Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você
Sou um amante de livros, tenho verdadeira paixão por literatura. Acredito que ao ler um livro você faz uma viagem por mundos desconhecidos, mundos a serem descobertos.Este blog tem como objetivo a troca de informação literaria, a troca de conhecimento sobre livros. O blog tem em sua maxima, indicar e receber em suas paginas indicações de livros. Formando assim um forum literario de debate e incentivo a leitura. De sua sugestão, sua indicação...vamos fazer da leitura um prazer em nosso cotidiano.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Voce o escultor da sua vida!!
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.
Charles Chaplin
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Você é mais ou é menos...

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
Chico Xavier
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Einstein o Cara!!

Em fevereiro de 1923, o físico Albert Einstein, já mundialmente famoso, fez uma visita a Jerusalém. E registrou sua observação das pessoas rezando no Muro das Lamentações: "Desci até o muro do templo, onde os obtusos patrícios ficam rezando alto, com o rosto voltado para o muro, balançando o corpo para frente e para trás. Imagem miserável de uma gente com passado e sem presente".
Esta breve anotação de viagem é característica da relação de Einstein com a religião. Por um lado, ele reclama da obtusidade dos crentes; por outro, considera-os "patrícios". O cientista nascido em Ulm, no extremo sul da Alemanha, em 1879, era judeu e, mais ou menos desde 1918, sionista.
Com 17 anos, no entanto, ele já tinha se excluído da comunidade religiosa judaica e jamais voltaria a seguir qualquer confissão. Não visitava serviços religiosos e não rezava. Mesmo assim, Einstein tinha fé. Em agosto de 1932, escreveu um breve texto intitulado "Minha Profissão de Fé" e logo em seguida gravou-o em disco para a Liga Alemã dos Direitos Humanos.
A linguagem de Deus é a matemática
"Fazer parte das pessoas que podem dedicar sua valiosa força de observação e investigação a coisas objetivas e desvinculadas do tempo é uma graça especial. Como sou feliz e grato por usufruir desta graça que nos torna independentes do destino pessoal e do comportamento dos demais! Mas esta independência não deve nos cegar, no entanto, a ponto de ignorarmos os deveres que continuam nos vinculando à humanidade de antes, de agora e de depois", observa Einstein.
E prossegue: "Nossa situação no mundo parece estranha. Cada um de nós aparece para uma breve visita, involuntariamente e sem ser convidado, sem saber por quê e para quê. Na vida diária, só sentimos que o ser humano existe por causa dos outros, daqueles que amamos e de inúmeros outros companheiros de destino".
A origem da religião para Einstein é o medo. Medo de fome, doença e morte. É preciso apaziguar o Deus ou os deuses, a fim de escapar da desgraça. Em um nível mais elevado, a fé surge de sentimentos sociais. Neste caso, religião é como uma superestrutura moral que regula a vida da comunidade. Para Einstein, a religião moral é a religião dos povos com tradição cultural. Mas ele ainda distingue uma terceira forma de vivência religiosa: a religiosidade cósmica.
A religiosidade cósmica seria apenas para "indivíduos especialmente ricos e comunidades especialmente nobres". O conceito cósmico de Deus não se prende mais a imagens pessoais, de modo que não requer nem Igreja, nem dogmas, nem orações. Neste caso, Deus é um princípio. Sua linguagem é a matemática. Venerá-lo significa fazer ciência
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Muito especial

" Quando o poeta italiano DANTE escreveu a A divina comédia, ele disse :
No dia em que um homem permitir que o verdadeiro amor apareça, as coisas que estão bem estruturadas se transformarão em confusão, e irão balancar tudo aquilo que é certo, que é verdade.......
O mundo será verdadeiro quando o homem souber amar......até lá, viveremos achando que conhecemos o amor, mas sem coragem de enfrenta-lo tal como é.
" O amor é uma força selvagem. Quando tentamos controlá-lo, ele nos destrói.Quando tentamos aprisioná-lo, ele nos escraviza. quando tentamos entende-lo ele nos deixa perdidos e confusos.
" Esta força está na terra para nos dar alegria, para aproximar DEUS e do nosso proximo: e mesmo assim, da maneira que amamos hoje, temos uma hora de angustia para cada minuto de paz."
O guerreiro da luz

Cada golpe de sua espada traz consigo séculos de sabedoria e meditação. Cada golpe precisa ter a força, a habilidade de todos os guerreiros do passado, que ainda hoje continuam abençoando a luta. Cada movimento no combate honra os movimentos que as gerações anteriores procuraram transmitir através da Tradição.
O guerreiro desenvolve a beleza de seus golpes. Embora se comporte como uma criança.
As pessoas ficam chocadas, porque esqueceram que uma criança precisa divertir-se, brincar, ser um pouco irreverente, fazer perguntas inconvenientes e imaturas, dizer tolices.
E perguntam, horrorizadas: "É isso o caminho espiritual? Ele não tem maturidade!”
O guerreiro se orgulha com este comentário. E mantêm-se em contacto com Deus, através de sua inocência e alegria. Age assim, porque no começo de sua luta, afirmou para si mesmo:
“Eu tenho sonhos”.
Depois de alguns anos, percebe que é possível chegar onde quer. Ele sabe que vai ser recompensado.
Neste momento, a grande alegria que animava seu coração, desaparece. Porque enquanto caminhava, conheceu a infelicidade alheia, a solidão, as frustrações que acompanham grande parte da humanidade. O guerreiro da luz então acha que não merece o que está para receber.
Quando aprende a manejar sua espada, descobre que seu equipamento precisa ser completo - e isto inclui uma armadura.
Ele sai em busca da sua armadura, e escuta a proposta de vários vendedores.
"Use a couraça da solidão", diz um.
"Use o escudo do cinismo", responde outro.
"A melhor armadura é não se envolver em nada", afirma um terceiro.
O guerreiro, porém, não dá ouvidos. Com serenidade, vai até seu lugar sagrado e veste o manto indestrutível da fé.
A fé apara todos os golpes. A fé transforma o veneno em água cristalina.
O seu anjo sussurra: “entrega tudo". O guerreiro ajoelha-se, e oferece a Deus as suas conquistas.
A Entrega obriga o guerreiro a parar de fazer perguntas tolas, e o ajuda a vencer a culpa.
E se, ainda assim, achar que sua recompensa é imerecida, um guerreiro da luz sempre tem uma segunda chance na vida.
Como todos os outros homens e mulheres, ele não nasceu sabendo manejar sua espada. Errou muitas vezes antes de descobrir sua Lenda Pessoal.
Nenhum homem ou mulher pode sentar-se em torno da fogueira, e dizer aos outros: "sempre agi certo." Quem afirma isto está mentindo, e ainda não aprendeu a conhecer a si mesmo. O verdadeiro guerreiro da luz já cometeu injustiças no passado.
Mas, no decorrer da jornada, percebe que as pessoas com quem agiu errado sempre tornam a cruzar com ele.
Por isso, o guerreiro da luz tem a impressão de viver duas vidas ao mesmo tempo.Em uma delas, é obrigado a fazer tudo que não quer, lutar por idéias nas quais não acredita. Mas existe uma outra vida, e ele a descobre em seus sonhos, leituras, encontros com gente que pensa como ele.
O guerreiro vai permitindo que suas duas vidas se aproximem.
"Há uma ponte que liga o que eu faço com o que eu gostaria de fazer", pensa. Aos poucos, os seus sonhos vão tomando conta da sua rotina, até que ele percebe que está pronto para o que sempre quis.
Então, basta um pouco de ousadia - e as duas vidas se transformam numa só.
É sua chance de corrigir o mal que causou. Ele a utiliza sempre, sem hesitar.
Paulo Coelho
O Sufismo na história do homem- Parte 4

Na foto ao lado os Sufistas rodopiantes: O sufismo pode ser dividido historicamente nos períodos antigo, clássico, medieval e moderno. Um dos fatos marcantes do período clássico foi à crucificação de Husayn ibn Mansur al-Hallaj, acusado de heresia, em 922, após declarar "Eu sou a verdade".
Foi na época medieval, entretanto, que os sufistas aprenderam a disfarçar em poesias complexas qualquer afirmação que pudesse ser considerada um desafio à crença do "Deus Único". Assim, só mesmo os esclarecidos podiam decifrá-las.
Durante a Idade Média, Abu Hamid al-Ghazzali (1059-1111) afastou-se da vida mundana para empreender uma busca por Deus. Seus escritos ajudaram a combinar os aspectos heréticos do sufismo com o islamismo ortodoxo. Em números, os sufistas atingiram o auge na era moderna, entre 1550 e 1800. Hoje o sufismo é, muitas vezes, praticado em segredo nos países muçulmanos, enquanto na Índia e em muitos países do ocidente ele comanda um fiel grupo de seguidores.
No que se refere as influências do sufismo-Islâmico no mundo, pode-se perceber que o Sufismo-Islamita influenciou fortemente a maçonaria, pois a essência maçônica tem muito da prática mística do Islamismo.
A maçonaria é uma Instituição Escolar Iniciática, Filosófica e Científica, que transmite o conhecimento da essência das ciências e de si mesmo, e trabalha redirecionando este conhecimento, para a melhoria de vida da humanidade e a preservação do ecossistema.
Sufismo - Parte 3
Conhecido por muitos como o misticismo do Islã, o sufismo é uma filosofia de autoconhecimento e contato com o divino através de certas práticas as quais nem sempre seguem um padrão fixo e frequentemente parecem incomprensíveis a um observador que esteja fora do contexto de trabalho. Estas práticas devem ser aplicadas por um professor. Os sufis acreditam que Deus é amoroso e o contato com ele pode ser alcançado pelos homens através de uma união mística, independente da religião praticada. Por este conceito de Deus, foram, muitas vezes, acusados de blasfêmia e perseguidos pelos próprios muçulmanos esotéricos, pois contrariavam a idéia convencional de Deus.
Hallaj (séc. X), um dos grandes representantes do sufismo, foi executado, pois ensinou, em estado de êxtase, que Deus e ele eram um; que havia atingido a identidade suprema. Como o ideal do sufismo era ascético, acreditavam que Jesus era tão importante quanto Maomé, que o Alcorão era tão essencial quanto a Bíblia ou a Torá. Quase um século e meio depois, Ghazali, um dos maiores pensadores do mundo e seguidor sufi, disseminava a idéia de que a verdade mística não pode ser aprendida, mas sim experimentada por meio do êxtase.
Para os sufis a origem histórica da sua religiosidade pode ser encontrada nas práticas meditativas do profeta Maomé. Este tinha por hábito refugiar-se nas cavernas das montanhas de Meca onde se dedicava à meditação e ao jejum. Foi durante um desses retiros que Maomé recebeu a visita do anjo Gabriel, que lhe comunicou a primeira revelação de Deus.
Encontramos seguidores desta corrente em todos os segmentos sociais: camponeses, donas-de-casa, advogados, comerciantes, professores. Sua filosofia básica é: "Estar no mundo, mas não ser dele", livre da ambição, da cobiça, do orgulho intelectual, da cega obediência ao costume ou do respeitoso amor às pessoas de posição mais elevada.
Hallaj (séc. X), um dos grandes representantes do sufismo, foi executado, pois ensinou, em estado de êxtase, que Deus e ele eram um; que havia atingido a identidade suprema. Como o ideal do sufismo era ascético, acreditavam que Jesus era tão importante quanto Maomé, que o Alcorão era tão essencial quanto a Bíblia ou a Torá. Quase um século e meio depois, Ghazali, um dos maiores pensadores do mundo e seguidor sufi, disseminava a idéia de que a verdade mística não pode ser aprendida, mas sim experimentada por meio do êxtase.
Para os sufis a origem histórica da sua religiosidade pode ser encontrada nas práticas meditativas do profeta Maomé. Este tinha por hábito refugiar-se nas cavernas das montanhas de Meca onde se dedicava à meditação e ao jejum. Foi durante um desses retiros que Maomé recebeu a visita do anjo Gabriel, que lhe comunicou a primeira revelação de Deus.
Encontramos seguidores desta corrente em todos os segmentos sociais: camponeses, donas-de-casa, advogados, comerciantes, professores. Sua filosofia básica é: "Estar no mundo, mas não ser dele", livre da ambição, da cobiça, do orgulho intelectual, da cega obediência ao costume ou do respeitoso amor às pessoas de posição mais elevada.
Etimologia - Sufi- Parte 2
Para alguns autores, a palavra é oriunda de suf que significa "lã" em árabe. Aparentemente, seus primeiros praticantes tinham por hábito vestir-se com lã, como forma de demonstrar a sua simplicidade, sendo provavelmente influenciados pelos ascetas cristãos da Síria e da Palestina. A lã possuía também uma conotação espiritual nos tempos pré-islâmicos.
Para outros autores a origem deve ser procurada na palavra árabe safa, que significa "pureza".
Seja como for, estas palavras têm origem no egípcio antigo, onde as palavras SOF, SEF, SAF, SUF E SIF todas tem como significado PUREZA. Portanto, a palavra SUFI é de origem substancialmente egípcia, mas isto não quer dizer que o Sufismo seja egípcio,pois, o sufismo é atemporal, embora tenha conexões profundas com a sabedoria do Egito Antigo; a forma como o conhecemos hoje foi dada pela revelação recebida pelo Profeta Mohammad, e estruturado no século XI de nossa era. Sabemos que existem vários santos sufis muito anteriores a esta data, entretanto foi a partir do século XI que as escolas sufis começaram a se organizar.
Para outros autores a origem deve ser procurada na palavra árabe safa, que significa "pureza".
Seja como for, estas palavras têm origem no egípcio antigo, onde as palavras SOF, SEF, SAF, SUF E SIF todas tem como significado PUREZA. Portanto, a palavra SUFI é de origem substancialmente egípcia, mas isto não quer dizer que o Sufismo seja egípcio,pois, o sufismo é atemporal, embora tenha conexões profundas com a sabedoria do Egito Antigo; a forma como o conhecemos hoje foi dada pela revelação recebida pelo Profeta Mohammad, e estruturado no século XI de nossa era. Sabemos que existem vários santos sufis muito anteriores a esta data, entretanto foi a partir do século XI que as escolas sufis começaram a se organizar.
Interssado no Sufismo- A mistica -Parte 1

Nas proximas postagens vou abordar a questão do Sufismo e sua pratica. O Sufismo pode trazer grande beneficios para seus praticantes, uma vez que o Sufismo tem como pratica a meditação e sua aproximação a Deus de uma maneira meditativa e direta.
Os interessados em conhecer melhor estas praticas podem entrar em contato comigo através bo blog...será um prazer esclarecer esta pratica milenar.
O sufismo (árabe: تصوف, tasawwuf; persa:صوفیگری Sufi gari) é a corrente mística e contemplativa do Islão. Os praticantes do sufismo, conhecidos como sufis ou sufistas, procuram uma relação directa com Deus através de cânticos, música e danças.
O termo sufismo é utilizado para descrever um vasto grupo de correntes e práticas. As ordens sufis (Tariqas) podem estar associadas ao islão sunita, islão xiita ou uma combinação de várias correntes. O pensamento sufi nasceu no Médio Oriente no século VIII, mas encontra-se hoje por todo o mundo. Na Indonésia, actualmente a nação com maior número de muçulmanos, o islão foi introduzido através das ordens sufis.
De acordo com as grandes escolas de jurisprudência islâmica, o sufismo é considerado como um movimento herético, tendo sido, por isso, perseguido inumeras vezes ao longo da história.
Melhor que o livro o Simbolo Pedido - Dan Brown

Numa altura em que tanto se publica ao desbarato livros sobre teorias da conspiração, porque não fazer uma viagem no tempo e desfrutar de um livro que as aborda de uma forma diferente? Para além de ter sido um dos primeiros livros a abordar o assunto, fá-lo de uma forma completamente inovadora e ainda hoje irrepetível. Umberto Eco transporta-nos para Itália, onde três amigos que trabalham numa editora muito habituada a publicar livros disparatados sobre teorias da conspiração acerca dos templários, decidem criar a sua própria teoria, apenas e criteriosamente baseada em factos e em conexões entre estes a que eles chamam “O Plano”. Tudo correria bem se a teoria não fosse demasiado credível e extremamente inovadora, começando a convencer todos os esotéricos que com ela se cruzam como também a certa altura alguns dos seus criadores. Incrivelmente bem escrito, é um livro altamente aconselhável a quem, pelo menos, se sente curioso acerca do tema. Além de que Eco nos põe em contacto com um universo bastante vasto de citações retiradas dos mais variados livros religiosos e esotéricos. Por vezes uma sátira, noutras, uma aventura que nos põe a pensar, no caso de isso ainda não ter acontecido, sobre o poder que existe no consciente (e provavelmente inconsciente) colectivo. “A teoria social da conspiração…é uma consequência da falta de referência a Deus, e da consequente pergunta: “Quem está no seu lugar?” (Numa altura em que tanto se publica ao desbarato livros sobre teorias da conspiração, porque não fazer uma viagem no tempo e desfrutar de um livro que as aborda de uma forma diferente? Para além de ter sido um dos primeiros livros a abordar o assunto, fá-lo de uma forma completamente inovadora e ainda hoje irrepetível. Umberto Eco transporta-nos para Itália, onde três amigos que trabalham numa editora muito habituada a publicar livros disparatados sobre teorias da conspiração acerca dos templários, decidem criar a sua própria teoria, apenas e criteriosamente baseada em factos e em conexões entre estes a que eles chamam “O Plano”. Tudo correria bem se a teoria não fosse demasiado credível e extremamente inovadora, começando a convencer todos os esotéricos que com ela se cruzam como também a certa altura alguns dos seus criadores. Incrivelmente bem escrito, é um livro altamente aconselhável a quem, pelo menos, se sente curioso acerca do tema. Além de que Eco nos põe em contacto com um universo bastante vasto de citações retiradas dos mais variados livros religiosos e esotéricos. Por vezes uma sátira, noutras, uma aventura que nos põe a pensar, no caso de isso ainda não ter acontecido, sobre o poder que existe no consciente (e provavelmente inconsciente) colectivo. “A teoria social da conspiração…é uma consequência da falta de referência a Deus, e da consequente pergunta: “Quem está no seu lugar?”
Kopper
Química é vida

Quando uma folha de árvore é exposta à luz do sol e é iniciado o processo da fotossíntese, o que está ocorrendo é química. Quando o nosso cérebro processa milhões de informações para comandar nossos movimentos, nossas emoções ou nossas ações, o que está ocorrendo é química.
A química está presente em todos os seres vivos. O corpo humano, por exemplo, é uma grande usina química. Reações químicas ocorrem a cada segundo para que o ser humano possa continuar vivo. Quando não há mais química, não há mais vida.
Há muitos séculos, o homem começou a estudar os fenômenos químicos. Os alquimistas podiam estar buscando a transmutação de metais. Outros buscavam o elixir da longa vida. Mas o fato é que, ao misturarem extratos de plantas e substâncias retiradas de animais, nossos primeiros químicos também já estavam procurando encontrar poções que curassem doenças ou pelo menos aliviassem as dores dos pobres mortais. Com seus experimentos, eles davam início a uma ciência que amplia constantemente os horizontes do homem. Com o tempo, foram sendo descobertos novos produtos, novas aplicações, novas substâncias. O homem foi aprendendo a sintetizar elementos presentes na natureza, a desenvolver novas moléculas, a modificar a composição de materiais. A química foi se tornando mais e mais importante até ter uma presença tão grande em nosso dia-a-dia, que nós nem nos damos mais conta do que é ou não é química.
O que sabemos, no entanto, é que, sem a química, a civilização não teria atingido o atual estágio científico e tecnológico que permite ao homem sondar as fronteiras do universo, deslocar-se à velocidade do som, produzir alimentos em pleno deserto, tornar potável a água do mar, desenvolver medicamentos para doenças antes consideradas incuráveis e multiplicar bens e produtos cujo acesso era restrito a poucos privilegiados. Tudo isso porque QUÍMICA É VIDA.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Voce tem uma mente aberta?

Por Ricardo Ahmad
يُرِيدُونَ أَن يطفئوا نُورَ اللّهِ بِأَفْوَاهِهِمْ وَيَأْبَى اللّهُ إِلاَّ أَن يُتِمَّ نُورَهُ وَلَوْ كَرِهَ الْكَافِرُونَ
"Desejam em vão extinguir a Luz de Deus com as suas bocas; porém, Deus nada permitirá, e aperfeiçoará a Sua Luz, ainda que isso desgoste os incrédulos!"
Entre os muitos livros religiosos existentes há um que é pouco compreendido, estou falando do Alcorão, um livro que tem máxima importância no mundo muçulmano. Muitas pessoas têm um ponto de vista altamente critico em relação a este livro, que é lido por mais de um bilhão de pessoas em todo mundo. Muitos dizem que ele fomenta a guerra, a discórdia, a intolerância... Que é um livro patriarcal e totalmente machista. Porém muitas pessoas nunca tiveram a oportunidade de folhar suas paginas para certificar se isto que dizem é realmente verdade ou não. Uma pena! Pois vivemos dentro de uma sociedade que pouco faz para ter uma opinião pro pia, justa. Outro dia conversando com um amigo, ele mencionou o Alcorão como um livro de "ideologia sanguinária, bestial, um compendio perigoso na mão de fundamentalistas perigosos e doentes" Perguntei a ele como ele tinha chegado neste parecer, se ele havia lido o Alcorão em sua integra? a resposta foi um não, que sua opinião era formada pela mídia que explanava o assunto de modo bem objetivo. O Alcorão é tão "fundamentalista" quanto a Bíblia, eu diria menos "perigoso" que a Bíblia, que é um livro respeitado pelos muçulmanos. Nossa opinião não deve ser formada pela mídia que tem interesses obscuros, e muitas vezes "bairristas"... temos que ter a nossa pro pia visão de mundo, obter conhecimentos, colher dados, e formar nossa opinião. Por isto recomendo a leitura do Alcorão em português... que leia este livro com amplitude cultural, para entendermos o ponto de vista de outras culturas... pois há sobrevivência neste mundo globalizado, cada vez menor, depende do nosso respeito com nosso próximo, que muitas vezes tem uma visão de vida totalmente diferente da nossa.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Clarice, uma verdade

"Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar. P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar."
Clarice Lispector
sábado, 2 de janeiro de 2010
Brasil- Elas não são Muçulmanas!!

O islã condena de modo duro a violência contra as mulheres. Infelismente no mundo islamico, assim como em qualquer outra sociedade existem covardes não que não respeitam o direto da mulher!!
Na esfera jurídica, violência significa uma espécie de coação, ou forma de constrangimento, posto em prática para vencer a capacidade de resistência de outrem, ou a levar a executá-lo, mesmo contra a sua vontade. É igualmente, ato de força exercido contra as coisas, na intenção de violentá-las, devassá-las, ou delas se apossar.
Existem vários tipos de armas utilizadas na violência contra a mulher, como: a lesão corporal, que é a agressão física, como socos, pontapés, bofetões, entre outros; o estupro ou violência carnal, sendo todo atentado contra o pudor de pessoa de outro sexo, por meio de força física, ou grave ameaça, com a intenção de satisfazer nela desejos lascivos, ou atos de luxúria; ameaça de morte ou qualquer outro mal, feitas por gestos, palavras ou por escrito; abandono material, quando o homem, não reconhece a paternidade, obrigando assim a mulher, entrar com uma ação de investigação de paternidade, para poder receber pensão alimentícia.
Mas nem todos deixam marcas físicas, como as ofensas verbais e morais, que causam dores,que superam, a dor física. Humilhações, torturas, abandono, etc, são considerados pequenos assassinatos diários, difíceis de superar e praticamente impossíveis de prevenir, fazendo com que as mulheres percam a referencia de cidadania.
A violência contra a mulher, não esta restrita a um certo meio, não escolhendo raça, idade ou condição social. A grande diferença é que entre as pessoas de maior poder financeiro, as mulheres, acabam se calando contra a violência recebida por elas, talvez por medo, vergonha ou até mesmo por dependência financeira.
Atualmente existe a Delegacia de Defesa da Mulher, que recebe todas as queixas de violência contra as mulheres, investigando e punindo os agressores. Como em toda a Polícia Civil, o registro das ocorrências, ou seja, a queixa é feita através de um Boletim de Ocorrência, que é um documento essencialmente informativo, todas as informações sobre o ocorrido visam instruir a autoridade policial, qual a tipicidade penal e como proceder nas investigações.
Toda a mulher violentada física ou moralmente, deve ter a coragem para denunciar o agressor, pois agindo assim ela esta se protegendo contra futuras agressões, e serve como exemplo para outras mulheres, pois enquanto houver a ocultação do crime sofrido, não vamos encontrar soluções para o problema.
A população deve exigir do Governo leis severas e firmes, não adianta se iludir achando que esse é um problema sem solução. Uma vez violentada, talvez ela nunca mais volte a ser a mesma de outrora, sua vida estará margeada de medo e vergonha, sem amor próprio, deixando de ser um membro da comunidade, para viver no seu próprio mundo.
A liberdade e a justiça, são um bem que necessita de condições essenciais para que floresça, ninguém vive sozinho. A felicidade de uma pessoa esta em amar e ser amada. Devemos cultivar a vida, denunciando todos os tipos de agressões (violência) sofridas.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Em Gaza!!

Em Gaza há hospitais e há médicos, mas a população palestina morre porque Israel não permite a entrada de medicamentos.
Em Gaza há automóveis, caminhões e ônibus, mas a população palestina precisa se locomover a pé porque Israel não permite a entrada de combustível.
O combustível que abastece Israel vem da Arábia Saudita...
Em Gaza as casas possuem lâmpadas, rádios, computadores e televisores, mas a população palestina vive às escuras porque Israel cortou a energia elétrica.
Em Gaza as torneiras funcionam, mas a população está morrendo de sede porque Israel cortou a água dos palestinos para encher as piscinas dos invasores colonos sionistas.
Os palestinos de Gaza padecem por falta de alimentos porque Israel continua com o bloqueio. E se antes os palestinos de Gaza podiam se alimentar graças às colheitas de azeitonas, agora nem isso, porque os invasores sionistas já não se contentam mais em roubar os campos. Eles invadem as casas, com apoio dos soldados hebreus para recolher o pouco que restou das azeitonas.
Aicha...com carinho!!!

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade
Vivendo e aprendendo, que o ano de 2010 seja uma eterna virtude!

Conhecia Nietzsche das aulas de filosofia. Mas tudo o que aprendemos na escola são rótulos e classificações de pensamento (como se os filósofos pudessem ser etiquetados). Graças à minha falta de memória, felizmente esqueci por completo que Nietzsche foi classificado de niilista; assim, pude ler Assim falou Zarathustra livre de qualquer preconceito. Redescobri Nietzsche graças a um texto de Osho, que o citava para explicar justamente uma coisa que Oráculo me exortou a fazer de agora em diante: viver aqui na Terra, PARA a Terra. Procurei o livro na net e só encontrei uma versão em inglês. Quase tive um Samadhi ao ler o capítulo "Virtude Dadivosa!" O cara é praticamente um dos "patrocinadores" deste blog! Um gênio ácido com um profundo sentimento espiritualista à frente de seu tempo. Ou, como comentei certa vez, um budista enrustido.
Quis compartilhar com os leitores deste blog e procurei uma versão em português, mas qual a minha decepção quando vejo que a tradução desvirtua o texto (e olha que o original é em alemão e deve ter perdido coisas na tradução pro inglês). Já que eu tive de rever todo o texto, aproveitei pra eliminar a linguagem rebuscada que atrapalhava o fluxo da leitura e impede o livre acesso ao fumus bono, o âmago do pensamento filosófico do autor.
Da Virtude Dadivosa (trechos da parte 2):
"Permaneçam fiéis à Terra, meus irmãos, com todo o poder da sua virtude. Devotem seu amor incondicional e seu conhecimento para que tenham um significado aqui na Terra. Assim vos rogo, e a isso vos conjuro. Não deixem vossa virtude bater asas, fugindo das coisas terrestres para ir se chocar contra paredes eternas. Ah, e tem havido sempre tanta virtude extraviada!
Conduzam, assim como eu, a virtude extraviada de volta pra Terra; Sim, restituam-na ao corpo e à vida, para que dê à Terra o seu sentido, um sentido humano. Deixem seu espírito e sua virtude serem devotados a um sentido terrestre, meus irmãos: deixem o valor de tudo ser determinado novamente por vocês! Para isso devem ser lutadores! Para isso devem ser criadores!
Há mil caminhos que nunca foram trilhados; mil fontes de saúde e mil ilhas de vida ainda escondidas. Inesgotável e desconhecido ainda é o ser humano e o mundo do ser humano.
Agora, meus discípulos, vou-me embora sozinho! Partam sozinhos, também! Assim o quero.
Com toda a sinceridade vos dou este conselho: Afastem-se de mim e precavei-vos contra Zaratustra! Melhor ainda: tenham vergonha dele! Talvez ele os tenha ludibriado.
O homem de conhecimento não só deve amar os seus inimigos, mas também odiar os seus amigos. Mal corresponde ao mestre aquele que nunca passa de discípulo. E por que não quereis tomar minha Coroa?
Venerais-me! Mas que aconteceria se sua veneração um dia acabasse? Tome muito cuidado para que uma estátua não te esmague!
Vocês dizem crer em Zaratustra? Mas que importância tem Zaratustra? Sois crentes em mim; mas que importam todos os crentes?! Vocês ainda não procuraram em vocês mesmos: por isso me encontraram. Assim fazem todos os crentes: por isso que toda a crença é de tão pouca importância.
Agora vos ordeno que me percam e encontrem a vocês mesmos; e só quando todos vocês tiverem me negado, retornarei para vós.
Em verdade, meus irmãos, buscarei então as minhas ovelhas desgarradas com outros olhos; vos amarei então com outro amor. E novamente sereis meus amigos e filhos de uma só esperança; então quero estar a vosso lado, pela terceira vez, para festejar com vocês o grande meio-dia."
O que Nietzsche nos exorta a fazer é caminhar com nossas próprias pernas! Sem líderes, sem dogmas, mas com virtude. Sim, esse não é o caminho do egoísmo, é o caminho não só da ação - onde nós somos os senhores do nosso destino - , mas da ação correta, como o budismo, o cristianismo e o judaísmo nos propõem a fazer.
Nietzsche cria um líder religioso que se destrói no final, e isso é o que o budismo deveria ter sido. Afinal, se a doutrina prega o desapego a todas as coisas, é natural que o aluno não se apegue nem mesmo à doutrina. E Buda falava "Não te deves ligar a nenhuma dessas coisas. Esse é o motivo pelo qual comparo minha doutrina a uma jangada. Mesmo essa doutrina precisa ser deixada para trás - e que dizer das falsas doutrinas?"
Isso também me lembra uma das mais fascinantes passagens atribuídas a Jesus, no Evangelho de Tomé, logon 13:
Jesus disse a seus alunos: "Comparai-me com alguém e dizei-me com quem me assemelho".
Simão Pedro disse-lhe: "Tu és semelhante a um anjo justo". Mateus lhe disse: "Tu te assemelhas a um pensador sábio". Tomas lhe disse: "Mestre, minha boca é inteiramente incapaz de dizer com quem te assemelhas".
Jesus disse: "Não sou teu Mestre. Pois bebeste na fonte borbulhante que fiz brotar, tornaste-te ébrio. E, pegando-o, retirou-se e disse-lhe três coisas. Quando Tomas retornou a seus companheiros, eles lhe perguntaram: "O que te disse Jesus"? Tomas respondeu: "Se eu vos disser uma só das coisas que ele me disse, apanhareis pedras e as atirareis em mim, e um fogo brotará das pedras e vos queimará".
Não vos tornem bêbados, viciados em Buda, Jesus, Nietzsche ou quem quer que seja. Entendam agora a música God de John Lennon, em que ele sai negando todas as influências que compunham sua própria personalidade, quando diz "Não acredito em Elvis, não acredito em Jesus, não acredito em Hitler, não acredito em Beatles, só acredito em mim!". É uma belíssima desconstrução de personalidade, o esvaziamento do barco das paixões e dos ódios, como bem disse Buda. Só não esqueçam da virtude (que é justamente... Deus em nós).
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Para pensar!!!

Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos.
Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada.
Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.
Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que e causa em todos os que ficam.
A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada,está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.
Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.
Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é? Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas , mulheres e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo.
Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida...
Perdoe....sempre!!!
Pedro Bial
Para um novo ano!!!

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Esta é um a verdade absoluta.

Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivencia
e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho!
Chega na hora certa, fala as coisas certas,
faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor...
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
que é pra na hora que vocês se encontrarem
a entrega ser muito mais verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.
Essa pessoa vai tirar seu sono.
Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo,
porque a vida não é certa.
Nada aqui é certo!
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,
querendo,conseguindo...
E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra
gente...
Luis Fernando Veríssimo
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
A beleza de Mario Quintana

"Bem sabes Tu, Senhor, que o bem melhor é aquele Que não passa, talvez, de um desejo ilusório.Nunca me dê o Céu... quero é sonhar com ele Na inquietação feliz do Purgatório.
Autor: Mário Quintana "
"Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas. Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha, nem desconfia que se acha conosco desde o início das eras. Pensa que está somente afogando problemas dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar inquietação do mundo!"
AH! OS RELÓGIOS - "Amigos, não consultem os relógios quando um dia eu me for de vossas vidas em seus fúteis problemas tão perdidas que até parecem mais uns necrológios...Porque o tempo é uma invenção da morte:não o conhece a vida - a verdadeira -em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira.Inteira, sim, porque essa vida eterna somente por si mesma é dividida:não cabe, a cada qual, uma porção.E os Anjos entre olham-se espantados quando alguém - ao voltar a si da vida -acaso lhes indaga que horas são..."Mario Quintana - A Cor do Invisível
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Questão Palestina vista por um intelectual Judeu. Por Amoz Oz

Aqui no nosso lado, a questão dos refugiados foi transformada num sinônimo para direito de retorno, e o "direito de retorno" palestino nos soa como o desaparecimento de Israel. Talvez já esteja no hora de colocar nossos pensamentos em ordem, e aprender a fazer uma distinção entre o problema dos refugiados e o que é denominado como direito de retorno. O problema dos refugiados pode e deve ser resolvido, mas não através do retorno deles para o território israelense em suas fronteiras pacíficas. O chamado a permitir que os refugiados retornem ao território de Israel deve ser rejeitado porque, caso realizado, existirão dois Estados Palestinos aqui e nenhum para o povo judeu. Entretanto, o problema dos refugiados de 1948 precisa ser resolvido. Mais ainda, a resolução da questão é de vital interesse para o Estado de Israel, porque enquanto o problema permanecer sem solução - enquanto centenas de milhares de refugiados palestinos estiverem apodrecendo em campos desumanos de refugiados - não teremos descanso.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Conto de fadas para mulheres, modernas, é claro!!!

Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein?... nem morta!
Luís Fernando Veríssimo
domingo, 22 de novembro de 2009
Do caos a cultura.

Hoje pela manha quando sai de casa rumo ao trabalho, quase surtei, na minha frente um transito terrivel...um pouco mais eu chorava...rsrs Então me lembrei da época em que usava o velho e conhecido coletivo...não vou dizer que nosso transporte coletivo seja dos melhores, mais também não é o dos piores...que consolo! Mais vamos aos fatos, na época do coletivo eu costuma ler muito mais, pois todo o tempo de espera pelo coletivo, ou em transito para trabalho, dentro do coletivo, era usado para minha leitura. Me lembro que em determinado tempo estava lendo o livro de Paulo Coelho, O Zahir, eu li este livro em apenas 3 dias e grande parte da leitura foi feita dentro do coletivo, ou aguardando o mesmo!!...coletivo também é cultura, porque não! No entanto quando fui ler o Tao da física, foi mais complicado, dificil, pois a concentração era menor, ai um livro tão complexo me deixou meio no mundo da lua...passando alguns pontos do meu destino. Na verdade quero dizer com tudo isto que a viagem se tornava mais agradavel, mais rapida e mais inteligente...quando olhava para fora do coletivo me deparava com a visão do Caos, buzinas, fechadas, brigas, gritos, mais eu estava ali, num mundo criado pela minha mente, onde nada me afetava, a não ser a teoria de espaço e tempo de Einstein quando passava do meu ponto!!
Drogas...quem precisa delas!! Você precisa de particulas Quânticas!

Drogas? Quem precisa de drogas quando se tem a física teórica? E o melhor: você não precisa destruir seus neurônios nem aprender fórmulas complicadas pra ter sua cabeça sacudida com mais informação do que você pode suportar e ficar totalmente grogue, balbuciando coisas como "Pôôô" e "sóóó..." de quando em quando.
Quem gostou da primeira metade do filme Quem somos nós (What the bleep do we know) vai curtir o documentário da BBC Universos Paralelos. Ele versa sobre a mais nova teoria da física que uniu a teoria das super cordas com a teoria da super gravidade, a "Teoria M", que tenta explicar o que veio ANTES do Big Bang. Um amigo que me apresentou o documentário disse "O que me impressionou foi que os físicos chegaram a conclusão que, para o universo ser sustentável matematicamente, ele precisa necessariamente ter 11 dimensões. E que na verdade o big-bang não foi a explosão de uma singularidade, mas sim o choque entre duas dimensões. Conclui que nosso universo é na verdade um Multiverso, com infinitos 'universos'. O mais lindo é que os físicos já trabalham com a certeza (probabilística) de que existem várias outras civilizações no Multiverso". Tudo isso apresentado de uma forma dinâmica e fácil de absorver, embora o assunto seja complicado por natureza.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A logica de Kafka

"É bom quando nossa consciência sofre grandes ferimentos, pois isso a torna mais sensível a cada estímulo. Penso que devemos ler apenas livros que nos ferem, que nos afligem. Se o livro que estamos lendo não nos desperta como um soco no crânio, por que perder tempo lendo-o? Para que ele nos torne felizes, como você diz? Oh Deus, nós seríamos felizes do mesmo modo se esses livros não existissem. Livros que nos fazem felizes poderíamos escrever nós mesmos num piscar de olhos. Precisamos de livros que nos atinjam como a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente – como a morte de alguém que amávamos mais do que a nós mesmos –, que nos façam sentir que fomos banidos para o ermo, para longe de qualquer presença humana – como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós."
Franz Kafka
sábado, 14 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
" Se eu esquecer de ti ó Jerusalém..."
" Se eu te esquecer ti ó Jerusalém..."
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Minha Solidão!!

"Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."
"É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo."
Clarice Lispector
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Este livro é fantastico!!

Você é homem, americano, branco, heterossexual e não usa drogas. Corre o ano de 1989. Faz um exame de sangue, desses descompromissados e, após alguns dias, recebe a notícia: HIV positivo. O médico sente muito, mas a morte é inevitável. Se quiser, você pode fazer outro exame, mas a chance de que não esteja contaminado é bem pequena: uma em mil.
Aconteceu com Leonard Mlodinow, físico do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) que já havia escrito o livro "Uma Nova História do Tempo" com Stephen Hawking. "É difícil descrever (...) como passei aquele fim-de-semana; digamos apenas que não fui à Disneylândia", escreve em "O Andar do Bêbado: Como o Acaso Determina Nossas Vidas", seu novo livro, recém-lançado no Brasil.
Talvez o médico de Mlodinow fosse ótimo. Mas não serviria como estatístico.
Isso porque, em 1989, nos EUA, uma em cada 10 mil pessoas nas condições citadas estava infectada pelo HIV. Imagine que essas 10 mil fizessem exames. O único soropositivo receberia, possivelmente, uma notícia ruim. Mas, como um em cada mil exames dá o resultado errado, dez pessoas saudáveis também a receberiam.
Ou seja, nessas condições, de cada 11 pessoas que recebiam o veredicto "HIV positivo", apenas uma realmente estava contaminada. A porcentagem de "falsos positivos" é dez vezes maior que a de "verdadeiros positivos". Faria, então, mais sentido que Mlodinow não deixasse de ir à Disneylândia. No final, soube que não tinha HIV.
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Mas dificuldades com probabilidades não são exclusividade do médico de Mlodinow. Humanos desprezam a presença do aleatório nas suas vidas --nossos cérebros são programados para achar padrões, mesmo quando não existem.
Isso vai desde coisas evidentemente desprovidas de sentido (como usar uma mesma meia velha em jogos do Brasil) até situações mais sérias.
Jegue estabanado
Nesse sentido, é muito comum considerar que sucessos ou fracassos são resultado exclusivamente da nossa competência. Em boa medida são, claro, mas quanta aleatoriedade está envolvida nisso?
Jogadores, vendedores, homens atrás de mulheres nas festas. Quase todas as atividades humanas estão sujeitas ao acaso. Os resultados se distribuem ao redor de uma média (alta, para quem é competente), mas existem dias bons (quando o centroavante faz três gols e se consagra) e dias ruins (quando o "pegador" volta pra casa sozinho).
Mas isso vale também para o mercado financeiro, por exemplo. Será que os investidores que ganham milhões na bolsa o fazem porque são competentes ou porque, em uma série determinada de anos, tiveram mais sorte -fazendo escolhas tão "chutadas" quanto muitos que tiveram menos sucesso?
Como exemplo, Mlodinow conta a história de Daniel Kahneman, psicólogo que em 2002 ganhou o Nobel de Economia. Como não se escolhe trabalho no começo da carreira, ele foi, nos anos 1960, ensinar aos instrutores da Aeronáutica israelense que recompensar funciona melhor do que punir erros.
Foi interrompido por um dos instrutores que o ouvia. Ele dizia que muitas vezes elogiou a manobra de um aluno e, na vez seguinte, o sujeito se saiu muito pior. E que, quando gritou com a besta que havia quase acabado de destruir o avião, ela melhorava em seguida. Os outros instrutores concordaram.
Estariam os psicólogos errados? Kahneman concluiu que não. Apenas que a experiência dos instrutores estava relacionada com a probabilidade.
A ideia dele era que os aprendizes melhoram a sua capacidade aos poucos, e isso não é perceptível entre uma manobra e outra. Qualquer voo perfeito ou qualquer pouso que leve embora meio aeroporto junto são questões pontuais, desvios da média. Na próxima tentativa, é alta a chance de que se retorne ao "padrão" central -nem fantástico, nem desastroso.
Então, diz Mlodinow, quando os instrutores elogiavam uma performance impecável, tinham a impressão de que, em seguida, o aluno piorava. Já se ele, digamos, esquecia de baixar o trem de pouso e escutava um grito de "seu jegue estabanado", na próxima melhorava.
A pergunta por trás do livro é até que ponto não nos deixamos enganar por desvios da média como sinais de competência extrema ou de falta de aptidão para a vida. Quando um ator é descoberto de repente, após anos de fracasso, como Bruce Willis, ou quando alguém ganha muito dinheiro em poucos anos, como Bill Gates, qual foi a importância de estar no lugar certo, na hora certa? O andar do bêbado, sem direção consciente, acaba sendo uma ótima metáfora para os caminhos que tomamos na vida.
Isaac Newton o Bruxo?

A Universidade Hebréia de Jerusalém expôs pela primeira vez ao público alguns manuscritos sobre alquimia e profecias bíblicas do cientista inglês Isaac Newton (1643-1727), conhecido por estabelecer as bases da mecânica e enunciar a lei da gravitação universal.
Ao que aparece, Newton tinha interesses menos científicos onde aplicava os mesmos princípios rigorosos que o resto de suas pesquisas. Amante da teología e da alquimia, Newton teorizou a partir da Bíblia sobre qual seria a data do fim do mundo. A resposta? 1.260 anos após a refundação do Sacro Império Romano feita por Carlos Magno.
A Universidade Hebréia de Jerusalém recebeu há quase quatro décadas estes manuscritos do cientista inglês como legado de um colecionador. Deles se deduz que, lá por 1704, Newton tentou calcular essa data a partir de um fragmento da Biblia, em concreto do livro de Daniel. Assim deduziu que o mundo acabaria no ano 2060 de nossa era.
Esses manuscritos foram mostrados agora pela primeira vez ao público em uma exposição intitulada "Os segredos de Newton" que incluem detalhes dos experimentos de alquimia do matemático e de seu interesse pelas profecias apocalípticas. Segundo afirma o centro educativo, Newton costumava se ver como uma espécie de profeta por seus trabalhos neste sentido.
Estes legados provem de um leilão realizado em 1936 em Londres. O lote continha um milhão de palavras sobre alquimia e três milhões sobre teología e profecias bíblicas. A maioria dos pergaminhos foram comprados por duas pessoas: o economista britânico John Maynard Keynes (que posteriormente doou-os ao King's College de Cambridge) e o orientalista Abraham Shalom Ezekiel Yahuda, que também doou os seus em 1951 ao recém criado estado de Israel.
terça-feira, 27 de outubro de 2009

"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."
Charles Chaplin
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Para quem gosta de cinema...um verdadeiro classico!!

O poderoso chefão...Um filme único de beleza singular, com interpretações que beiram a perfeição, “O Poderoso Chefão” se consagra como um clássico insubstituível. Como é raro achar, o filme retrata fielmente o romance homônimo de Mario Puzo, que depois de incansável pesquisa produziu também uma trilogia mostrando a ação da Cosa Nostra, a famosa máfia italiana, nos Estados Unidos, onde o primeiro volume é o próprio “The Godfather”. Coppola mais uma vez surpreende com cenas fortes em um filme onde a sucessão de cenas antológicas é espantosa. A habilidade de manter o espectador ligado na trama do começo ao fim, em um filme de 2 horas e 50 minutos aproximadamente, também surpreende. Um filme bem montado, bem dirigido, bem escrito e bem interpretado. Simplesmente perfeito.
Ricardo
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Arnaldo Jabor

A medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30. Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar. Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, vai fazer alguma coisa que queira fazer...E geralmente é alguma coisa bem mais interessante. Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Elas não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.Você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem... Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça... Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada e sexy, existe um careca, pançudo em bermudões amarelos bancando o bobo para uma garota de 19 anos...Senhoras, eu peço desculpas! Para todos os homens que dizem: "Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê?"Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!". Nada mais justo!
Drummond 100 anos

Glória maior do poeta, a expressão "E agora, José?" — assim como outros versos de Drummond — passou a ser de "domínio público". As palavras acertam em cheio o sentimento comum e o homem do povo as adota como se fossem suas.No entanto, o poeta, em sua proverbial reserva e recusa aos fogos do narcisismo, sempre diminuiu a importância de seus versos. Diz ele:"Nenhum poema meu ficou popular. A verdade é essa. Considero popular, nas gerações antigas, o "Ouvir Estrelas", de Olavo Bilac; o "Mal Secreto", de Raimundo Correia; "Meus Oito Anos", de Casimiro de Abreu; "A Canção do Exílio", de Gonçalves Dias. São dois ou três. Nenhum outro fica. Geralmente são poemas pequenos que a memória guarda com mais facilidade. De mim, ficaram versos. "E agora, José?" não é verso; é uma frase. "Tinha uma pedra no meio do caminho" — e só. Não creio que tenha ficado nada mais. Não houve poema meu propriamente popular. Em geral, as pessoas guardam a imagem do poeta, mas não guardam o verso, até porque a maior parte dos poemas é em verso livre. Não são metrificados nem rimados. Então, é mais difícil guardar (...). Drummond em sua última entrevista, concedida a Geneton Moraes Neto (In O Dosiê Drummond, de Geneton Moraes Neto, Ed. Globo, 1994) •
A avaliação da crítica, porém, é bem diferente da visão modesta do poeta:"E realmente, mais do que qualquer outro poeta brasileiro, ele nos falou mais de perto, de nós mesmos e de nossa complicada existência, trazendo-nos a uma só vez a poesia misturada do cotidiano, desde a cota de vida besta de cada dia, até as perplexidades inevitáveis a que nos conduz o fato de ter de conviver, ler os jornais, amar ou simplesmente existir. Aproximou, com o choque da revelação, que às vezes traz um mero substantivo no lugar certo, as grandes questões que abalaram o século XX e nossa desprotegida intimidade individual." Davi Arrigucci Jr. In Coração Partido Cosac & Naify, 2002 •
A avaliação da crítica, porém, é bem diferente da visão modesta do poeta:"E realmente, mais do que qualquer outro poeta brasileiro, ele nos falou mais de perto, de nós mesmos e de nossa complicada existência, trazendo-nos a uma só vez a poesia misturada do cotidiano, desde a cota de vida besta de cada dia, até as perplexidades inevitáveis a que nos conduz o fato de ter de conviver, ler os jornais, amar ou simplesmente existir. Aproximou, com o choque da revelação, que às vezes traz um mero substantivo no lugar certo, as grandes questões que abalaram o século XX e nossa desprotegida intimidade individual." Davi Arrigucci Jr. In Coração Partido Cosac & Naify, 2002 •
Um grande escritor

Jorge Luis Borges
Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo. Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada. Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana. É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me. O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta. A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios. O restante não me importa; espero que o esquecimento não demore. Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar esses desígnios, que não nos serão revelados.Quero morrer completamente; quero morrer com este companheiro, meu corpo.
Jorge Luis Borges nasceu em 1899 na cidade de Buenos Aires, capital da Argentina e faleceu em Genebra, no ano de 1986. É considerado o maior poeta argentino de todos os tempos e é, sem dúvida, um dos mais importantes escritores da literatura mundial."Seu texto é sempre o de uma pessoa que, reconhecendo honestamente a fragilidade e as limitações do ser humano, nos coloca diante de reflexões nas quais, com freqüência, está presente o nosso próprio destino."
Algumas obras do autor:
*Fevor de Buenos Aires
*Lua de frente
*Sete noites
*Buda
*Os conjurados
*O livro de areia
*Prólogos
*História da etenidade
sábado, 19 de setembro de 2009
Uma piadinha de ultima hora!!
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Um artigo muito legal sobre ciência e Deus.

A revista Time patrocinou mais um debate Deus x Ciência, muito legal por sinal. Um dos melhores que li foi entre o biólogo Thomas Huxley e o bispo Wilberforce, de 1860, e outro o panfleto do filósofo Bertrand Russell, "Por que não sou Cristão", de 1927. A novidade desta vez é que o biólogo Richard Dawkins, autor do recente "The God Delusion", é confrontado por outro cientista, o geneticista Francis Collins, cristão. Para Collins, "estudar o mundo natural é uma oportunidade de observar a majestade, a elegância e o intrincado da criação de Deus". Para Dawkins, "se existe um Deus, ele será muito maior e mais inapreensível do que qualquer coisa que qualquer teólogo de qualquer religião já propôs". Ou seja: Collins põe ênfase na necessidade de considerar a hipótese de um criador, Dawkins critica as religiões em geral e a crença em milagres em particular.
Ainda estou com Stephen Jay Gould, que dizia que religião e ciência podem coexistir, pois a ciência não pode tratar empiricamente um significado geral e moral para a existência; e que criticava criacionismo, design inteligente e outras tentativas da religião de explicar os mecanismos da natureza.
Ainda estou com Stephen Jay Gould, que dizia que religião e ciência podem coexistir, pois a ciência não pode tratar empiricamente um significado geral e moral para a existência; e que criticava criacionismo, design inteligente e outras tentativas da religião de explicar os mecanismos da natureza.
Nem toda mudança é para o bem. Pare de pular de galho em galho.

O mestre indiano Osho, guru famoso por suas ideias surpreendentes, conta que, uma vez por ano, ocorria em sua cidade natal um concurso para premiar o dono da rosa mais linda. Nesse dia, a praça principal ficava lotada de flores — uma mais vibrante que a outra. Mas não tinha para ninguém: quem sempre ganhava era um militar aposentado.
Certo dia, terminada a festa, Osho seguiu o homem a fim de descobrir o segredo de sua flor. E reparou que havia um velhinho regando as plantas do jardim de sua casa. O mestre, então, perguntou o que fazia para conseguir tão bela rosa. — Os outros deixam todos os botões crescerem e depois colhem o mais bonito. Eu faço o contrário: escolho o mais bonito e corto todos os outros. Então, a seiva que alimenta a planta não precisa se dividir — vai toda para uma única rosa.Esse segredo funciona para o amor: você elege uma única pessoa com o qual construirá uma vida feliz. Isso é comprometimento. E funciona mais ainda na sua trajetória rumo ao topo. Francamente, está cuidando da sua atividade atual como se fosse uma rosa promissora? Ou se sente dividido entre tantas possibilidades?
Nem todos os meus colegas concordam comigo। Vejo consultores, em suas palestras, orientando os participantes a não se prenderem ao lugar em que trabalham। Baseiam-se na tese de que cavar convites é o melhor caminho para uma carreira de sucesso. Conheço executivos e profissionais liberais que saltaram de galho em galho e são bem-sucedidos. Ainda assim, não acredito que esse seja um bom conselho. É cada vez mais frequente o desligamento de gente que nem esquentou a cadeira, mal passou de seis meses de casa. O profissional é treinado, cria expectativas na equipe e então... Na hora em que começaria a brilhar, parte para um novo desafio. Essa saída pela direita também acontece com quem abre um negócio próprio sem determinação para superar uma queda e levantar. Ao menor sinal de fracasso, desiste. Em ambos os casos, falta comprometimento. Falta aquela promessa que se faz no casamento: na alegria e na tristeza... Falta acreditar numa rosa e cuidar dela com afinco. Não boto fé em quem muda de ideia facilmente, coleciona passagens meteóricas por empresas. Pode ser incompetente e, por isso, ninguém quer ficar com ele. Pode ser inconstante e, por isso, não para em lugar nenhum. Pode ser movido a dinheiro e, por isso, basta receber uma proposta de alguns centavos a mais para ir embora. É claro que, se você está infeliz, empatando a vida em uma organização que não se preocupa em investir na sua carreira, deve mudar. Vá para um local que valorize sua dedicação e seu talento. Óbvio também que, se já fez de tudo para o consultório, o café ou a loja deslanchar, mas só se afunda em dívidas, deve repensar sua escolha. Agora, se sentir que ainda tem oportunidade de crescer e aparecer, resista à tentação de pular de galho em galho.Digamos que seu relacionamento amoroso seja com uma pessoa complicada, que não o valorize. Você tenta acordá-la para (o amor, mas ela nem dá bola. Nesse caso , está certo de abrir seu coração para outro amor. Mas se vive com uma pessoa legal, que investe no relacionamento... Vai abandonar o romance a troco de quê? Nessa era em que tantos jovens apenas contam o número de bocas que beijaram na noite anterior, é preciso coragem para se comprometer. Essa superficialidade somente leva à solidão e ao desânimo. Se for fundo na empresa em que trabalha ou no negócio próprio, amar o que faz e as pessoas que investem em você... não se arrependerá. Pode apostar: do comprometimento virão as oportunidades (ou rosas) para você ser um profissional campeão.
Roberto Shinyashiki
Certo dia, terminada a festa, Osho seguiu o homem a fim de descobrir o segredo de sua flor. E reparou que havia um velhinho regando as plantas do jardim de sua casa. O mestre, então, perguntou o que fazia para conseguir tão bela rosa. — Os outros deixam todos os botões crescerem e depois colhem o mais bonito. Eu faço o contrário: escolho o mais bonito e corto todos os outros. Então, a seiva que alimenta a planta não precisa se dividir — vai toda para uma única rosa.Esse segredo funciona para o amor: você elege uma única pessoa com o qual construirá uma vida feliz. Isso é comprometimento. E funciona mais ainda na sua trajetória rumo ao topo. Francamente, está cuidando da sua atividade atual como se fosse uma rosa promissora? Ou se sente dividido entre tantas possibilidades?
Nem todos os meus colegas concordam comigo। Vejo consultores, em suas palestras, orientando os participantes a não se prenderem ao lugar em que trabalham। Baseiam-se na tese de que cavar convites é o melhor caminho para uma carreira de sucesso. Conheço executivos e profissionais liberais que saltaram de galho em galho e são bem-sucedidos. Ainda assim, não acredito que esse seja um bom conselho. É cada vez mais frequente o desligamento de gente que nem esquentou a cadeira, mal passou de seis meses de casa. O profissional é treinado, cria expectativas na equipe e então... Na hora em que começaria a brilhar, parte para um novo desafio. Essa saída pela direita também acontece com quem abre um negócio próprio sem determinação para superar uma queda e levantar. Ao menor sinal de fracasso, desiste. Em ambos os casos, falta comprometimento. Falta aquela promessa que se faz no casamento: na alegria e na tristeza... Falta acreditar numa rosa e cuidar dela com afinco. Não boto fé em quem muda de ideia facilmente, coleciona passagens meteóricas por empresas. Pode ser incompetente e, por isso, ninguém quer ficar com ele. Pode ser inconstante e, por isso, não para em lugar nenhum. Pode ser movido a dinheiro e, por isso, basta receber uma proposta de alguns centavos a mais para ir embora. É claro que, se você está infeliz, empatando a vida em uma organização que não se preocupa em investir na sua carreira, deve mudar. Vá para um local que valorize sua dedicação e seu talento. Óbvio também que, se já fez de tudo para o consultório, o café ou a loja deslanchar, mas só se afunda em dívidas, deve repensar sua escolha. Agora, se sentir que ainda tem oportunidade de crescer e aparecer, resista à tentação de pular de galho em galho.Digamos que seu relacionamento amoroso seja com uma pessoa complicada, que não o valorize. Você tenta acordá-la para (o amor, mas ela nem dá bola. Nesse caso , está certo de abrir seu coração para outro amor. Mas se vive com uma pessoa legal, que investe no relacionamento... Vai abandonar o romance a troco de quê? Nessa era em que tantos jovens apenas contam o número de bocas que beijaram na noite anterior, é preciso coragem para se comprometer. Essa superficialidade somente leva à solidão e ao desânimo. Se for fundo na empresa em que trabalha ou no negócio próprio, amar o que faz e as pessoas que investem em você... não se arrependerá. Pode apostar: do comprometimento virão as oportunidades (ou rosas) para você ser um profissional campeão.
Roberto Shinyashiki
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Pense meu amigo!!

Quando Alexander Graham Bell inventou o telefone, em 1876, não tocou o coração de financiadores com o aparelho. O Presidente Rutheford Hayes disse: "É uma invenção extraordinária, mas quem vai querer usar isso?"
Ao recusar um grupo de rock inglês chamado The Beatles, um executivo da Decca Recording Company disse: "Não gostamos do som. Esses grupos de guitarra já eram."
Em 1944 a diretora da agência de modelos Blue Book Modeling disse à candidata Norman Jean Baker (Marilyn Monroe): "É melhor você fazer um curso de secretariado, ou arrumar um marido."
Albert Einstein não sabia falar até os 4 anos de idade e só aprendeu a ler aos 7. Sua professora o qualificou como "mentalmente lerdo, não-sociável e sempre perdido em devaneios tolos". Foi expulso da escola e não foi admitido na Escola Politécnica de Zurique.
Thomas Edison fez duas mil experiências para conseguir inventar a lâmpada. Um jovem repórter perguntou o que ele achava de tantos fracassos. Edison respondeu: "Não fracassei nenhuma vez. Inventei a lâmpada. Acontece que foi um processo de 2.000 passos."
Aos 46 anos, após anos de perda progressiva da audição, o compositor alemão Ludwig van Beethoven ficou completamente surdo. No entanto, compôs boa parte de sua obra, incluindo três sinfonias, em seus últimos anos.
Winston Churchill repetiu a sexta série. Veio a ser primeiro ministro da Inglaterra somente aos 62 anos de idade, depois de uma vida de perdas e recomeços. Sua maior contribuição a humanidade aconteceu quando já era um "cidadão idoso".
O superstar do basquete, Michael Jordan, foi cortado do time de basquete da escola.
O General Douglas MacArthur foi recusado na Academia Militar de West Point, não uma vez, mas duas. Quando tentou pela terceira vez, foi aceito e marchou para os livros de história.
Jack Gould, crítico de música do New York Times, escreveu em 1956, no começo da carreira de um jovem cantor: "O senhor Presley não tem habilidades de canto discerníveis. Sua especialidade são canções rítmicas em que ele executa seu indistinguível lamento. Sua fórmula, se é que pode ser chamada assim, consiste de variações estereotipadas do que um iniciante faria com uma ária numa banheira. Para os ouvidos, ele é de um enfadonho inexprimível."
Ao recusar um grupo de rock inglês chamado The Beatles, um executivo da Decca Recording Company disse: "Não gostamos do som. Esses grupos de guitarra já eram."
Em 1944 a diretora da agência de modelos Blue Book Modeling disse à candidata Norman Jean Baker (Marilyn Monroe): "É melhor você fazer um curso de secretariado, ou arrumar um marido."
Albert Einstein não sabia falar até os 4 anos de idade e só aprendeu a ler aos 7. Sua professora o qualificou como "mentalmente lerdo, não-sociável e sempre perdido em devaneios tolos". Foi expulso da escola e não foi admitido na Escola Politécnica de Zurique.
Thomas Edison fez duas mil experiências para conseguir inventar a lâmpada. Um jovem repórter perguntou o que ele achava de tantos fracassos. Edison respondeu: "Não fracassei nenhuma vez. Inventei a lâmpada. Acontece que foi um processo de 2.000 passos."
Aos 46 anos, após anos de perda progressiva da audição, o compositor alemão Ludwig van Beethoven ficou completamente surdo. No entanto, compôs boa parte de sua obra, incluindo três sinfonias, em seus últimos anos.
Winston Churchill repetiu a sexta série. Veio a ser primeiro ministro da Inglaterra somente aos 62 anos de idade, depois de uma vida de perdas e recomeços. Sua maior contribuição a humanidade aconteceu quando já era um "cidadão idoso".
O superstar do basquete, Michael Jordan, foi cortado do time de basquete da escola.
O General Douglas MacArthur foi recusado na Academia Militar de West Point, não uma vez, mas duas. Quando tentou pela terceira vez, foi aceito e marchou para os livros de história.
Jack Gould, crítico de música do New York Times, escreveu em 1956, no começo da carreira de um jovem cantor: "O senhor Presley não tem habilidades de canto discerníveis. Sua especialidade são canções rítmicas em que ele executa seu indistinguível lamento. Sua fórmula, se é que pode ser chamada assim, consiste de variações estereotipadas do que um iniciante faria com uma ária numa banheira. Para os ouvidos, ele é de um enfadonho inexprimível."
O nosso sistema judiciario!

Sou uma pessoa que crê no sistema judiciário. Apesar de todos os percalços, vemos – por exemplo - a Suprema Corte dos Estados Unidos desqualificando a tortura como método de interrogatório, mesmo que o presidente da República e seu vice tenham, através de artimanhas legais, tentado justificá-la.
Entretanto, minha crença não é compartilhada por muita gente. Um amigo advogado disse-me que “o direito não foi feito para resolver problemas, mas para prolongá-los indefinidamente”. Apenas como exercício de imaginação, resolvi usar sua tese analisando o Genesis, primeiro livro da Bíblia.
Se Deus vivesse hoje, nós todos ainda estaríamos no Paraíso, enquanto Ele estaria ainda respondendo a recursos, apelos, rogatórias, precatórias, mandatos de segurança, liminares – e teria que se explicar em inúmeras audiências sua decisão de expulsar Adão e Eva do Paraíso – apenas por transgredir uma lei arbitrária, sem nenhum fundamento jurídico: não comer o fruto do Bem e do Mal.
Se Ele não queria que isso acontecesse, porque colocou a tal árvore no meio do Jardim – e não fora dos muros do Paraíso? Se fosse chamado para defender o casal, um advogado experiente podia argumentar a tese de “omissão administrativa”; além de colocar a árvore em lugar errado, não a cercou com avisos, barreiras, deixando de adotar os mínimos requisitos de segurança, e expondo todos que passavam ao perigo.
Outro advogado o acusaria de “indução ao crime”: chamou a atenção de Adão e Eva para o exato local onde se encontrava. Se não tivesse dito nada, gerações e gerações passariam por esta Terra sem que ninguém se interessasse pelo fruto proibido – já que devia estar numa floresta, cheia de árvores iguais, e, portanto sem nenhum valor específico.
Mas o Gênesis aconteceu antes do sistema judiciário, e, portanto permitiu que Deus tivesse completa liberdade de ação. Escreveu uma única lei, e encontrou uma maneira de convencer alguém a transgredi-la, só para poder inventar o Castigo. Sabia que o Adão e Eva terminariam entediados com tanta coisa perfeita, e – mais cedo ou mais tarde – iriam testar Sua paciência. Ficou ali esperando, porque também Ele – Deus Todo Poderoso – estava entediado com as coisas funcionando perfeitamente: se Eva não tivesse comido a maçã, o que teria acontecido de interessante nestes bilhões de anos?
Nada.
Quando a lei foi violada, Deus – o Juiz Todo Poderoso – ainda simulara uma perseguição, como se não conhecesse todos os esconderijos possíveis. Com os anjos olhando e divertindo-se com a brincadeira (a vida para eles também devia ser muito aborrecida, desde que Lúcifer deixara o Céu), Ele encontra Adão.
“Onde estás?” Perguntara Deus, que já sabia a resposta. Não o alertou para as conseqüências da resposta. Não disse a famosa frase que tanto ouvimos nos filmes: “tudo que disser pode ser usado contra você”.
“Ouvi seu passo no jardim, tive medo e me escondi, porque estou nu”, respondera Adão, sem saber que, a partir desta afirmação, passava a ser réu confesso de um crime.
Pronto. Através de um simples truque, onde aparentava não saber onde Adão estava, nem o motivo de sua fuga, Deus conseguira o que desejava. Expulsou o casal, seus filhos terminaram pagando também pelo crime (como acontece até hoje com os filhos de criminosos), e o sistema judiciário fora inventado: lei, transgressão da lei, julgamento e castigo.
Ricardo
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