Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você

Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você
Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você faz uma viagem por mundos desconhecidos, mundos a serem descobertos.Este blog tem como objetivo a troca de informação literaria, a troca de conhecimento sobre livros. O blog tem em sua maxima, indicar e receber em suas paginas indicações de livros. Formando assim um forum literario de debate e incentivo a leitura. De sua sugestão, sua indicação...vamos fazer da leitura um prazer em nosso cotidiano.

domingo, 7 de novembro de 2010

Recomendo: Malcolm X , Um Filme, Uma História, Uma Luta...


Malcolm Little passou para a história como um dos grandes líderes dos negros norte-americanos com o nome de Malcolm X. Sua infância e adolescência foram marcadas pela violência característica dos guetos pobres norte-americanos. Quando tinha apenas seis anos e brincava pelas ruas de Omaha, o seu pai, Earl Little, foi assassinado.

Após sofrer brutal espancamento, Earl teve o seu corpo atirado em uma linha de trem. A mãe de Malcolm, por sua vez, estava em tratamento num hospital psiquiátrico, de modo que ele e seus sete irmãos foram parar em orfanatos. Pouco tempo mais tarde, com uma irmã mais velha, foi morar em Boston. Depois, mudou-se para o Harlem, bairro de maioria negra em Nova York.

Na adolescência, Malcolm trabalhou como engraxate. Escapou do serviço militar fingindo-se de "louco". Na mesma época, começou a praticar pequenos furtos no Harlem e envolveu-se com o tráfico de maconha. Com mais três amigos, todos muito pobres, passou a assaltar residências, até que acabou sendo preso, em 1946.

Na prisão ocorreu a grande transformação na vida de Malcolm X. Passou a estudar o islamismo, convertendo-se aos ensinamentos de Elijah Muhammed, líder da "Nação do Islã", organização que congregava os negros muçulmanos dos Estados Unidos. Ao sair da cadeia, em 1952, Malcolm X transformou-se em um dos mais carismáticos líderes negros de seu país.

Enquanto Martin Luther King apostava na resistência pacífica como arma para enfrentar o racismo e a segregação, Malcolm X defendia a separação das raças, a independência econômica e a criação de um Estado autônomo para os negros. Ao lado de Elijah Muhammed, viajou pelos principais Estados norte-americanos para pregar as suas idéias e defender a libertação dos negros.

O projeto não foi à frente, mas deu ainda mais fama ao ativista. Em 1964, já casado, fundou a organização "Muslim Mosque Inc." e, mais tarde, a "Afro-American Unity". Um ano antes, após uma viagem para Meca, cidade sagrada dos muçulmanos, mudou o seu nome para Al Hajj Malik Al-Habazz. A partir daí, passou a defender uma posição conciliatória em relação aos brancos, fato que o deixou isolado, sobretudo quanto ao islamismo afro-americano.

No dia 21 de fevereiro de 1965, quando discursava no Harlem, Malcolm X foi assassinado com 13 tiros, ao lado de sua mulher Betty, que estava grávida, e de suas quatro filhas. A polícia não encontrou provas, mas suspeitou da participação da "Nação do Islã" no crime.

As idéias de Malcolm X foram muito divulgadas principalmente nos anos 70, por movimentos negros como o "Black Power" e "Panteras Negras". A vida do ativista norte-americano também se transformou em documentários e filmes, sendo "Malcolm X", dirigido por Spike Lee, em 1992, o mais famoso.

domingo, 31 de outubro de 2010

Harlem e Jazz...


Harlem, o "paraiso negro", conserva até hoje a mesma atmosfera pitoresca de 1900, quando ali começaram a chegar os primeiros negros. O bairro mais falado do mundo fora desdenhado pelos brancos, que achavam as casas velhas demais e a ferrovia sobrelevada tolhia a luz dos planos inferiores, o que fazia pairar no ar uma fumaça envolvente e um rumor constante.

Já em 1920, tinha o Harlem uma população de 200 mil habitantes. Entre Harlem Avenue e Harlem River, centralizam-se restaurantes, igrejas, bancos, teatros, escolas, hotéis, bares, cafés, casas de jogos, farmacias, cabarés e salões de beleza. Foi um comercio que marcou epoca na historia do jazz.

As ruas principais eram percorridas dia e noite por mulatas garbosas que frequentavam o salão de beleza de Adelia Walker, especialista em alisar cabelos rebeldes; por homens que iam aplaudir Harry Wills, o maior pugilista negro da epoca; e por todos aqueles que pagavam fortunas para assistir à revistas do Apollo, para dançar no Savoy Ball-Room e gozar as delicias da musica negra do Cotton Club.

Em pouco tempo, os brancos descobriram o Harlem. Lugar que não lhes servia para morar mas que oferecia o maximo em divertimento. E passaram a fazer ali o centro de sua vida noturna. Por sua vez, os negros foram procurar outros lugares onde pudessem beber, cantar, dançar e tocar em paz, sem que os olhos dos brancos os imitassem com aquele "ar estupido de quem olha os especimes raros do Zoo". (Palavras textuais dos musicos de jazz).

Ao longo do quarteirão principal um elegante cabaré (existe até hoje) fazia contraste com as demais casas de diversões. Era o famoso Cotton Club, onde se exibiu por muitos anos Duke Ellington. Os brancos lotavam o clube, a atração maxima do Harlem, ocupando os melhores lugares proximos à pista, em prejuizo dos negros que não podiam divertir-se em seu proprio meio, a seu modo.Enquanto o Cotton Club se desenvolvia num ambiente francamente influenciado pelos brancos, o verdadeiro jazz continuava a viver nas suas formas livre e espontanea. Alguns artistas que começaram a tocar em festas particulares como Frankie Newton, Leon "Choo" Berry, Teddy Bunn,, Pete Brown, Willie "The Lion" Smith, Cliff Jackson e Billie Holiday fizeram fortunas e ficaram conhecidos no mundo inteiro como interpretes do jazz autentico.

Desde os mais remotos tempos os brancos endinheirados correm em busca das aventuras pitorescas do Harlem e do jazz que ali se executa como obrigação cotidiana. Eles mesmos fizeram do Harlem a sua lenda das mil e uma noites. Conheceram de perto os "jazz-men" famosos. Beberam e saborearam "tanderloin" (pernas de porco) com figuras estranhas e pitorescas embriagadas de opio, marijuana e fumaça sem saber que gozavam da companhia dos "gangsteres" mais famosos e temidos do bairro negro.

O Cotton Club não era bem visto pelos negros por ser refugio de "gangster" (lugar "Jim-Crow") e dos milionarios brancos que frequentavam o Harlem todas as noites certos de que os negros adoravam vê-los dançar como macacos imitando-os nos dificeis passos do "black-botton".

Muitos brancos acreditavam que a vida do negro do Harlem consistia em beber, dançar, cantar e tocar sem nenhuma preocupação pelo trabalho. Esse conceito falso deu origem a uma falsa musica. Os rituais africanos começaram a ser revividos não com sua força e beleza selvagens mas com o artificialismo onde o branco encontrava um exotismo fabricado que ia ao encontro de seus anseios esnobes.

Foi tamanha a afluencia de brancos no Harlem que os proprietarios de bares, cabarés e teatros pensaram em proibir ao negro a entrada naqueles locais o que redundaria em erro gravissimo. Pois os brancos só iam ao Harlem atraídos pelos negros e para ver de perto a maneira pela qual eles se divertiam e faziam jazz.

Assim é que os jazistas e atores negros foram fugindo dos cabarés, preferindo reunir-se ora em casa de um e de outro, em festas privadas ou em lugares a que os brancos não ousavam chegar, julgando-se perigosos.

Os brancos que visitavam o Harlem sempre tiveram uma impressão erronea da musica de jazz. Estavam sempre à espera de que um corpo negro ensanguentado surgisse na calada da noite, num beco sordido ao som dorido dos saxofones e do ritmo ensurdecedor das baterias. Na verdade, o Harlem é bem diferente de outros bairros. Ganhou fama e caracteristicas que ainda hoje são comentadas no mundo. Porem sua gente não está alheia às coisas comuns da vida. Trabalhou sempre duramente para viver. Comia mal, dormia em lugares infectos, arrastando um destino tragico e doloroso, que os langorosos "blues" registram.

Ainda hoje o Harlem é assim: uma pequena cidade de negros superpovoada. As casas continuam caindo aos pedaços e são poucos os meios de recreação. Os problemas de condução são alarmantes. Entretanto, é onde se encontra o maior numero de igrejas, maior espirito publico e maior sentimento de solidariedade do que qualquer outro lugar de semelhantes condições de vida - conforme afirmação do inspetor de policia James Boland.

O prefeito não oficial de Harlem, Willie Bryant, ao lado de outros harlemitas, lutou incansavelmente para tornar aquele bairro um centro-modelo, mesmo para as comunidades de brancos, fazendo palestras nas escolas e associações de pais, Liga Atletica Policial, Exercito da Salvação e demais organizações.

Quanto ao jazz, não é uma historia da Carochinha vivida pelos negros e que os brancos pretendem contar à sua moda. O jazz é antes de tudo um marco na historia da liberdade de negros que viveram e vivem ainda hoje uma existencia comum. O Harlem é um dos centros responsaveis pelo jazz. É um bairro excentrico onde palpitam os anseios de uma comunidade. Onde homens fazem jazz sob qualquer pretexto, quando não o fazem como meio de vida.

Comenta-se que o negro que não tocou jazz no Harlem não passou pela prova de fogo maior. Ellington, Fitzgerarld, Billie Holliday, "The Lion", todos tiveram sempre essa credencial que lhes valeu exitos. E como certa vez afirmou Ellington: O Harlem é o berço do jazz castiço. Quem quer que tenha feito jazz ali, aprendeu como os negros tocam. Exauriu-se em "jam-sessions", arrancou "cachês" insignificantes, conheceu "gangsters", ingeriu drogas e encontrou um caminho. Um caminho perigoso onde negros e brancos evitam encontrar-se nas madrugadas.

sábado, 30 de outubro de 2010

Um pouco mais da viagem!! Vai Um Lanchinho ai???


O Guns and Bums é conhecido em Beirute como a lanchonete do “Hezbollah”. Diz a lenda que o xeque Hassan Nasrallah apenas come o cheese burger deste restaurante, cuja localização, para muitos libaneses, é uma incógnita. O local, me diziam, era frequentado apenas por militantes da organização xiita. Uma equipe da rede Globo, recentemente, tentou fazer uma reportagem sobre a lanchonete, mas acabou detida pelos integrantes do Hezbollah. Afinal, o Guns and Bums não fica no Líbano, mas em um outro país que divide o mesmo território – a Hezbollândia.
Como turista, embora muçulmano, não tenho autorização do Hezbollah para filmar, tirar fotos em Dahieh, no sul de Beirute, que é controlado pela organização.
A saída, para ir ao Guns and Bums, foi convidar o Khaled, um motorista/fixer amigo meu que conhece a região. Garanti a ele que não iria tirar fotos, nem filmar. Eu menti, é claro!. Pegamos o carro dele e circulamos pelas ruas de Dahieh, que tem o trânsito controlado por membros do Hezbollah. Passamos perto de alguns campos palestinos, uma mesquita e, de repente, dou de cara com uma lanchonete que lembra estas de estrada no Brasil. Havia umas pessoas que até poderiam ser membros do Hezbollah. Não tenho certeza. Afinal, não podia perguntar. Tinha também uma mãe, acompanhada dos filhos de uniforme escolar, comprando o almoço.
Pedi o cardápio, que está na foto acima. O que me chamou a atenção é que eles têm um prato para o almoço denominado “Terrorist Meal”. Note que a lanchonete é supostamente o ponto de encontro do Hezbollah para tomar lanche. E eles orgulhosamente chamam o prato de “terrorista”. O preço é de 8.000 liras libanesas, o que dá um pouco mais que US$5. Outras opções incluem o B52, M16, Klashinkov entre outros. Eu pedi um hamburger comum. Demorou uns vinte minutos, apesar de slogan da lanchonete dizer que o hamburger fica pronto mais rápido do que um tiro. O tempero é diferente, meio picante. Para beber, tinha apenas Pepsi. A batata frita vinha dentro do sanduíche, e não ao lado.
Honestamente, não é das melhores atrações de Beirute. Tampouco vi o Nasrallah ou qualquer figura relevante do Hezbollah. E, segundo me disseram, os donos do Guns and Bums, que são da organização xiita, querem abrir franquias no centro reconstruído de Beirute e, como não poderia deixar de ser, em Dubai, e quem sabe na AV. Angelica, em São Paulo – “made in Hezbollândia”.Vou esperar!!

Um Mundo em Transformação!


Um mundo em transformação, o homem colhe anos de agressão a natureza, e deixam um legado perigoso para futura gerações.


Ricardo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quer Fazer Uma Viagem Astral ?...aqui esta seu bilhete!!



7 Dicas de Robert Monroe para a Viagem Astral:


"De acordo com Robert Monroe, qualquer pessoa consegue viajar fora do corpo. Tudo que precisa é de pratica e da vontade de fazê-lo. A quem tentar a EECs, Monroe sugere os seguintes passos:

1-Num quarto escuro, onde você não seja perturbado, deite-se em posição confortável, com a cabeça em direção ao norte. Desaperte as roupas e tire as jóias;

2-Relaxe a mente e o corpo. Feche os olhos e respire de modo rítmico, mantendo a boca ligeiramente entreaberta;

3-Focalize uma única imagem, a medida que vai caindo no sono. Quando atingir aquele estado limítrofe entre a vigília e o sono relaxe ainda mais, concentrando-se na escuridão além de suas pálpebras;

4-Para induzir as vibrações que devam anunciar o ínicio de uma EECs, focalize um ponto a cerca de 30cm de sua testa. Aos poucos, vá afastando o ponto de foco para uma distância de 2m e desenhe uma linha imaginária pararela ao seu corpo. Focalizando esse plano, imagine as vibrações e faça-as penetrar em sua cabeça.

5-Assuma o controle das vibrações, guiando-as conscientemente através do corpo. Da cabeça para os pés e, depois, de volta. Assim que essas ondas puderem ser produzidas por comando mental, você estará pronto para tentar a separação do corpo.

6-Para deixar o corpo, concentre-se em quão agradável seria flutuar acima dele. Mantenha esses pensamentos e seu corpo astral deverá iniciar sua elevação.

7-Para retornar ao corpo físico, concentre-se apenas na reunião das duas partes."

Mulheres...Estas Mulheres!!!


Certo dia, parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs. Espiãs de Deus,disfarçadas entre nós. Pare para refletir sobre o sexto-sentido. Alguém duvida de que ele exista?

E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você? E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento? E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco? Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você não leva. O que acontece? O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!

"Leve um sapato extra na mala, querido. Vai que você pisa numa poça..." Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado...

O sexto-sentido não faz sentido! É a comunicação direta com Deus! Assim é muito fácil... As mulheres são mães! E preparam, literalmente, gente dentro de si. Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal? E não satisfeitas em gerar vida, elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral. Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"... Tudo isso é meio mágico... Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos "anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança.).

As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravasam? Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens... É choro feminino. É choro de mulher...

Já viram como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir uma a outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar.

Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos... Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens! E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens. En-fei-ti-çam! E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas? Para estudar os homens, é claro! Embora algumas disfarcem e estudem Exatas... Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era "um continente obscuro". Quer evidência maior do que essa? Qualquer um que ama se aproxima de Deus. E com as mulheres também é assim. O amor as leva para perto dele, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas.

É sabido que as mulheres confundem sexo e amor. E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida. Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.

Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo. Mas elas são anjos depois do sexo-amor. É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos. E levitam.

Algumas até voam. Mas os homens não sabem disso. E nem poderiam. Porque são tomados por um encantamento que os faz dormir nessa hora.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

De Malas,Partida, Chegada...


A chegada
A chegada, a difícil chegada. Quando se anda pouco, a vontade é de voltar logo para casa, mas quando se anda muito, sentimos um desejo imenso de continuar na estrada até cairmos de cansaço.

No avião de volta para o Brasil, fiquei pensando apenas em coisas absurdas: uma delas foi na bagagem. Durante estes 90 dias de viagem, celebrando os 20 anos de minha peregrinação pelo Caminho de Santiago, eu fiz a mala 44 vezes. E desfiz outras tantas – ou seja, 88 vezes eu estava ali, abrindo ou fechando o mesmo zíper, olhando o que trazia, perguntando a mim mesmo se faltava alguma coisa, ou se havia exagerado no número de camisetas e meias.

Claro, devia ter coisas mais interessantes para pensar, mas meu coração está vazio.

Meu coração está completamente vazio agora, enquanto olho a praia de Copacabana. A única coisa que consigo contemplar é a minha terra, o oceano, escutar de novo as pessoas falando português, alegrar-me por pisar o chão onde nasci, e ao mesmo tempo deixar-me levar por esta sensação misteriosa de ser um estranho para mim mesmo.

“isso é ruim”.

Eu respondo: isso é ótimo. Só mesmo corações vazios podem ser preenchidos com coisas novas. E depois de todo este percurso que me levou por quatro continentes, o fato de eu estar pensando apenas em quantas vezes fiz e desfiz a mala não é exatamente um problema. Meu coração será preenchido com tudo aquilo que vivi; mas para isso preciso de tempo, e não pretendo acelerar o processo.

Quando terminei o caminho de Santiago, em 1986, fiquei seis meses em Madrid, com a mesma sensação. Estou acostumado, e isso não me assusta, porque sei que em algum momento irei entender o que acabo de viver. Isso é a decisão que tomei em algum momento de minha vida, e na qual devo apostar tudo: as respostas surgirão na medida em que eu acreditar que nada é por acaso, que tudo tem um sentido.

Todo estudante de filosofia conhece o ateísmo presente na obra de filósofo francês Jean-Paul Sartre. Poucos conhecem um pequeno texto que ele escreveu em “As Palavras”:

“Eu precisei de Deus. Ele me foi dado, e eu o recebi sem compreender direito o que estava procurando. Então - porque meu coração não deixou que ele lançasse ali suas raízes, Deus terminou morrendo em mim.

“Hoje, quando o mencionam, eu digo - como se fosse um velho tentando reviver uma velha chama: “Há cinqüenta anos atrás, se não houvesse um mal-entendido, se não houvesse certos equívocos, se não houvesse o acidente que terminou nos separando, nós dois teríamos um belo caso de amor”.

Estou tendo neste momento um caso de amor com a Divindade.

Paulo Coelho

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Não é o fato de eu pertencer a cultura Àrabe...é uma questão Histórica!!


As imagens da força militar de Israel foram transmitidas ao mundo inteiro. Soldados disparando na cabeça dos feridos. Tanques derrubando paredes de casas, escritórios, o complexo de Arafat. Centenas de crianças e homens, com as cabeças encapuchadas, sendo levados à coronhadas para os campos de concentração; helicópteros artilhados destruindo mercados; tanques destruindo olivais, laranjais e limoais.

As ruas de Ramallah devastadas. Mesquitas e escolas crivadas de balas, desenhos de crianças feitos em pedaços, crucifixos transformados em cacos, paredes pichadas pelos saqueadores do exército israelense. Milhões de palestinos rodeados por tanques: com a eletricidade cortada, a água, os telefones, sem alimentos. As tropas de assalto arrombam as portas e quebram os móveis e utensílios domésticos, o que seja que torne possível a vida.

Por acaso alguém pode hoje em dia dizer que não sabia que os israelenses estavam cometendo um genocídio contra todo um povo amontoado nos sótãos, sob as ruínas de seus lares?

É negada deliberadamente aos sobreviventes entre os feridos e agonizantes a assistência médica; as decisões sistemáticas e metódicas do Alto Comando israelense são de bloquear todas as ambulâncias, de prender e até atirar contra os motoristas e pessoal de emergências medidas. Temos o duvidoso privilégio de ver e ler no mesmo instante como se desenvolve todo este horror por parte dos descendentes do Holocausto, os que com hipocrisia e rancor reivindicam o monopólio do uso da palavra que melhor descreve o ataque contra todo um povo, com a cumplicidade da maioria dos israelenses – exceto umas poucas almas valentes.

O público israelense, seus meios de comunicação e jornalistas se escandalizaram quando o português ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago, confrontou-os com a verdade histórica: “O que está acontecendo na Palestina é um crime que podemos comparar com o que ocorreu em Auschwitz”.

O público israelense, ao invés de refletir sobre seus atos violentos, lançou-se contra Saramago por este ter se atrevido a compara-los com os Nazis. Em sua cegueira moral, Amos Oz, o escritor israelense e por muito tempo pacifista – até que Israel entra em guerra – acusou Saramago de ser um “anti-semita” e de uma “incrível cegueira moral”. A profunda imoralidade de uma guerra contra todo um povo é um crime contra a humanidade. Não há exceções especiais. São exatamente esses intelectuais israelenses e da diáspora que se dizem “progressistas” que expuseram sua própria cegueira nacional e sua covardia moral, encobrindo suas desculpas para o terror israelense com os trapos das vítimas do Holocausto de há 50 anos.

É preciso apenas ler a imprensa israelense para compreender a validade da analogia histórica de Saramago. Dia a dia, líderes proeminentes e respeitáveis eleitos pelo eleitorado judeu ‘bestializam’ seus adversários palestinos, tudo isso com o propósito de justificar melhor sua própria violência desenfreada. Segundo o diário israelense Ma Arriv – citado por Robert Fisk – um oficial israelense aconselha a suas tropas estudar as táticas adotadas pelos Nazis na segunda guerra mundial. “Se o nosso trabalho é tomar campos de refugiados densamente povoados em Casbh de Nablus, um oficial deve analisar as lições das guerras passadas, inclusive analisar como o exército alemão atuou no gueto de Varsóvia”.
Quando a imprensa hebréia acusou a Saramago de ser anti-semita, estavam dispostos a estender essa calúnia aos oficiais de seu exército e a suas tropas por utilizar as mesmas analogias?
Será que os oficiais israelenses também vão alegar simplesmente que “estavam cumprindo ordens” ao destruir edifícios com mulheres, crianças e idosos em seu interior?
Nos fóruns mundiais – desde a União Européia até as Nações Unidas e em todo o Terceiro Mundo - se condena Israel por atos contra a humanidade. Os defensores de Israel descobrirão que tachar os críticos de “anti-semitas” já não intimida as pessoas. A opinião pública mundial viu e leu muito. Estamos nos dando conta de que as vítimas podem se transformar em executores; que a ocupação militar leva à limpeza étnica e às expulsões massivas; que os arranhões podem se transformar em gangrena.
De forma previsível, Washington apóia as poderosas organizações judias e os militaristas da extrema-direita: É somente o governo que respalda o terrorismo do estado israelense, contra os líderes de fé cristã e muçulmana, e contra os interesses das maiores companhias petroleiras e de seus aliados da Arábia Saudita e do Kuwait.
Enquanto que pequenos grupos de dissidentes israelenses protestam e muitos reservistas se negam a servir no exército de ocupação, o comentário de Saramago sobre a opinião pública israelense se aplica igualmente à maioria da diáspora pró-israelense: “Um sentimento de impunidade caracteriza hoje em dia o povo israelense e seu exército. Foram transformados em rentistas do Holocausto”. Com a prática de um estado policial qualquer, Israel retirou todos os livros de Saramago das livrarias e das bibliotecas. Com a mesma seriedade com que se preparou para o genocídio, o estado israelense proibiu a entrada de todos os jornalistas aos guetos palestinos, a exceção daqueles que absorvem os comunicados de imprensa do exército israelense.
Como na Alemanha Nazista, todos os homens palestinos entre 16 e 60 anos são capturados, muitos deles despidos, algemados, interrogados, e muitos deles torturados. As famílias dos combatentes da resistência palestina são feitas reféns, sem água, alimento ou eletricidade. Os soldados israelenses saqueiam as casas e roubam qualquer objeto de valor, destruindo os móveis. Como os nazistas, deixa-se morrer centenas de palestinos feridos enquanto que as tropas israelenses bloqueiam todas as ambulâncias. Centenas de milhares enfrentam a desidratação e a morte por inanição, dado que se cortou todo o fornecimento de água e alimento. Tropas israelenses, tanques e helicópteros, destruíram todas as cidades principais e campos de refugiados: Tulkarm, Al Bireh, Al Jader, Beit Jala, Oalquilya, Hebron. A descoberta de um só combatente da resistência resulta em culpa e castigo coletivos: pais, filhos, tios e vizinhos são arrastados pela força e levados aos campos de concentração, campos de futebol e parques infantis reconvertidos.
É evidente que a indignação israelense e judia pela equiparação feita por Saramago do terrorismo israelense com Auschwitz colocou o dedo sobre uma ferida sensível: o desprezo em relação a si mesmos dos executores que se dão conta de que são discípulos de seus carrascos e que, a todo custo, devem negar isso. Até hoje, todas as apelações feitas pelos árabes moderados perante Bush, para que intervenha para por fim ao massacre perpetrado pelos israelenses foram fúteis. Washington reiterou seu apoio a Sharon, à invasão e à guerra contra os palestinos. Não há nenhum poder nos EUA possa se contrapor ao dinheiro e à influência do lobby israelense e de seus poderosos aliados judeus. Em outros lugares, no entanto, há esperança. A Via Campesina e os seguidores de José Bové fizeram um apelo para por em prática um boicote dos bens e serviços israelenses. Israel depende fortemente de suas exportações à União Européia. As reduções nos envios de petróleo dos países exportadores, particularmente da Arábia Saudita, Kuwait, Iraque e Líbia poderiam provocar um forte aumento dos preços do petróleo e uma crise econômica de importantes proporções nos EUA, Europa e Japão. Isto poderia endireitar a covardia européia e despertar a consciência do público norte-americano.
O que está absolutamente claro é que enquanto que Tel Aviv contar com a alavanca do lobby israelense em Washington e com o apoio de Bus, não importa que quantidade de resoluções das Nações Unidas, Convenções de Genebra e apelos europeus sejam feitos, estes serão ignorados por completo. Na mentalidade de bunker de Sharon e de seus paranóicos seguidores israelenses são todos anti-semitas, seguidores dos Protocolos de Zion, que tentam desmoralizar os israelenses para que não realizem a missão bíblica de uma Grande Israel, um povo, uma nação, um Deus; a expulsão de todos os palestinos de sua Terra Prometida.
A opinião pública mundial não pode continuar passiva e repetir a tragédia do Holocausto judeu do século XX no século XXI. Ainda há tempo.
Mas por quanto tempo pode resistir um povo heróico sem água e comida?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Palavras!! O que o Mago Diz...


Sempre sabem o que é melhor para a gente
Evite o reumatismo

A centopéia resolveu perguntar ao sábio da floresta, um macaco, qual o melhor remédio para a dor em suas pernas.

"Isto é reumatismo", disse o macaco, "Você tem pernas demais. Precisava ser assim como eu; com apenas duas, raramente o reumatismo aparece".

"E como faço para ter apenas duas pernas?"

"Não me amole com detalhes", respondeu o macaco. "Um sábio apenas dá o melhor conselho; você que resolva o problema".



Posso ajudar?

Assim que abriu a igreja, o padre viu uma mulher entrar, sen­tar-se no banco da frente, e colocar a cabeça entre as mãos. Duas horas depois, reparou que a mulher ainda estava ali, na mesma posição.

Preocupado, resolveu aproximar-se:

"Posso fazer algo para ajudar?", perguntou.

"Não, obrigada", respondeu ela. "Eu já estava conseguindo toda ajuda que preciso, quando o senhor me interrompeu".

O jesuíta Anthony Mello comenta: "num mosteiro não estava escrito Não fale. Estava escrito: Fale apenas se puder melhorar o silêncio.”



Eu sei o que está certo

Um camponês voltava para casa, quando viu um jumento no campo.

"Não sou apenas um jumento", disse o animal. "Vi o Messias nascer. Vivo há dois mil anos, e estou vivo para dar este testemunho."

Assustado, o camponês correu para a igreja e contou ao pároco. "Impossível", disse ele. O camponês pegou-o pelas mãos e levou-o até onde estava o jumento. O animal repetiu tudo que dissera.

“Repito: animais não falam” disse o padre.

“Mas o senhor ouviu!” - insistiu o camponês.

“Como você é tolo! Prefere acreditar num jumento que num padre!“



Isso vai funcionar também conosco

Uma fábula do escritor libanês Mikail Naaimé pode ilustrar bem o perigo de seguir os métodos dos outros, por mais nobres que pareçam ser:

"Precisamos nos libertar da escravidão que o homem nos mantém", disse um boi aos seus companheiros. "Durante anos, escutamos os seres humanos dizendo que a porta da liberdade está manchada com o sangue dos mártires. Vamos descobri-la e entraremos ali com a força dos nossos chifres”.

Caminharam durante dias e noites pela estrada, até que viram uma porta toda manchada de sangue.

"Eis a porta da liberdade", disseram. “Sabemos que nossos irmãos foram sacrificados aí”.

Um a um, os bois foram entrando. E só lá dentro, quando já era tarde demais, foi que se deram conta: era a porta do matadouro.



Decidindo o destino alheio

Malba Tahan conta a história de um homem que encontrou um anjo no deserto, e lhe deu água. "Sou o anjo da morte e vim buscá-lo", disse o anjo. "Mas como você foi bom, vou lhe emprestar o Livro do Destino por cinco minutos; você pode alterar o que quiser".

O anjo entregou o livro. Ao folhear suas páginas, o homem foi lendo a vida dos seus vizinhos. Ficou descontente: “estas pessoas não merecem coisas tão boas", pen­sou. De caneta em punho, começou piorar a vida de cada um.

Finalmente, chegou na página de seu destino. Viu seu final trági­co, mas quando preparava-se para mudá-lo, o livro sumiu. Já se tinham passado cinco minutos.

E o anjo, ali mesmo, levou a alma do homem.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Se a Moda Pegaaaaa!!


Camiseta estampa grávida palestina sob mira acompanhada dos dizeres: Um disparo, dois mortos (Foto: Reprodução)

Camisetas estampando agressões a palestinos viraram moda entre os soldados israelenses, segundo uma reportagem do jornal "Ha'aretz". A publicação cita fontes de uma confecção do sul de Tel Aviv, que disse estar sendo muito procurada por militares que pedem camisas com estampas e frases em que os palestinos são atacados.


De acordo com o "Ha'aretz", as imagens mais pedidas mostram crianças mortas, mães chorando sobre os túmulos de seus filhos e mesquitas destruídas por bombas.


Já a frase "Um disparo, dois mortos" é um das que mais acompanham as fotos.

Em declarações ao jornal, um soldado da infantaria conta que os oficiais algumas vezes aprovam as impressões, mas que "nem sempre" podem escolher as frases e as imagens.


Este é segundo escândalo em que o Exército israelense se envolve esta semana, já que na quinta-feira (19) a imprensa publicou testemunhos de soldados que garantiram ter matado civis e cometido atos de vandalismo na ofensiva militar de dezembro e janeiro contra a Faixa de Gaza.


Após a publicação dos relatos, o Exército israelense anunciou a abertura de uma investigação.

Isaac Newton:fé e física...O Mago??


Isaac Newton, quem diria, era um religioso fanático, obcecado por experiências místicas. E esse lado oculto foi essencial para ele se tornar o pai da ciência moderna.





O homem que descobriu a gravidade e as leis do movimento, criou a ótica e reinventou a matemática também legou à humanidade receitas para transformar metais em ouro, remédios feitos com centopéias e uma lista de pecados que costumava anotar em seus cadernos. Passou a vida estudando a Bíblia para prever quando Jesus voltaria à Terra.
Contraditório? Não para a época. Quando Isaac Newton nasceu, na Inglaterra de 1642, matemática, religião, ciência e magia se confundiam. Astronomia e astrologia eram a mesma coisa. Alquimia e química também. “O século 17 foi uma transição entre a Idade Média e o Iluminismo”, afirma o físico Eduardo de Campos Valadares, professor da UFMG e autor do livro Newton - A Órbita da Terra em um Copo d·Água. “Os homens que criaram o nosso jeito de pensar viveram com idéias medievais, barrocas, e tementes a Deus.”
No caso de Newton, o misticismo e a religião não só conviveram com a ciência como a fortaleceram. “Seu mergulho profundo nas experiências alquímicas e nas raízes da teologia pode ter influenciado seus pensamentos a respeito de uma visão mais ampla do Universo”, afirma Michael White, autor da biografia Isaac Newton – O Último Feiticeiro.
Até o século 20, Newton era conhecido como um cara racional. Após sua morte, escritores trataram de ressaltar seus feitos e sua obra-prima, o Philosophiae Na-turalis Principia Mathematica (“Princípios Matemáticos da Filosofia Natural”). Nesse livro, ele mostrou, matematicamente, que um corpo parado ou em movimento tende a ficar assim se não houver outra força na jogada. Com a Lei da Gravitação Universal, Newton provou que todos os corpos do Universo, seja a Lua ou uma maçã, obedecem à mesma força de atração. Mas o outro lado de Newton passou batido. Só veio à tona em 1936, com o economista John Maynard Keynes, o criador da Teoria do Estado de Bem-Estar Social. Depois de ter acesso a documentos e anotações do físico, Keynes deu uma palestra mostrando-o como um místico e fanático. “Newton não foi o primeiro da Idade da Razão. Foi o último dos mágicos”, disse Keynes.
Newton morreu afirmando que o movimento e as órbitas dos planetas eram definidos por Deus, assim como a composição da matéria. “Se os homens, animais etc. tivessem sido criados por ajuntamentos fortuitos de átomos, haveria neles muitas partes inúteis, aqui uma protuberância de carne, ali um membro a mais. Alguns animais poderiam ter um olho só, outros, mais dois”, escreveu.
Científico e religioso, ele fez da matemática um modo de estudar a Bíblia. Fazia cálculos imensos para confirmar as histórias bíblicas mais inverossímeis. Um exemplo é a criação do mundo em 7 dias. Newton acreditava na criação por Deus e, para resolver o problema de um tempo tão curto, observou que a Bíblia não afirma quantas horas durava um dia no momento da Criação. Como ainda não existia Terra nem movimento de rotação, um dia poderia ser quanto Deus decidisse. Para fazer previsões sobre o futuro do mundo, Newton não se baseou nos dias contados pela Bíblia. Ele tomou como base o gafanhoto, uma das pragas de Deus no Antigo Testamento, que vive em média 5 meses. A partir desse número, ele cravou que os judeus voltariam a Jerusalém em 1899, e em 1948 ocorreria a segunda vinda de Cristo à Terra. Depois, se passariam 1000 anos de paz.
Previsões eram importantes porque a vida, na época, não era nada fácil. Nos anos 1600, 90% da população inglesa vivia no que se chama hoje de pobreza absoluta. Em 1665, 100 mil ingleses morreram de peste negra. Em 1666, “ano da Besta”, a peste continuou e, para piorar, um incêndio queimou 13 mil casas e 87 igrejas de Londres. Procissões anunciando o fim do mundo eram comuns nas estradas da Inglaterra.
No best seller O Código Da Vinci, Newton aparece como um dos membros do Priorado de Sião, a organização secreta que protegeria dos católicos o segredo de Maria Madalena como mulher e sucessora de Jesus. Nada se sabe sobre o priorado ou a crença de Newton em Maria Madalena, mas o resto de suas idéias passa perto do livro de Dan Brown. Puritano radical, Newton seguia o arianismo, doutrina que considerava Jesus Cristo um intermediário entre Deus e os homens. Essa visão é contrária à da Igreja Católica, que tem como símbolo máximo de Deus a Santíssima Trindade (“Pai, Filho e Espírito Santo”).
A Igreja Católica era tudo o que Newton mais odiava. Chamava-a de Anticristo – ou de a “meretriz da Babilônia” – e acreditava que todas as mentiras do mundo tinham começado no Concílio de Nicéia, em 325. O concílio estabeleceu toda a simbologia cristã que se usa até hoje. Ali foi decidida a força da Santíssima Trindade e a ambivalência entre Jesus e Deus. Newton achava que isso era fruto da corrupção dos políticos romanos, preocupados em conquistar mais fiéis.
Para o biógrafo White, a fascinação de Newton por uma figura bíblica, o rei Salomão, influenciou na criação da gravitação universal. Salomão teve seu templo construído por volta de 1000 a.C., em Jerusalém. Seguindo o Livro de Ezequiel, Newton imaginou o templo com um fogo central, onde aconteciam sacrifícios, e os discípulos de Jesus colocados em círculo ao redor. “É visível o paralelo entre o sistema solar e o templo: os planetas correspondem aos discípulos, e o fogo do templo é o modelo do Sol”, afirma White.
Metal em ouro
Newton foi uma criança solitária. Aos 3 anos, a mãe o deixou com parentes e foi se casar com um coroa rico. O filho passou a infância lendo livros de teologia, que discutiam detalhes complicados da Bíblia. Aos 13, leu Os Mistérios da Natureza e da Arte, de John Dare, livro que copiou quase inteiro e usou como fonte de inspiração. O maior passatempo era brincar no laboratório de um boticário que o hospedou por um tempo. Foi ali que ele teve o primeiro contato com a química. Passava os sábados sozinho no fundo da botica, inventando remédios e anotando doenças – montou um caderno com 200 delas. Na escola, era relaxado e autodidata. Só começou a estudar matemática aos 19 anos, quando entrou no Trinity Colegge, em Cambridge. Depois das aulas, anotava os pecados que havia cometido: “desejar a morte ou esperar que ela ocorra a alguém” ou “roubar cerejas”.
Quando adulto, Newton virou um chato. Passava a maior parte dos seus dias sozinho com suas pesquisas. Como aluno e depois professor em Cambridge, tinha poucas conversas. Se ofendia facilmente, era vingativo e preferia não publicar seus trabalhos. Quando publicava algum, escrevia somente em latim e proibia que os textos fossem traduzidos para o inglês. Não queria que qualquer alfabetizado tivesse acesso a suas obras e pudesse criticá-lo. Newton nem mesmo tinha alunos. “Tão poucos iam ouvi-lo, menos ainda o entendiam, que com freqüência ele, por falta de ouvintes, lia para as paredes”, escreveu em diário seu assistente na universidade.
Newton gostava de trabalhar sozinho porque tinha medo que descobrissem sua arte secreta: a alquimia. No século 17, os experimentos alquímicos atingiram o auge. Por toda a Europa, vendedores de manuscritos ilegais distribuíam teorias sobre a pedra filosofal e guias para obter o elixir da longa vida. Newton era fascinado por esses objetivos e pela idéia de conseguir achar uma explicação única para todos os fenômenos da natureza. “Ele encarava o aprendizado como uma forma de obsessão, uma busca a serviço de Deus”, afirma James Gleick, autor de Isaac Newton. “Os alquimistas trabalhavam como uma sociedade secreta, com medo da perseguição da Igreja”, diz Valadares. Eles usavam pseudônimos e se comunicavam por códigos. O criador da gravitação universal se chamava Jeová Sanctus Unus, um anagrama de Isaacus Neuutonus, seu nome em latim.
Em 1970, uma análise química mostrou uma concentração enorme de chumbo e mercúrio nos cabelos de Newton. Era o que se esperava. Por quase 30 anos, entre 1666 e 1696, época em que produziu a maioria de sua obra científica, Newton gastou muito mais tempo tentando criar o mercúrio filosofal que estudando as leis do Universo. Passava noites em claro cercado de fornalhas, misturando metais em um cadinho. Anotava metodicamente verbetes e experiências. Em 1670, os rascunhos viraram o livro A Chave, formado por receitas e verbetes alquímicos. Também fazia experimentos esquisitos, como ficar olhando para o Sol o máximo que conseguisse só para ver o que aconteceria e enfiar furadores nos olhos para tentar descobrir o que havia atrás.
Esse alquimista começou a aparecer na cena acadêmica da Inglaterra com a criação de um telescópio de reflexão, em 1669. Tratava-se de um modelo pequeno, quase do tamanho de uma luneta, capaz de mostrar Júpiter e suas luas. O aparelho virou febre nas reuniões da Royal Society, o clubinho de cientistas da época, e foi apresentado ao rei Carlos 20. Depois, Newton cedeu à insistência de um amigo e decidiu encaminhar à sociedade um texto sobre a Teoria das Cores. Com o artigo, o mundo ficou sabendo que a cor branca era a soma de todas as outras – e o prisma era capaz de separá-las. O pessoal da sociedade ficou impressionado, e Newton, aos 29 anos, acabou virando membro da Royal Society, do qual seria presidente.
Ele queria provas
Apesar do reconhecimento, Newton seguiu isolado em Cambridge fazendo experiências místicas. Mas passou a ter contato com os filósofos naturais por cartas ou por meio da correspondência oficial da Royal Society. Esse periódico era um protótipo das revistas científicas de hoje, incluindo de pesquisas óticas a relatos sobre hermafroditas, unicórnios e lobisomens.
O contato com os cientistas trouxe dor de cabeça. Newton passou a travar polêmicas brabas com quem discordava de suas idéias. O primeiro inimigo foi Robert Hooke. Apesar do sucesso de ter descoberto a célula, Hooke era um picareta do século 17: anotava em um diário detalhes de noites com várias mulheres, afirmava ter inventado 30 formas de voar (mas não divulgava, para que ninguém as copiasse) e adorava colocar Newton em contradição. Mas a pendenga mais longa Newton travou com o matemático alemão Leibniz, disputando o mérito pela invenção do cálculo, método que permite calcular áreas, volumes e a taxa de mudança em qualquer ponto da função, hoje fundamental para descobrir desde a posição de uma nave espacial até ganhos de uma aplicação financeira. A polêmica sobre quem criou o cálculo permanece.
Mas a amizade e as brigas com os colegas ajudaram Newton a criar suas maiores teorias. Em 1684, ele recebeu a visita de Edmund Halley, um astrônomo curioso a respeito de suas idéias sobre as forças entre o Sol e os planetas. Quatro anos antes, um cometa havia passado duas vezes pelo céu da Europa, fazendo a astronomia entrar na moda. Na época, a idéia da gravitação universal era comentada, mas ninguém conseguia prová-la. Halley fez o professor de Cambridge tentar. Na mesma época, Newton passou a trocar cartas enfurecidas com Hooke sobre o que aconteceria com um objeto solto no alto da Terra. Hooke mostrou várias vezes à Royal Society que Newton havia feito previsões erradas sobre a trajetória do objeto. Isso irritou o alquimista.
Meses depois, impulsionado pelo objetivo de se vingar de Hooke, Newton chegou à Lei da Gravitação Universal. “A correção de Hooke fez com que eu descobrisse o teorema”, confessou anos depois. Com o apoio de Halley, que acabou virando nome do cometa, Newton publicou os Principia em 1687. A gravitação universal foi descrita na última parte do livro. Segundo essa lei, a força entre os planetas depende da massa dos astros e é inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separam do Sol. E isso vale para todas as coisas. “Essa teoria faria Newton mostrar que as forças que regem o Universo podem ser demonstradas em menor escala aqui na Terra”, diz Valadares. As 3 primeiras partes dos Principia tratam da inércia do movimento dos corpos. Esses princípios fundaram a dinâmica, ciência que usamos hoje em dia até para calcular se dá tempo de atravessar a rua. Idéias assim, na verdade, já tinham sido pensadas por outros filósofos naturais da época. A diferença é que Newton conseguiu prová-las com base em dados reais das órbitas dos planetas e cometas.
O que havia de revolucionário em Newton não era tanto o que ele pensava, mas como pensava. “A ciência do século 17 não é de resultados palpáveis”, afirma o físico Eduardo Valadares. “O que Newton fez foi estruturar uma maneira diferente de ver o mundo.” No século 17, teses não provadas eram tidas como certas – como a idéia de que o Universo era composto de um éter gosmento que envolvia os planetas – e ninguém achava que fosse necessária alguma comprovação. Newton, diferente da maioria dos colegas, não se dava por satisfeito com uma boa idéia. Foi ele quem fez da ciência um sistema de lançar hipóteses que precisam ser verificadas na prática e matematicamente. É assim, usando o método newtoniano, que nós pesquisamos e pensamos hoje. Não à toa, Newton teve como um dos seus melhores amigos o filósofo John Locke, pai do empirismo, segundo o qual a base do conhecimento não era a imaginação, mas a experiência.
Depois de ter publicado os Principia, Newton foi consagrado e virou figura chique da Inglaterra. Apesar de pouca gente entender o que ele dizia (mais ou menos como as idéias de Einstein), ficou rico e famoso. Foi convidado a participar do Parlamento britânico, tornou-se diretor da Casa da Moeda e presidente da Royal Society. Depois da virada para o século 18, suas idéias começaram a ser usadas na construção das máquinas que iniciariam a Revolução Industrial e no método racionalista do Iluminismo. Nos últimos anos de vida, passou a dedicar mais tempo ao estudo da Bíblia. Suas contas sobre as previsões do Apocalipse viraram uma obra póstuma, Observações sobre as Profecias de Daniel. Foi nela que ele cravou o ano de 1948 como data da segunda aparição de Cristo. Em 1727, enquanto os criadores das máquinas a vapor nasciam na Inglaterra, Newton morreu tentando descobrir a data que Deus tinha marcado para o Juízo Final.

O que????


A maçã e a gravidade:

A história de que Newton descobriu a gravidade quando uma maçã caiu na sua cabeça é antiga. Um dos primeiros a contá-la foi o filósofo Voltaire, que escreveu sobre Newton e o tornou famoso entre os franceses. Voltaire afirmou ter ouvido a história de uma sobrinha do físico. Já o biógrafo William Stukeley disse ter ouvido do próprio. Segundo eles, o fato teria ocorrido em 1665, quando Newton estava na casa da mãe se protegendo da peste das cidades. À noite, no jardim, uma maçã teria caído não em sua cabeça, mas entre ele e a Lua. Ao ver a cena, Newton teria se questionado se a força que puxava a maçã para baixo era a mesma que fazia a Lua girar em torno da Terra. Verdade ou não, o fato é que o físico ainda demoraria duas décadas para fazer essa descoberta.

Gay?:

Não há registros de que Newton teve relações com mulheres. Se algum dia se apaixonou, foi por um homem: Nicolas Fatio de Duillier, um jovem matemático suíço. Cartas entre os dois intrigam os historiadores. Têm vários códigos e palavras cortadas. Os dois provavelmente trocavam dados sobre alquimia, daí a razão da escrita misteriosa. Mas pouca gente sabe a razão para o tom melodramático das cartas. “Pretendo ir a Londres na próxima semana e ficaria muito feliz de hospedar-me junto a ti”, disse Newton na primeira carta. Meses depois, ao saber que Fatio estava doente, escreveu: “Recebi tua carta e o quanto fui afetado não posso exprimir”. Newton viajou várias vezes para Londres só para encontrar Fatio. A amizade durou 4 anos, até o jovem ir embora para sempre da Inglaterra.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Resenha Especial do Livro Nosso Lar


Mencione-se, desde logo, que existem dois desenhos, o primeiro que abrange apenas a estrela, onde se localiza a Governadoria e os conjuntos habitacionais, inscritos dentro dela, destinados aos trabalhadores de cada Ministério; o segundo já engloba mais além, os conjuntos residenciais que, conquanto ainda afetos aos trabalhadores do Ministério, podem ser adquiridos por estes, através de "bonus-horas" e são suscetíveis de transmissão hereditária. Também nele se vê a grande muralha protetora da cidade.
A cidade tem a forma de uma estrela de seis pontas, localizando-se a Governadoria no centro do círculo em que está inscrita a estrela.
Da Governadoria partem as coordenadas que dividem a cidade em seis partes distintas, afetas, cada uma, ao mesmo número de organizações especializadas, em que desdobra a administração pública, representadas, como já se disse, pelos Ministérios da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina.
Assim, a cidade está dividida em seis módulos, cada um deles partindo da Governadoria, junto à qual se eleva a torre de cada ministério, configurando-se como um centro administrativo.
À frente deles está a grande praça que os circunda e que, para que se avalie o seu tamanho, está apta para receber, comodamente, um milhão de pessoas. A médium (Heigorina Cunha) descreve-a como belíssima, como piso semelhante ao alabastro, com muitos bancos ao seu redor, sendo que, nos espaços em que se vê o encontro dos vários vértices das bases dos triângulos, por detrás dos bancos, existem fontes luminosas multicoloridas, e em torno delas, flores graciosas e delicadas.
Além da praça temos os núcleos residenciais em forma de triângulo e que, como já se disse, se destinam aos trabalhadores de cada Ministério, sendo que os mais graduados residem mais próximos às praças e, portanto, ao centro administrativo. Essas casas pertencem à comunidade e se um trabalhador se transfere para outro Ministério, deve mudar-se também para residir junto ao seu local de trabalho. Os quadros que se vêem desenhados dentro do triângulo, e junto à muralha, são quadras onde se erguem as residências.
Nos espaços que medeiam entre um núcleo habitacional e outro, seja e, direção à muralha, seja em direção ao núcleo correspondente ao Ministério vizinho, existem grandes parques arborizados onde se erguem outras construções que foram detalhadas na planta, destinados ao lazer ou serviços aos habitantes. Vê-se, por exemplo, no parque do Ministério da Regeneração, a locação do seu Parque Hospitalar; no Ministério da União Divina. o Bosque das Águas e, no Ministério da Elevação, o Campo da Música, todos referidos no livro Nosso Lar.
Cada núcleo residencial é cortado, no centro, por ampla avenida arborizada que o liga à praça principal e à Governadoria, e que se inicia junto à muralha.
Entre os núcleos em forma de triângulo e a muralha, estão os núcleos residenciais destinados aos Espíritos que, por seus méritos, podem adquirir suas casa mediante pagamento em bonus-hora, que é a unidade monetária padrão, correspondente a uma hora de trabalho prestado à comunidade. Estas casas, pertencendo aos que as adquiriram podem ser objeto de herança. Na planta aparecem umas poucas quadras, mas na verdade são muitas quadras, a perderem-se de vista e que se alongam até a muralha.
Circundando toda a cidade, está a grande muralha protetora, onde se acham assestadas as baterias de proteção magnética, para defesa contra as arremetidas dos Espíritos inferiores, o que não deve estranhar porque, como sabemos, a cidade está situada numa esfera espiritual de transição, abrigando espíritos que ainda devem reencarnar.
Por fora da muralha estão os campos de cultivo de vegetais destinados à alimentação pública.A planta da cidade, no entanto, carece de medidas que nos propiciem uma exata compreensão de seu tamanho.
Mas podemos imaginar sua magnitude pelas referências que André Luiz nos faz.
É uma cidade amplamente disposta, para um milhão de habitantes.
O "aeróbus", correndo numa velocidade que não permite fixar os detalhes da paisagem e com paradas de três em três quilômetros, demora quarenta minutos para ir da Praça da Governadoria até o Bosque das Águas, que está localizado na planta.
Em síntese, é o que nos mostra o plano piloto da cidade, configurado na planta que nos veio ao conhecimento por intermediação de nossa irmã Heigorina Cunha.

Anotação em torno de "Nosso Lar"



1 - O irmão Lucius fez quanto pôde, a fim de trazer, aos amigos domiciliados no Plano Físico, alguns aspectos de Nosso Lar, a colônia de trabalho e reeducação a que nos vinculamos na Espiritualidade, especialmente o plano piloto que lhe diz respeito.
Para isso, encontrou a dedicação da médium Heigorina Cunha, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais, no Brasil.
2 - Terá conseguido transmitir, minuciosamente, toda a imagem do vasto contexto residencial a que nos referimos?
Decerto que não, mas estamos à frente de uma realização válida pelas formas e idéias básicas que o mencionado amigo alinhou, cuidadosamente, através do intercâmbio espiritual.
3 - Justo lembrar aqui os mapas que Cristóvão Colombo desenhou, por influência de Mentores e Amigos Espirituais, antes de desvelar a figura da América.
Semelhantes esboços não continham a realidade total, no entanto, demonstram, até hoje, que o valoroso navegador apresentava a configuração do Novo Continente, em linhas essenciais.
4 - Convém esclarecer que Nosso Lar é uma colônia-cidade, habitada por homens e mulheres, jovens e adultos, que já se desvencilharam do corpo físico.
Outras colônias-cidades espirituais, porém, existem, às centenas, em torno da Terra, obedecendo às leis que lhe regem os movimentos de rotação e translação.
5 - Em toda parte, depois do berço, o homem, no centro da Natureza, é defrontado pelos princípios de seqüência.
Depois da morte também.
6 - Atendendo aos ditames da reencarnação e da desencarnação, nascem na experiência física e liberam-se dela milhares de criaturas humanas, no estado mental em que se comprazem.
7 - Quantos abordam o mundo material através do renascimento, evidenciam-se na condição em que se achavam, no Plano Espiritual, procedentes do mundo, lá se revelam tal qual se encontram, seja em matéria de evolução ou seja ante a contabilidade da lei de causa e efeito.
8 - Ninguém é constrangido a pensar dessa ou daquela forma, por força dos princípios universais que nos governam.
Cada consciência, encarnada ou desencarnada, é livre, em pensamento, para escolher o caminho que lhe aprouver, ainda que esteja, transitoriamente, nos resultados infelizes de opções que haja feito, no passado, resultados nos quais a criatura pode amenizar ou agravar a própria situação, na pauta da conduta que adote.
9 - Compreensível que os seres humanos transfiram para a Vida Espiritual, quando lhes ocorra desencarnação, os ideais nobilitantes e as paixões deprimentes, os desgostos e as alegrias, a convicção e a descrença, os valores do entendimento e os desmandos da inteligência, o conhecimento deficitário e a ânsia de elevação de que se vejam possuídos.
10 - Renascendo na Terra, a personalidade espiritual permanece internada na veículo físico, cercada de testes que lhe aferem o valor alcançado, com alicerces na assimilação do que já tenha realizado de melhor, em si mesma; e, desencarnado, essa mesma personalidade patenteia, claramente, o que é, como está e em que degrau evolutivo se acomoda, irradiando de si própria o clima espiritual em que se lhe apraz viver e conviver.
11 - No berço terrestre, a pessoa se reassume na família ou no grupo social em que deva reaprender lições e conclusões do pretérito, com o resgate de débitos que haja contraído, ou em que possa prosseguir nas tarefas de amor e cooperação às quais livremente se empenha.
12 - Na desencarnação, essa mesma pessoa retoma a companhia do grupo espiritual com que se afina, de modo a continuar mentalmente estanque, como deseja, ou de maneira a colher os resultados felizes no esforço de auto-sublimação que haja desenvolvido no Plano Físico, seja pelo aperfeiçoamento realizado em si mesma ou seja pelas tarefas enobrecedoras que tenha iniciado, entre os homens, entrando naturalmente no grupo de elevação a que se promoveu.
13 - Todo espírito é livre, no pensamento, para melhorar-se, melhorando o campo de vivência em que esteja, ou para complicar-se, complicando o campo de experiências a que se vincule.
14 - Nas colônias-cidades ou colônias-parques que gravitam em torno do Plano Físico, para domicílio transitório das inteligências desencarnadas, é natural que a luta do bem para extinguir o mal ou o desequilíbrio da mente, continue com as características que lhe conhecemos na Crosta da Terra.
15 - A morte não opera milagres. O ser humano, além ela, prossegue no trabalho do auto-burilamento ou estacionário, enquanto não aceite a obrigação de renovar-se e evoluir.
16 - As religiões, a filosofia e a ciência continuam, por necessidade das criaturas desencarnadas, crendo, estudando e experimentando na sustentação do progresso e do aprimoramento humano, oferecendo vastos domínios de serviço nobilitado aos seus intérpretes, cultivadores e expoentes.
17 - Considerando a densidade das multidões de espíritos desencarnados, desvalidos de orientações, vítimas de paixões acalentadas por eles próprios, analfabetos da alma, desvairados pelos sentimentos possessivos, portadores de enfermidades e conflitos que eles mesmos atraem e alimentam, espíritos imaturos e desinformados, de todas as procedências, é necessário que o lar de afinidades, o templo da fé, a escola e a predicação, a prece e o reconforto, o diálogo e a instrução, o hospital e a assistência, o socorro e os tratamentos de segregação, funcionem, nas comunidades do Mais Além, com extremada compreensão de quantos lhes esposam tarefas salvadoras.
18 - Para o esclarecimento gradativo dos espíritos desencarnados, que se revelam necessitados de apoio e e instrução ( e contam-se por milhões), a palavra articulada, falada ou escrita, irradiada ou televisada, ainda é o processo mais rápido de comunicação, embora a telepatia e a sublimação contêm, além da morte, com círculos de iniciados, cada vez mais amplos, em elevados níveis de entendimento.
19 - Justo que a didática, no Mais Além, utilize a lição, o exame, a exposição prática, os cursos vários de introdução ao conhecimento superior, a disciplina, o apólogo, a fábula, os exemplos da história e todos os recursos de auxílio aos companheiros necessitados de conhecimento e motivação para o bem deles próprios.
20 - Nas comunidades de criaturas desencarnadas, a afinidade é o clima ideal para a união dos seres, o interesse pela ascensão do espírito aos planos superiores é a marca de todos aqueles que já despertaram para o respeito a Deus e para o amor ao próximo, o trabalho do bem é incessante, a religião não tem dogmatismo, a filosofia acata os melhores pensamentos onde se manifestem, a ciência é humanitária e o esforço pelo próprio aperfeiçoamento íntimo é impulso infatigável em todas as criaturas de boa vontade.
22 - Além da morte, a vida continua e, com mais clareza, aí se vê a realidade da teologia simples que rege a evolução, em tudo o que a evolução possua em comum com a Natureza: "A cada um segundo as suas próprias obras".


ANDRÉ LUIZ
Uberaba, 17 de junho de 1983.
( Anotações recebidas pelo médium Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, Minas Gerais)

Deus existe?? Materia da Super interessante...


Há 100 anos, a ciência tinha certeza de que descobriria sozinha os mistérios do universo. Hoje, ela busca na religião respostas para grandes questões.
Existe uma luz no fim do túnel? Eu sinceramente espero que sim. Afinal, faz várias semanas - meses talvez - que estou perdido nesse labirinto escuro.
Eu não sei o que fiz para merecer tamanho castigo. De todos os trabalhos que poderiam me dar nesta vida de jornalista, não deve ter abacaxi mais cascudo que esse: uma reportagem sobre Deus... e justo numa revista científica!
Mecânica quântica e matemática do caos a gente até entende - com a ajuda de um bom professor, claro. Deus é outra história. É o infinito imponderável: aquilo que não dá para se pensar nem imaginar. É o infinito inefável: aquilo que não dá para se falar. Ou pelo menos essa é a maneira mais segura de abordar - e encerrar - o assunto sem cair no ridículo nem ofender ninguém.
Mas são os próprios cientistas que não param de falar em Deus. Os últimos dez anos em especial viram nascer um novo filão literário dedicado a discutir o Divino - aquele mesmo, um Criador Onipotente e Onisciente! - à luz da física e da matemática, da química e da biologia.
O culpado, ao que tudo indica, é o físico inglês Stephen Hawking, ocupante da cadeira que foi de Isaac Newton na ultra-prestigiosa Universidade de Cambridge e um dos principais teóricos dos buracos negros. Hawking, todo mundo sabe, realizou um milagre digno do Grande Arquiteto Celestial ao vender mais de dez milhões de cópias de um tratado de cosmologia e astrofísica, denso o suficiente para fritar o cérebro do público leigo. Publicado em 1988, Uma Breve História do Tempo tornou-se o mais inesperado best seller da história e até filme virou - não sem antes deixar no ar, bem no parágrafo final, uma sedutora insinuação de casamento entre ciência e religião:
"Se chegarmos a uma teoria completa, com o tempo esta deveria ser compreensível para todos e não só para um pequeno grupo de cientistas. Então, todo mundo poderia tomar parte na discussão sobre por que nós e o Universo existimos... Nesse momento, conheceríamos a mente de Deus."
Aviso importante: Hawking nunca se declarou religioso e usa essa idéia mais como uma frase de efeito, uma metáfora do conhecimento total do Universo. Mas não demorou para outro cientista inglês do alto escalão, o físico Paul Davies, extrair todo um livro - e mais um sucesso comercial de arromba! - levando ao pé da letra as palavras do colega. Acolhido com uma chuva de prêmios destinados à divulgação científica, A Mente de Deus (1992) passa em revista a história da ciência e da filosofia para afirmar, com convicção, que tudo no cosmo revela intenção e consciência. Como o próprio Davies resumiu em uma entrevista: "Acredito que as leis da natureza são engenhosas e criativas, facilitando o desenvolvimento da riqueza e da diversidade na natureza. A vida é apenas um aspecto disso. A consciência é outro. Um ateu pode aceitar essas leis como um fato bruto, mas para mim elas sugerem algo mais profundo e intencional."
Estava dada a deixa para uma verdadeira enxurrada de físicos-teólogos atacar o assunto em dezenas de publicações semelhantes, como Ian Barbour, Arthur Peacocke, Hugh Ross, Frank Tipler e Gerald Schroeder. Dessa turma, o mais ativo é o também inglês John Polkinghorne, colega de Hawking no departamento de Física de Cambridge, que - depois de 25 anos de carreira acadêmica brilhante - largou tudo para se ordenar pastor anglicano e escrever seus livros de "cristianismo quântico".
"Eu não abandonei a física porque estava desiludido com ela, muito pelo contrário: continuo acompanhando o assunto com o máximo interesse. Só não faço mais pesquisa científica. Mas boa parte dos meus livros consiste em ensinar física quântica aos leigos", disse ele à SUPER. "Acredito que precisamos de ambas as perspectivas, a científica e a religiosa, para compreender esse mundo admirável em que vivemos."
Alguma transformação radical deve ter ocorrido para que a crença em Deus, assunto que havia se tornado tabu em laboratórios e universidades, renascesse com tanta força. Cem anos atrás, a ciência se projetava como a própria imagem do progresso e da civilização: decifrar todos os mistérios da natureza era só uma questão de tempo. Era como se estivéssemos em um trem, atravessando planícies ensolaradas, com uma visão cada vez mais ampla de tudo que nos cercava. Nós mesmos havíamos nos tornado os senhores do universo. Ninguém necessitava mais de fantasias como "providência divina". Conceitos desse tipo - e entidades sobrenaturais em geral - passaram a ser considerado ou uma infantilização neurótica (Freud) ou um meio das classes dominantes subjugarem os pobres e oprimidos (Nietzche e Marx).
De repente, sumiram de vista as planícies, a luz do sol e os próprios trilhos do trem. Um terremoto, depois outro, haviam nos atirado dentro de um túnel escuro, onde as velhas certezas voltavam a se converter em mistérios. Esses dois cataclismas eram justamente a física quântica e a matemática do caos.
"Ambas teorias mostravam que existe uma imprevisibilidade inevitável espalhada por toda a natureza. Não acho que isso deva ser interpretado como uma infeliz ignorância de nossa parte e sim como sinal de que os processos físicos são muito mais abertos do que a mecânica de Newton sugeria. Quando falo 'abertos', estou querendo dizer que existem outros princípios causais em ação, acima e além das trocas de energia que a física descreve", afirma Polkinghorne.
O físico brasileiro Ricardo Galvão, da Universidade de São Paulo - que se diz "bastante religioso" - completa o quadro: "A partir das equações da mecânica de Newton e da teoria do eletromagnetismo de Maxwell, a ciência clássica dava a impressão de que, conhecendo essas leis matemáticas, conseguiríamos descrever todo o Universo. É o que se chama de conceito determinístico, segundo o qual se acreditava que, conhecendo as condições iniciais de um evento ou sistema, poderíamos prever toda sua evolução futura. Mas já no final do século passado, o matemático e físico francês Henri Poincaré (1854-1912) tocou no problema de que essas condições iniciais nunca são bem conhecidas. Ele mostrou que mesmo a mecânica de Newton não era determinística no sentido que se pensava. Aí, veio a mecânica quântica e introduziu o conceito de que é impossível se conhecer simultaneamente a posição e o movimento de uma partícula. Esse é o Princípio da Incerteza de Heisenberg, que realmente derrubou aquela atitude científica do tipo 'conhecemos tudo e podemos prever o futuro' ".
Foi justamente o Princípio da Incerteza que fez Einstein soltar, em protesto, sua frase mais famosa: "Deus não joga dados!". A imprevisibilidade quântica era demais para ele aceitar. Einstein, como se sabe, falava o tempo todo em Deus - até o dia em que o encostaram na parede e perguntaram se ele acreditava mesmo no Dito Cujo. "Acredito no Deus de Spinoza, que se revela na harmonia e na ordem da natureza, não em um Deus que se preocupa com os destinos e as ações dos seres humanos", respondeu o criador da teoria da relatividade, citando o filósofo holandês do século XVII para quem Deus e o Universo seriam a mesma "substância". Tal entidade, para Spinoza, só poderia ser acessível à mente humana em dois de seus infinitos atributos: o pensamento consciente e o mundo das coisas materiais.
A definição de Einstein decepcionou muita gente - John Polkinghorne, inclusive - por excluir o que costuma se chamar de "Deus pessoal". Assim, até um ateu convicto como Carl Sagan aceita a divindade. "A idéia de Deus como um gigante barbudo de pele branca, sentado no Céu, é ridícula. Mas se, com esse conceito, você se referir a um conjunto de leis físicas que rege o Universo, então claramente existe um Deus. Só que é emocionalmente frustrante: afinal, não faz muito sentido rezar para a lei da gravidade!", disse o famoso astrônomo americano.
Sagan foi um dos raros cientistas a se declarar ateu. A grande maioria prefere o termo "agnóstico", criado em 1869 pelo biólogo inglês Thomas Huxley - apelidado "buldogue de Darwin" pela sua incansável defesa da teoria da evolução em um dos maiores conflitos da história entre ciência e religião. Há uma grande diferença entre as duas posições: dizer-se ateu é recusar a existência de um Deus, enquanto o agnóstico ("sem conhecimento", em grego) admite que nada sabe sobre dimensões sobrenaturais no Universo - e que o mais provável é que seja impossível superar tal ignorância. É essa combinação exemplar de humildade e a diplomacia - nada a ver com o cão-de-guarda que usaram para batizar Huxley! - que define até hoje a postura de quase todos os cientistas não-religiosos.
Mesmo assim, o americano Allan Sandage - um dos astrônomos mais respeitados mundialmente, hoje com 74 anos - considerava-se ateu com todas as letras, até os 50 anos. Sua conversão ao cristianismo veio de repente, provocada pelo "simples desespero de não conseguir responder só com a razão perguntas como 'por que existe algo ao invés de nada?'."
"Foi o meu trabalho que me levou à conclusão de que o mundo é muito mais complicado do que pode ser explicado pela ciência. Só através do sobrenatural consigo entender o mistério da existência", afirma ele. "A ciência torna explícita a incrível ordem natural, as interconexões em vários níveis entre as leis da física e as reações químicas encontradas nos processos biológicos da vida. Por que será que os elétrons têm todos a mesma carga e a mesma massa? A ciência só pode responder questões bem específicas, do tipo 'o que?', 'quando?' e 'como?'. O seu método de investigação, por mais poderoso que seja, não pode responder ao 'por que?'."
Enxergar Deus na inteligência com que a natureza se organiza - manifesta através de leis matemáticas - não é só a porta de entrada da religião para contemporâneos como Sandage e John Polkinghorne, como uma tradição que vem desde a própria a raiz do conhecimento científico. Nem o ateísmo confesso de Bertrand Russell - lógico, matemático e filósofo reconhecido como um dos pensadores mais brilhantes do século XX - o impediu de valorizar essa linha peculiar de devoção: "A combinação de matemática e teologia, que começou com Pitágoras, caracterizou a a filosofia religiosa na Grécia Antiga, na Idade Média e chegou à modernidade com Kant. Tanto em Platão como em Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, Descartes, Spinoza e Leibniz há essa ligação íntima entre religião e razão, entre aspiração moral e admiração lógica do que é atemporal."
Para quem compartilha desse espírito pitágorico, o melhor retrato de Deus já não está nas pinturas de Miguelângelo e sim nas fractais - aquelas imagens geradas por equações matemáticas que estão entre as mais incríveis descobertas relacionadas à teoria do caos. Essa nova geometria, até então oculta na natureza, apareceu - entre as décadas de 60 e 70 - tanto nos estudos de variações climáticas realizadas pelo metereologista Edward Lorenz, quanto nas estatísticas visualizadas em computador pelo matemático Benoit Mandelbrot. O que as fractais tanto mostram que, para alguns, adquire um caráter de revelação divina? Que processos aparentemente irregulares como a ramificação de uma árvore, ou o recorte de uma costa marinha, seguem um desenho-padrão que, por sua vez, obedece uma fórmula matemática.
Mais ou menos na mesma época - começo dos anos 70 - um jovem físico chamado Fritjof Capra estava sentado na praia quando teve uma espécie de êxtase místico, provocado pela visão das ondas em sincronia com sua respiração. O resultado dessa sua experiência está em O Tao da Física, best seller que, apesar de desprezado pela comunidade científica, ajudou a lançar o movimento new age, explorando paralelos entre a física quântica e as principais religiões orientais: hinduísmo, budismo e taoísmo. Não faltam no livro citações dos próprios Werner Heisenberg e Niels Bohr - dois dos pais da mecânica quântica - sobre as afinidades entre suas descobertas e a visão de mundo contida nestas tradições religiosas.
O conceito chinês do tao, destacado no título do livro - algo como fluxo ou ritmo universal - não espelha apenas a "dança cósmica" que Capra vê na física quântica. Pode igualmente ser associado aos padrões da natureza revelados nas fractais. Mas sua inspiração inicial mostra uma das principais limitações da ciência nesse tipo de comparação: ela não pode depender de experiências pessoais e instranferíveis, como o transe de Capra à beira-mar. O físico Guimarães Ferreira, da Unicamp - outro cientista brasileiro religioso - acredita que esse é um bom motivo para não se misturar as duas coisas: "Deus é um Ser que gosta de ser pessoal", diz ele. "É muito mais fácil encontrá-lo em nossas experiências de vida do que no laboratório. O maior pensador do mundo ocidental, Santo Agostinho, já dizia que é mais fácil achar Deus dentro de si do que no mundo exterior."
No outro extremo está o físico Frank Tipler, crente de que a ciência pode - e deve - ser utilizada para provar a existência de Deus, como princípio criador, organizador, onisciente, onipotente etc, como rezam as escrituras. Tipler escreveu todo um livro, The Physics of Immortality (1994), apresentando a versão mais radical de uma visão compartilhada com mais cautela por John Polkinghorne, Paul Davies e os cientistas que apóiam o chamado princípio antrópico - a mais surpreendente teoria dos últimos tempos. Para eles, o modo como o caos espontaneamente gera ordem e todo o cosmo parece conspirar a favor da existência de vida revela atributos divinos como consciência e intenção. A vida, assim, deve ser vista como nada menos que um milagre; e a vida consciente, um milagre maior ainda. O princípio antrópico postula que o Universo foi criado da maneira que nós o percebemos justamente para ser observado por criaturas inteligentes (nós mesmos!) e que é nossa conciência que seleciona uma realidade entre todas as probabilidades quânticas. Não custa lembrar que Brandon Carter, que apresentou pela primeira vez o princípio antrópico em 1973, não é nenhum guru aloprado e sim um cientista respeitadíssimo entre seus pares por suas pesquisas na linha-de-frente da nova física.
Tem mais: a teoria mais aceita para explicar a origem do Universo - a explosão de uma bola de energia - também vale para esses estudiosos como sinal de uma criação intencional e inteligente. Como diz o próprio astrônomo que batizou essa teoria de Big Bang, o inglês Fred Hoyle: "Uma explosão num depósito de ferro velho não faz com que pedaços de metal se juntem numa máquina útil e funcional!"
E o que teria existido, então, antes do Big Bang? Os físicos são unânimes em dizer que é impossível saber. Enquanto houver mistérios intransponíveis para a mente humana, idéias de divindade não só sobrevivem, como proliferam - e até são atualizadas cientificamente. Quando Stephen Hawking fala de uma "teoria completa" que nos permitiria conhecer a "mente de Deus", está se referindo à busca principal da física no século XX: um modelo que unifique a teoria da relatividade, que explica o movimento dos corpos celestes, e a mecânica quântica, que descreve o outro extremo: energia e matéria no nível subatômico. Aqui reside um dos mais chocantes enigmas quânticos: ondas de energia podem se comportar como partículas de matéria e vice-versa.
A própria mente humana - acreditam psiquiatras, neurologistas e companhia - guarda talvez mais mistérios que o Universo lá fora. Como afirma o físico brasileiro Newton Bernardes, da Unicamp, sem nenhuma crença religiosa: "A ciência depende da linguagem. A religião, não. Ela está no campo do indizível e aí temos que abandonar a razão: só resta a fé. Mas pode existir, sim, conhecimento sem linguagem. Essa é uma limitação da ciência."
Enquanto isso, no Instituto de Física Aplicada da USP, Ricardo Galvão pondera a localização exata de um conhecimento sem linguagem: a criatividade, presente tanto nas artes como na ciência mais exata. "A própria teoria da relatividade, é difícil imaginar como o Einstein chegou a ela - não foi por dedução. Idéias científicas precisam ser formuladas matematicamente, mas na hora surgem muitas vezes de um estalo." E de onde, então, vêm essas magias chamadas intuição e inspiração? Existem hipóteses, é claro, como o inconsciente de Freud. Mas, por enquanto, só Deus sabe!

domingo, 12 de setembro de 2010

Variedades: O que é Ocultismo??


Ocultismo (ou ciência oculta) é um conjunto de teorias e práticas cujo objetivo seria desvendar os segredos da natureza e do Homem, procurando descobrir seu aspecto espiritual e superior. Ele trata do que está além da esfera do conhecimento empírico, o que é secreto ou escondido. O ocultismo está relacionado aos fenômenos supostamente sobrenaturais. Ocultismo é um conjunto vasto, um corpo de doutrinas supostamente proveniente de uma tradição primordial que se encontraria na origem de todas as religiões e de todas as filosofias, mesmo as que, aparentemente, dele parecem afastar-se ou contradizê-lo.O Homem aqui retratado seria um supostamente completo e arquetípico, composto não apenas de corpo, mas também de emoção, razão e alma (como divide a cabala).Segundo algumas tradições ocultistas as religiões do mundo teriam sido inspiradas por uma única fonte sobre-natural. Portanto, ao estudar essa fonte chegar-se-ía a religião original.Muitas vezes um ocultista é referenciado como um mago. Alguns acreditam que estes antigos Magos já conheciam a maior parte das descobertas da ciência, tornando estas descobertas meros achados.

Definição e escopo

Na ciência oculta, a palavra oculto refere-se a um "conhecimento escondido" ou "conhecimento secreto", em oposição ao "conhecimento visível" ou "conhecimento mensurável" que é associado à ciência convencional.

Para as pessoas que seguem aprofundando seus estudos pessoais de filosofia ocultista, o conhecimento escondido ou oculto é algo comum e compreensivel em seus símbolos, significados e significantes. Este mesmo conhecimento "não revelado" ou "oculto" é assim designado, por estar em desuso ou permanecer no index das culturas atualmente, mas originalmente no século XIX era usado por ter sido uma tradição que teria se mantido ocultada da perseguição da Igreja, e da sociedade e por isso mesmo não pode ser percebido pela maioria das pessoas.

Mesmo que muitos dos símbolos do ocultismo, estejam sendo utilizados normalmente e façam parte da linguagem verbal ou escrita (p.e. a palavra abracadabra seria uma palavra de poder), permanecem assim, oculto o seu significado e seu verdadeiro sentido. Desta maneira, tudo aquilo que se chama de "ocultismo" seria uma sabedoria intocada, que poucas pessoas chegam a tomar conhecimento, pois está além (ou aquém) da visão objetiva da maioria, ou de seu interesse.

O ocultismo sempre foi concebido desde o início, como um saber acessível apenas a pessoas iniciadas (ou seja, para aquelas que passaram por uma "iniciação"; uma inserção num grupo separado do comum e do popular; ou mesmo uma espécie de batismo, onde as pessoas seriam escolhidas, então guiadas e orientadas a iniciar numa nova forma de compreender e pensar o já se conhece, supostamente transcendendo-o).

Contudo, sempre houve curiosos de várias época, que foram capazes de especular à respeito do Ocultismo, sem que este conhecimento se tornasse algo comum em suas vidas. Embora o Ocultismo sempre exigisse da pessoa que o estudava, uma posiçao e atitude pessoal diversa daquela que a maioria das pessoas assumia. Por isso mesmo, que os estudiosos desta filosofia não eram bem vistos (acusados de pagãos, bruxos(as), místicos, loucos, rebeldes), sendo excluídos, perseguidos e condenados.

Com certeza eram em sua maioria, muito mal compreendidos. O ocultismo tem como escopo de estudo o que seriam energias e forças psíquicas, suas fontes e seus efeitos, assim como os seus canais de atuação e seus efeitos produzidos na consciência do Homem. Segundo os ocultistas a ciência oculta estuda, ao contrário da ciência tradicional, a natureza em sua totalidade, assim como as relações entre a natureza e o Homem. Principalmente por professar uma dimensão espiritual, ou sobre-natural, algo que nunca foi empiricamente demonstrado e por tanto não reconhecido pela ciência.

Do ponto de vista de quem o professa a percepção do oculto consiste, não em acessar fatos concretos e mensuráveis, mas trabalhar com a mente "transcendendo-se" e o espírito. Ocultismo assim supostamente refere-se ao treinamento mental, psicológico e espiritual que permite um "despertar" de certas faculdades ocultas, ou, na visão da ciência tradicional, algum tipo de ilusão ou hipnose auto-induzida.

Origens, influências e tradições

O ocultismo está relacionado com o misticismo e o esoterismo e tem influências das religiões orientais (principalmente Yoga, Hinduísmo, Budismo, e Taoísmo).O ocultismo teria suas origens em tradições antigas, particularmente o hermetismo no antigo Egito, e envolve aspectos como magia, alquimia, e cabala.

História recente

As raízes mais antigas conhecidas do ocultismo são os mistérios do antigo Egito, relacionados com o deus Hermes ou Thoth. Por isto, frequentemente o ocultismo é referido como hermetismo.Na Idade Média, principalmente na Península Ibérica devido a presença de muçulmanos e judeus, floresceu a alquimia, ciência relacionada com a manipulação dos metais, que segundo alguns, seria na verdade uma metáfora para um processo mágico de desenvolvimento espiritual. Tanto a alquimia quanto o ocultismo receberam influência da cabala judaica, um movimento místico e esotérico pertencente ao judaísmo.Alguns destes ocultistas medievais acabaram sendo mortos na fogueira pela Inquisição da Igreja Católica, acusados de serem bruxos e terem feito pacto com o diabo.

O ocultismo ressurgiu no século XIX com os trabalhos de Eliphas Levi, Helena Petrovna Blavatsky, Papus e outros. Mas trabalhos relacionados a cabala relacionados durante toda Idade Média. E de alquimia na Baixa Idade Média.

O Segredo Para Fazer o Casamento Durar!


Minha mulher e eu temos o segredo para fazer um casamento durar:
Duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras e eu, às quintas.
Nós também dormimos em camas separadas: a dela é em Fortaleza e a minha, em SP.
Eu levo minha mulher a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta.
Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento, "em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!" ela disse. Então, sugeri a cozinha.
Nós sempre andamos de mãos dadas...
Se eu soltar, ela vai às compras!
Ela tem um liquidificador, uma torradeira e uma máquina de fazer pão, tudo elétrico.
Então, ela disse: "nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar".
Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.
Lembrem-se: o casamento é a causa número 1 para o divórcio. Estatisticamente, 100 % dos divórcios começam com o casamento. Eu me casei com a "senhora certa".
Só não sabia que o primeiro nome dela era "sempre".
Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la.
Mas, tenho que admitir: a nossa última briga foi culpa minha.
Ela perguntou: "O que tem na TV?"
E eu disse: "Poeira".

Luis Fernando Verissímo

sábado, 11 de setembro de 2010

Adoro Quintana!!


Ele não está simplesmente na primeira linha dos poetas brasileiros: na verdade, Mario Quintana assume uma posição que bem poucos dessa primeira linha conseguiram assumir. Lido com igual carinho pelos que começam hoje a fazer literatura como por escritores já inteiramente consagrados do País, ele é também um nome popular, um artista que sensibiliza o público e o vai tornando cada vez mais amigo da poesia. Ao longo dos anos, mesmo não lutando por isso, Quintana fez-se poeta de aceitação unânime: nós todos aprendemos a ver na obra dele - essa obra tão sutil e tão hábil como idéia e como forma - uma síntese feliz de domínio artístico e de lúcida apreensão da existência.


Prefácio do livro de Mario Quintana: Nova Antologia Poética da Editora Globo
3ª Edição - 1985

A Ideologia da Guerra


"As guerras tem aparentemente o fim de destruir o inimigo. O que elas conseguem afinal é destruir parte da humanidade – quando esta é atingida da psicose do suicídio. Isso não quer dizer que cada uma das partes se suicide pessoalmente. Nada de covardias. Para salvar as aparências cada uma delas suicida a outra. Seria ridículo atribuir qualquer idéia de expurgo à Natureza – com N maiúsculo. E, por outro lado, seria humor negro atribuí-lo a insondáveis desígnios da Divina Providência.


Deixemos as maiúsculas em paz. Agora, o último pretexto invocado é o das guerras ideológicas. Muito bonito! Mas quem foi que disse que se trata de idéias? Trata-se de convicções. As quais nada tem a ver com a lógica.


Eis um exemplo das convicções: eu sou gremista, tu és colorado. Ora, duvido que qualquer um de nós descubra alguma razão lógica para isso.


Agora, passando para um domínio mais amplo, universal, vamos procurar um exemplo das idéias."

Mario Quintana

Opinião: Ofensas ao Alcorão Sagrado e aos Muçulmanos- Por Sheikh Taleb


... Em nome do Qual põe abaixo os injustos, desorienta os opressores ...

“Deus, louvado seja disse no seu livro sagrado: Desejam em vão extinguir a Luz de Deus com as suas bocas; porém, Deus nada permitirá, e aperfeiçoará a Sua Luz, ainda que isso desgoste os incrédulos Ele foi Quem enviou Seu Mensageiro com a Orientação e a verdadeira religião, para fazê-la prevalecer sobre todas as outras, embora isso desgostasse os idólatras.”

Os livros divinos celestiais possuem uma posição grandiosa e importante, com seus seguidores e os que crêem neles, e os muçulmanos do mundo todo crêem em tudo que os profetas Moisés, Jesus e os demais profetas (Que a paz e a bênção de Deus estejam com eles) nos trouxeram desde o inicio, e isso faz parte da crença como um todo.

O Alcorão Sagrado, o livro revelado por Deus o Altíssimo, ao selo de seus profetas e mensageiros, Mohammad ibn Abdillah (S.A.A.S.), possui uma posição especial e grandiosa entre os muçulmanos e é o principal elemento da crença e da extração de jurisprudências e da moral e da ética para os muçulmanos, pois seus ensinamentos abordam os mais detalhados pontos da vida de cada um dos muçulmanos. Eles o consideram o mais grandioso livro celestial revelado para a humanidade, no qual os anúncios iluminados da orientação e do temor a Deus estão registrados para toda a humanidade. Este sagrado livro contém o ensinamento do bem, da bondade e da salvação para todo homem, pois ele é uma doutrina completa e justa para todos os aspectos da vida.

Os acontecimentos de Nova Iorque no dia 11 de Setembro de 2001, que foram condenados e repudiados por todos os países árabes e islâmicos, que se inocentaram dos planejadores e praticantes destes atentados, não possuem nenhuma ligação com o Islam, então porque marcar a data da queima do Alcorão Sagrado neste dia depois de todo este tempo? Isso só estimula o ódio entre as duas partes envolvidas, de uma forma muito bem planejada pelo sionismo internacional.

O Alcorão Sagrado, o livro divino preservado e protegido por seu revelador de todo tipo de manipulação, menciona entre seus versículos e capítulos as histórias dos profetas e mensageiros, menciona também a senhora Virgem Maria (Que a paz de Deus esteja com ela) Mãe de Jesus (Que a paz de Deus esteja com ele), e diz que ela é a senhora sagrada e grandiosa, a qual o paraíso se sente atraído por ela. O livro sagrado do Islam menciona o seu nome com toda grandiosidade e respeito. Este livro é o livro da orientação, do bem, da justiça e da virtude e qualquer ofensa ou insulto ao Alcorão Sagrado é um insulto a todos os livros celestiais e a todos os profetas e mensageiros. Deus louvado seja disse na Surata al-Isra – C. 17 V. 9: “ Em verdade, este Alcorão encaminha à senda mais reta e anuncia aos fiéis benfeitores que obterão uma grande recompensa”. Então qualquer ofensa a este grandioso livro custará muito caro, pois mexe com o sentimento de milhões de muçulmanos, os quais assistirão seu livro sagrado sendo agredido e queimado. As reações serão muitas e incontroláveis, e em todos os níveis, pois isto ofenderá a honra e a personalidade do Islam e dos muçulmanos.

O Centro Islâmico no Brasil, através de sua posição religiosa, adverte quanto ao perigo que envolve esta ação caso ela venha acontecer, pois a mesma é uma declaração clara de ódio a Deus e seus mensageiros e Profetas (Que a paz e a benção de Deus estejam com eles) e especialmente contra o Profeta Mohammad ibn Abdillah (S.A.A.S.), pois este ato estimula a aumenta a violência e o ódio para com os muçulmanos.

Convidamos também ao papa Bento 16 e a todos os líderes espirituais do vaticano que condenem tal ato e desencorajem os praticantes de tais mensagens de ódio, incentivando-os a que divulguem a cultura do bem, amor, diálogo, perdão e da boa convivência. Convidamos também a todas as igrejas e as respeitadas seitas cristãs, tanto dos EUA quanto do restante do mundo, a fazerem de tudo para evitar que esta ação perigosa aconteça, pressionando esta seita e orientando seus líderes e seguidores para evitar que o mal maior aconteça, isto em respeito ao mundo em que vivemos, onde necessitamos cada dia mais de entendimento e diálogo.

Deus o Altíssimo disse na Surata al-Anfal – C. 8 V. 25: “E preveni-vos contra a intriga, a qual não atingirá apenas os iníquos dentre vós; sabei que Deus é Severíssimo no castigo.”

Sheikh Taleb Hussein al-Khazraji
Centro Islâmico no Brasil - Ramadan de 1431 / 2010

domingo, 29 de agosto de 2010

Óvnis - Matrix - Deus - Reencanação


A maioria dos cientistas não acredita em nenhuma dessas coisas. Mas então por que a ciência tem tanta dificuldade em provar que elas não existem
por Salvador Nogueira.

Todo ano, na Inglaterra, é realizado um "acampamento para ateus" - onde crianças e jovens participam de palestras e debates sobre ciência. A principal gincana desse evento, que até já foi tema de uma reportagem da SUPER, gira em torno de dois unicórnios invisíveis - que vivem no acampamento e não podem ser vistos, ouvidos, tocados ou cheirados. Ganha quem conseguir provar que eles não existem. Fácil, você dirá. É claro que unicórnios não existem, muito menos os invisíveis. Mas, ano após ano, ninguém do acampamento consegue provar esse óbvio ululante. Substitua os tais unicórnios por outras ideias que costumam ser rechaçadas por muitos cientistas, como a existência de Deus, Matrix e visitas de aliens à Terra, e você chegará ao mesmo impasse: se os cientistas têm tanta certeza de que essas coisas não existem, por que então não conseguem provar que estão corretos?

O problema está no chamado "método científico" - que é adotado por todos os pesquisadores e foi proposto por Galileu Galilei no século 16. Em vez de simplesmente especular sobre as coisas, como se fazia até então, ele criou um procedimento mais rigoroso. São 4 etapas (veja acima), e só passando por todas é possível chegar a uma conclusão irrefutável. Só que a ciência, mesmo com todos os seus avanços, às vezes ainda tropeça em alguma delas. E o mesmo rigor racional que permitiu confirmar as verdades mais fundamentais do Universo, como as leis da física, torna impossível provar que determinadas crenças são falsas. Vire a página para saber por quê.
O método científico
Quer provar algo? Veja as etapas que é preciso atravessar.

1. Observação - Olhe o mundo e perceba alguma coisa notável, digna de análise. Precisa ser um fato concreto.

2. Pergunta - Escreva uma pergunta sobre esse fato. Por exemplo: o que ele é? Quais são suas causas?

3. Hipótese - Baseando-se no conhecimento científico atual, imagine a provável resposta dessa pergunta.

4. Experiência - Faça um teste em circunstâncias controladas. O resultado vai confirmar ou negar a hipótese.

5. Conclusão - Sim/Não


Coisas que a ciência não consegue provar
CONDIÇÃO ATENDIDA - Etapas superadas pelos cientistas.
CONDIÇÃO NÃO ATENDIDA - Momento em que a análise empaca.


Quando a gente morre acabou
CONDIÇÃO ATENDIDA - 1. Observação
CONDIÇÃO ATENDIDA - 2. Pergunta
CONDIÇÃO NÃO ATENDIDA - 3. Hipótese
CONDIÇÃO NÃO ATENDIDA - 4. Experiência

O corpo humano é feito de células. Quando elas morrem, você morre. Não existe alma nem reencarnação. Essa é a visão científica tradicional. Mas bilhões de pessoas acreditam em vida após a morte. Elas estão erradas? Não há como garantir que estejam. O fato é que a ciência não consegue provar que alma e reencarnação não existem, por um motivo simples: como testar algo que não deixa evidência palpável? Até hoje, ninguém conseguiu encontrar ou medir a alma das pessoas. E olha que isso já foi tentado. Em 1907, o médico americano Duncan MacDougall pesou 6 pacientes antes e depois da morte. Ele achava que, se a alma existisse, quando a pessoa morresse, ela sairia do corpo, deixando o cadáver com um peso menor que o indivíduo tinha quando estava vivo. MacDougall comprovou sua teoria. Mas, como ele mesmo admitiu depois, duas das medições estavam erradas - e um cadáver voltou a recuperar o peso. Novos testes foram feitos nas décadas seguintes, mas nunca provaram a tese. Estudos mais recentes sugerem que o cérebro pode gerar alucinações, em que a pessoa sai do próprio corpo, durante a morte (leia na página 22). Mas só porque a nossa mente cria ilusões de alma não quer dizer que ela de fato não exista. Sem testar a reencarnação em laboratório, é impossível provar que ela não é real.


Deus não existe
CONDIÇÃO ATENDIDA - 1. Observação
CONDIÇÃO ATENDIDA - 2. Pergunta
CONDIÇÃO NÃO ATENDIDA - 3. Hipótese
CONDIÇÃO NÃO ATENDIDA - 4. Experiência

Esta o biólogo inglês Richard Dawkins, um dos principais cientistas do mundo e líder de várias campanhas ateístas, adoraria dizer que pode provar. Afinal, dizer que alguma coisa acontece "por causa de Deus" é inadmissível para cientistas como ele. Porque essa é uma afirmação que, no fundo, realmente não explica nada. Mas é impossível provar que Deus não existe, porque o método científico só consegue testar a validade de hipóteses que, em tese, possam ser refutadas com provas. Se você levantar uma hipótese como "a Terra é quadrada", por exemplo, pode testá-la mandando uma nave espacial fotografar o planeta. É uma prova objetiva. Já com a existência de Deus, não é assim. Como conseguir provas? Onde procurá-las? Mesmo se fosse possível criar um teste para medir a existência de Deus, ele poderia optar por não aparecer - ou simplesmente fingir que não estava lá.

O problema para os pesquisadores é que a ciência, ao contrário da Igreja, não prova as coisas pela negativa. Quando o Vaticano quer provar um milagre, usa a ausência de provas em contrário - obtém laudos de cientistas dizendo que eles não conseguem explicar aquele fato. "Se os peritos afirmam que a ciência não pode explicar o acontecido, aquilo passa a ser reconhecido como intervenção divina", explica Luiz Carlos Marques, especialista em história religiosa da Universidade Católica de Pernambuco.

O método científico não funciona assim. Como os cientistas costumam dizer, a inexistência de provas não é uma prova de inexistência. A única coisa que a ciência pode fazer é afastar Deus do nosso dia a dia, explicando o Universo e as coisas de forma lógica e racional em vez de atribuí-las a fenômenos sobrenaturais. Mas daí a dizer que Deus não existe, vai uma enorme distância. E, se Richard Dawkins não gostar, sempre pode tirar as calças e pisar em cima.


Óvnis não são reais
CONDIÇÃO ATENDIDA - 1. Observação
CONDIÇÃO ATENDIDA - 2. Pergunta
CONDIÇÃO ATENDIDA - 3. Hipótese
CONDIÇÃO NÃO ATENDIDA - 4. Experiência

Normalmente, quando alguém aparece com uma suposta foto de disco voador, o especialista consultado costuma ser um astrônomo. Eles conseguem refutar a esmagadora maioria das supostas aparições de óvnis (geralmente fraudes ou ilusões de ótica). Mas não conseguem descartar totalmente a questão. Tudo por causa do método científico. Quer ver? A primeira etapa, observação, transcorre sem qualquer dificuldade: existem, afinal, aparições de óvnis a ser estudadas. A segunda etapa, pergunta, também rola sem problemas. Basta formular a questão "as visitas de extraterrestres à Terra são reais?" Depois vem a hipótese: essas visitas não são reais porque as imagens são fraudes, ou apenas ilusões - existem certos fenômenos atmosféricos que podem produzir efeitos semelhantes aos de óvnis. Até aí, tudo bem.

O problema vem na etapa seguinte, a experiência. Não é possível fazer um experimento controlado com ETs. Nem sequer podemos prever quando os supostos discos voadores vão aparecer no céu. Sem experiência, não há conclusão - e não se prova nada.

Se os aliens apenas deixassem um sinal físico de sua existência - um pedaço de nave, que pudesse ser testado em laboratório para provar sua origem extraterrestre -, a questão voltaria ao alcance da ciência. "O mais frustrante é que, mesmo após milhares de avistamentos de óvnis, nenhum produziu evidências físicas que pudessem levar a resultados reprodutíveis em laboratório", diz o físico Michio Kaku, da Universidade da Cidade de Nova York.


Não vivemos na Matrix
CONDIÇÃO NÃO ATENDIDA - 1. Observação
CONDIÇÃO NÃO ATENDIDA - 2. Pergunta
CONDIÇÃO NÃO ATENDIDA - 3. Hipótese
CONDIÇÃO NÃO ATENDIDA - 4. Experiência

O filósofo francês René Descartes, no século 17, estabeleceu as bases do racionalismo. Ele começava duvidando de tudo, e depois ia restabelecendo as verdades com base na razão. As 3 conclusões a que chegou, que serviram de base a todo o resto, são bastante conhecidas: "Penso, logo existo", "Deus existe" e "o mundo existe". É sempre chato desapontar um gênio como Descartes, mas é muito difícil justificar cientificamente essas conclusões. Começando pela que talvez pareça mais óbvia: o mundo existe. O que nos garante que o mundo existe de verdade - e não é apenas uma simulação criada por computadores ou pelos nossos sentidos, como no filme Matrix? Nada. É impossível provar cientificamente que essa ilusão, a Matrix, não existe. E isso acontece porque o método científico é freado já em sua primeira etapa: a observação. Nós observamos o mundo a partir dos nossos sentidos: visão, olfato, paladar, tato e audição. Só que eles nos enganam. Se estamos assustados, por exemplo, podemos ouvir barulhos que não existem. E, principalmente, não temos acesso direto à realidade - nossas sensações são produzidas pelo cérebro, que recebe e interpreta sinais e transforma o resultado em algo acessível pela consciência. Ora. Se o ser humano não consegue observar o mundo sem passar por esse filtro, não tem como provar se ele é real ou apenas uma ilusão. "E se a nossa civilização atingisse um estágio pós-humano [muito avançado] e começasse a rodar simulações de épocas anteriores? Como podemos saber se não estamos numa dessas simulações?", pergunta o filósofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford. Ele tem razão. Cientificamente, nada garante que não estejamos vivendo dentro da Matrix.