.
Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida...
Perdoe....sempre!!!

Pedro Bial

Para um novo ano!!!


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Esta é um a verdade absoluta.


Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivencia
e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho!
Chega na hora certa, fala as coisas certas,
faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor...
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
que é pra na hora que vocês se encontrarem
a entrega ser muito mais verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.
Essa pessoa vai tirar seu sono.
Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo,
porque a vida não é certa.
Nada aqui é certo!
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,
querendo,conseguindo...
E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra
gente...

Luis Fernando Veríssimo

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A beleza de Mario Quintana


"Bem sabes Tu, Senhor, que o bem melhor é aquele Que não passa, talvez, de um desejo ilusório.Nunca me dê o Céu... quero é sonhar com ele Na inquietação feliz do Purgatório.
Autor: Mário Quintana "


"Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas. Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha, nem desconfia que se acha conosco desde o início das eras. Pensa que está somente afogando problemas dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar inquietação do mundo!"


AH! OS RELÓGIOS - "Amigos, não consultem os relógios quando um dia eu me for de vossas vidas em seus fúteis problemas tão perdidas que até parecem mais uns necrológios...Porque o tempo é uma invenção da morte:não o conhece a vida - a verdadeira -em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira.Inteira, sim, porque essa vida eterna somente por si mesma é dividida:não cabe, a cada qual, uma porção.E os Anjos entre olham-se espantados quando alguém - ao voltar a si da vida -acaso lhes indaga que horas são..."Mario Quintana - A Cor do Invisível

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Questão Palestina vista por um intelectual Judeu. Por Amoz Oz


Aqui no nosso lado, a questão dos refugiados foi transformada num sinônimo para direito de retorno, e o "direito de retorno" palestino nos soa como o desaparecimento de Israel. Talvez já esteja no hora de colocar nossos pensamentos em ordem, e aprender a fazer uma distinção entre o problema dos refugiados e o que é denominado como direito de retorno. O problema dos refugiados pode e deve ser resolvido, mas não através do retorno deles para o território israelense em suas fronteiras pacíficas. O chamado a permitir que os refugiados retornem ao território de Israel deve ser rejeitado porque, caso realizado, existirão dois Estados Palestinos aqui e nenhum para o povo judeu. Entretanto, o problema dos refugiados de 1948 precisa ser resolvido. Mais ainda, a resolução da questão é de vital interesse para o Estado de Israel, porque enquanto o problema permanecer sem solução - enquanto centenas de milhares de refugiados palestinos estiverem apodrecendo em campos desumanos de refugiados - não teremos descanso.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Conto de fadas para mulheres, modernas, é claro!!!


Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein?... nem morta!

Luís Fernando Veríssimo

domingo, 22 de novembro de 2009

Do caos a cultura.


Hoje pela manha quando sai de casa rumo ao trabalho, quase surtei, na minha frente um transito terrivel...um pouco mais eu chorava...rsrs Então me lembrei da época em que usava o velho e conhecido coletivo...não vou dizer que nosso transporte coletivo seja dos melhores, mais também não é o dos piores...que consolo! Mais vamos aos fatos, na época do coletivo eu costuma ler muito mais, pois todo o tempo de espera pelo coletivo, ou em transito para trabalho, dentro do coletivo, era usado para minha leitura. Me lembro que em determinado tempo estava lendo o livro de Paulo Coelho, O Zahir, eu li este livro em apenas 3 dias e grande parte da leitura foi feita dentro do coletivo, ou aguardando o mesmo!!...coletivo também é cultura, porque não! No entanto quando fui ler o Tao da física, foi mais complicado, dificil, pois a concentração era menor, ai um livro tão complexo me deixou meio no mundo da lua...passando alguns pontos do meu destino. Na verdade quero dizer com tudo isto que a viagem se tornava mais agradavel, mais rapida e mais inteligente...quando olhava para fora do coletivo me deparava com a visão do Caos, buzinas, fechadas, brigas, gritos, mais eu estava ali, num mundo criado pela minha mente, onde nada me afetava, a não ser a teoria de espaço e tempo de Einstein quando passava do meu ponto!!

Drogas...quem precisa delas!! Você precisa de particulas Quânticas!


Drogas? Quem precisa de drogas quando se tem a física teórica? E o melhor: você não precisa destruir seus neurônios nem aprender fórmulas complicadas pra ter sua cabeça sacudida com mais informação do que você pode suportar e ficar totalmente grogue, balbuciando coisas como "Pôôô" e "sóóó..." de quando em quando.
Quem gostou da primeira metade do filme Quem somos nós (What the bleep do we know) vai curtir o documentário da BBC Universos Paralelos. Ele versa sobre a mais nova teoria da física que uniu a teoria das super cordas com a teoria da super gravidade, a "Teoria M", que tenta explicar o que veio ANTES do Big Bang. Um amigo que me apresentou o documentário disse "O que me impressionou foi que os físicos chegaram a conclusão que, para o universo ser sustentável matematicamente, ele precisa necessariamente ter 11 dimensões. E que na verdade o big-bang não foi a explosão de uma singularidade, mas sim o choque entre duas dimensões. Conclui que nosso universo é na verdade um Multiverso, com infinitos 'universos'. O mais lindo é que os físicos já trabalham com a certeza (probabilística) de que existem várias outras civilizações no Multiverso". Tudo isso apresentado de uma forma dinâmica e fácil de absorver, embora o assunto seja complicado por natureza.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A logica de Kafka


"É bom quando nossa consciência sofre grandes ferimentos, pois isso a torna mais sensível a cada estímulo. Penso que devemos ler apenas livros que nos ferem, que nos afligem. Se o livro que estamos lendo não nos desperta como um soco no crânio, por que perder tempo lendo-o? Para que ele nos torne felizes, como você diz? Oh Deus, nós seríamos felizes do mesmo modo se esses livros não existissem. Livros que nos fazem felizes poderíamos escrever nós mesmos num piscar de olhos. Precisamos de livros que nos atinjam como a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente – como a morte de alguém que amávamos mais do que a nós mesmos –, que nos façam sentir que fomos banidos para o ermo, para longe de qualquer presença humana – como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós."

Franz Kafka

sábado, 14 de novembro de 2009


O chamado para oração islamica é singular. Sua beleza comove, uma musica para alma, para o coração. Esculte o chamado nos videos ao lado!!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

" Se eu esquecer de ti ó Jerusalém..."


Reza a tradição que aqui foi fincada a Cruz de Jesus Cristo...este lugar onde coloco a mão é sagrado para muitos. Jerusalém é o "umbigo" do mundo, Jerusalém e fonte de inspiração para Judeus, Cristãos,e Muçulmanos. Linda Jerusalém!!!

" Se eu te esquecer ti ó Jerusalém..."


A beleza de Jerusalém me comove, es linda, es misteriosa, ela tem a força de gerações que lutaram bravamente para manter sua grandeza. Aqui ao lado uma foto das ruinas da fortaleza de Massada.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Minha Solidão!!


"Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."


"É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo."

Clarice Lispector

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Este livro é fantastico!!


Você é homem, americano, branco, heterossexual e não usa drogas. Corre o ano de 1989. Faz um exame de sangue, desses descompromissados e, após alguns dias, recebe a notícia: HIV positivo. O médico sente muito, mas a morte é inevitável. Se quiser, você pode fazer outro exame, mas a chance de que não esteja contaminado é bem pequena: uma em mil.

Aconteceu com Leonard Mlodinow, físico do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) que já havia escrito o livro "Uma Nova História do Tempo" com Stephen Hawking. "É difícil descrever (...) como passei aquele fim-de-semana; digamos apenas que não fui à Disneylândia", escreve em "O Andar do Bêbado: Como o Acaso Determina Nossas Vidas", seu novo livro, recém-lançado no Brasil.

Talvez o médico de Mlodinow fosse ótimo. Mas não serviria como estatístico.

Isso porque, em 1989, nos EUA, uma em cada 10 mil pessoas nas condições citadas estava infectada pelo HIV. Imagine que essas 10 mil fizessem exames. O único soropositivo receberia, possivelmente, uma notícia ruim. Mas, como um em cada mil exames dá o resultado errado, dez pessoas saudáveis também a receberiam.

Ou seja, nessas condições, de cada 11 pessoas que recebiam o veredicto "HIV positivo", apenas uma realmente estava contaminada. A porcentagem de "falsos positivos" é dez vezes maior que a de "verdadeiros positivos". Faria, então, mais sentido que Mlodinow não deixasse de ir à Disneylândia. No final, soube que não tinha HIV.

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Mas dificuldades com probabilidades não são exclusividade do médico de Mlodinow. Humanos desprezam a presença do aleatório nas suas vidas --nossos cérebros são programados para achar padrões, mesmo quando não existem.

Isso vai desde coisas evidentemente desprovidas de sentido (como usar uma mesma meia velha em jogos do Brasil) até situações mais sérias.

Jegue estabanado

Nesse sentido, é muito comum considerar que sucessos ou fracassos são resultado exclusivamente da nossa competência. Em boa medida são, claro, mas quanta aleatoriedade está envolvida nisso?

Jogadores, vendedores, homens atrás de mulheres nas festas. Quase todas as atividades humanas estão sujeitas ao acaso. Os resultados se distribuem ao redor de uma média (alta, para quem é competente), mas existem dias bons (quando o centroavante faz três gols e se consagra) e dias ruins (quando o "pegador" volta pra casa sozinho).

Mas isso vale também para o mercado financeiro, por exemplo. Será que os investidores que ganham milhões na bolsa o fazem porque são competentes ou porque, em uma série determinada de anos, tiveram mais sorte -fazendo escolhas tão "chutadas" quanto muitos que tiveram menos sucesso?

Como exemplo, Mlodinow conta a história de Daniel Kahneman, psicólogo que em 2002 ganhou o Nobel de Economia. Como não se escolhe trabalho no começo da carreira, ele foi, nos anos 1960, ensinar aos instrutores da Aeronáutica israelense que recompensar funciona melhor do que punir erros.

Foi interrompido por um dos instrutores que o ouvia. Ele dizia que muitas vezes elogiou a manobra de um aluno e, na vez seguinte, o sujeito se saiu muito pior. E que, quando gritou com a besta que havia quase acabado de destruir o avião, ela melhorava em seguida. Os outros instrutores concordaram.

Estariam os psicólogos errados? Kahneman concluiu que não. Apenas que a experiência dos instrutores estava relacionada com a probabilidade.

A ideia dele era que os aprendizes melhoram a sua capacidade aos poucos, e isso não é perceptível entre uma manobra e outra. Qualquer voo perfeito ou qualquer pouso que leve embora meio aeroporto junto são questões pontuais, desvios da média. Na próxima tentativa, é alta a chance de que se retorne ao "padrão" central -nem fantástico, nem desastroso.

Então, diz Mlodinow, quando os instrutores elogiavam uma performance impecável, tinham a impressão de que, em seguida, o aluno piorava. Já se ele, digamos, esquecia de baixar o trem de pouso e escutava um grito de "seu jegue estabanado", na próxima melhorava.

A pergunta por trás do livro é até que ponto não nos deixamos enganar por desvios da média como sinais de competência extrema ou de falta de aptidão para a vida. Quando um ator é descoberto de repente, após anos de fracasso, como Bruce Willis, ou quando alguém ganha muito dinheiro em poucos anos, como Bill Gates, qual foi a importância de estar no lugar certo, na hora certa? O andar do bêbado, sem direção consciente, acaba sendo uma ótima metáfora para os caminhos que tomamos na vida.

Isaac Newton o Bruxo?


A Universidade Hebréia de Jerusalém expôs pela primeira vez ao público alguns manuscritos sobre alquimia e profecias bíblicas do cientista inglês Isaac Newton (1643-1727), conhecido por estabelecer as bases da mecânica e enunciar a lei da gravitação universal.



Ao que aparece, Newton tinha interesses menos científicos onde aplicava os mesmos princípios rigorosos que o resto de suas pesquisas. Amante da teología e da alquimia, Newton teorizou a partir da Bíblia sobre qual seria a data do fim do mundo. A resposta? 1.260 anos após a refundação do Sacro Império Romano feita por Carlos Magno.

A Universidade Hebréia de Jerusalém recebeu há quase quatro décadas estes manuscritos do cientista inglês como legado de um colecionador. Deles se deduz que, lá por 1704, Newton tentou calcular essa data a partir de um fragmento da Biblia, em concreto do livro de Daniel. Assim deduziu que o mundo acabaria no ano 2060 de nossa era.

Esses manuscritos foram mostrados agora pela primeira vez ao público em uma exposição intitulada "Os segredos de Newton" que incluem detalhes dos experimentos de alquimia do matemático e de seu interesse pelas profecias apocalípticas. Segundo afirma o centro educativo, Newton costumava se ver como uma espécie de profeta por seus trabalhos neste sentido.

Estes legados provem de um leilão realizado em 1936 em Londres. O lote continha um milhão de palavras sobre alquimia e três milhões sobre teología e profecias bíblicas. A maioria dos pergaminhos foram comprados por duas pessoas: o economista britânico John Maynard Keynes (que posteriormente doou-os ao King's College de Cambridge) e o orientalista Abraham Shalom Ezekiel Yahuda, que também doou os seus em 1951 ao recém criado estado de Israel.

terça-feira, 27 de outubro de 2009


"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."
Charles Chaplin