Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você

Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você
Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você faz uma viagem por mundos desconhecidos, mundos a serem descobertos.Este blog tem como objetivo a troca de informação literaria, a troca de conhecimento sobre livros. O blog tem em sua maxima, indicar e receber em suas paginas indicações de livros. Formando assim um forum literario de debate e incentivo a leitura. De sua sugestão, sua indicação...vamos fazer da leitura um prazer em nosso cotidiano.

sábado, 29 de maio de 2010

Um livro classico, digno de louvor!! Para quem é amante da história!


Ao homem, mais do que qualquer outro, o problema do tempo o abisma; ele perscruta o amanhã e se vê diante de uma formidável incógnita; volta-se, e o mistério de sua origem continua desafiando-o. Mas se o amanhã é insondável, embora admita previsões (isto, em termos históricos), o pretérito, mesmo toldado pelas nuvens densas dos séculos e dos milênios, é um campo ao mesmo tempo árduo e fascinante; difícil, misterioso e atraente, em que o homem vai penetrando. E a luta se trava, uma luta entre o presente e o passado remoto que se esconde, esquivo, nas ruínas de civilizações que pereceram. Titânica luta essa, onde, procurando vencer os milênios que nos separam desses outros povos, o homem anseia conhecê-los, e aos seus costumes, seu pensamento, suas glórias quando no apogeu, suas depressões em períodos escuros, suas artes, suas particularidades, sua vida, enfim.

Este "romance da Arqueologia" agora já em 5.a edição em português, com novas ilustrações, descreve essa luta e conta-lhe as conquistas. C. W. Ceram realizou neste "Deuses, Túmulos e Sábios" um milagre de condensação de "verdades científicas e históricas", transpondo, com um brilho invulgar, o árido e pesado conteúdo dos tratados arqueológicos para esta empolgante narrativa. Embora "sem ambições científicas", como acentua o autor no prefácio, o livro não foge nunca aos fatos e nem àquelas verdades, mas apresenta-os com um colorido novo, não para sacrificá-los em sua exatidão, mas para realçá-los em sua significação e beleza. Ele mesmo explica a natureza deste "romance": "Tentamos apenas escolher como assunto uma determinada ciência de maneira tal que o trabalho dos pesquisadores e sábios se tornasse visível sobretudo em sua tensão interior, no seu emaranhado dramático e em todo o seu nexo humano. Nisso não foi possível furtar-nos à digressão..."

"Deuses, Túmulos e Sábios" mostra, com vigorosa intensidade, através das pesquisas de arqueólogos como Champollion, Winckelmann, Schliemann e muitos outros, os acontecimentos mais importantes da história humana desde 5.000 anos atrás; e é emocionante o relato, por exemplo, da destruição de Herculano e Pompéia pelo Vesúvio, da reconstituição de cidades bíblicas e lendárias, da expedição de Fernando Cortês à América Central e a conquista do império asteca de Montezuma, da suntuosidade dos templos babilônicos, de reinados de faraós e de costumes antigos. Narra como os estudiosos, os pesquisadores, os sábios, chegaram a esses fatos, numa luta que se desenrolou no silêncio dos gabinetes e na mudez de ruínas milenares. O decifrar dos caracteres cuneiformes nas escavações mesopotâmicas é outra peleja que os arqueólogos travam com o mistério das civilizações que viveram entre o Tigre e o Eufrates; assim também o desvendar do significado dos hieróglifos. C. W. Ceram conta como saíram vencedores Grotefend e "um réu de alta traição": Champollion.

O autor dividiu a obra em quatro partes onde quatro principais civilizações são mostradas ao vivo, nas suas manifestações artísticas e no seu procedimento social, nas suas relações amistosas e nas suas refregas, no seu esplendor e na sua decadência. Então é a Grécia no Livro das Estátuas, o Egito no Livro das Pirâmides, a Mesopotâmia no Livro das Torres e a América Central, com os astecas e os maias, no Livro das Escadas. Há também uma outra parte: "Livros que ainda não podem ser escritos", e ele se refere a três civilizações: a dos hititas, a do Indo e a dos incas, cuja importância, aliás, "nada fica a dever à das quatro aqui tratadas".

"Deuses, Túmulos e Sábios" é um livro impressionante, porque à riqueza inimaginável dos fatos acrescentam-se o sabor de romance e o valor a um tempo instrutivo e pedagógico, condensado de centenas de obras científicas que jamais seriam acessíveis ao grande público.

"Para compreendermos a humildade de nossa condição humana — diz o autor — não precisamos olhar para o céu estrelado. Basta que consideremos as civilizações que existiram milhares de anos antes de nós, que foram grandes antes de nós, e antes de nós desapareceram."